terça-feira, 15 de julho de 2014

partidos brasileiros não são todos iguais

Não é fácil identificar, através do discurso dos políticos, as diferenças da linha ideológica que os partidos defendem. Muito menos se formos nos guiar pela nomenclatura dos partidos: partidos “progressistas” com atuação conservadora, partidos dos “trabalhadores” que atuam magistralmente a favor do patronato e do capital, e assim por diante. Por isso não é de admirar que muitas pessoas, levadas pelo senso comum, acreditem que os partidos brasileiros sejam todos iguais, o que não é e nunca foi verdade. 

Se alguém precisava de uma prova científica para mudar essa ideia, ela nos foi proporcionada pelo PoliGNU (Grupo de estudos de software livre da Escola Politécnica da USP) que realizou uma pesquisa na qual se faz uma comparação numérica sobre a atuação dos distintos partidos da Câmara de Deputados. (Veja detalhes do estudo AQUI). 

Tomando por base 92 votações na Câmara sobre os mais distintos assuntos, eles compararam como se posiciona em cada tema os diferentes partidos. O resultado pode ser visto no gráfico abaixo:
 
Tabela dos deputados
 
A partir do centro da imagem, que representa o centro do espectro político-ideológico, temos dois eixos e quatro direções básicas: direita, esquerda, situação e oposição. O eixo horizontal diz respeito ao apoio ao governo (situação ou oposição) e o eixo vertical corresponde à ideologia política (direita ou esquerda) Quanto mais afastado do centro, mais definido e coerente o partido se apresentou nas votações. 

Pelo gráfico, podemos tirar algumas sentenças: apesar de se dizerem progressistas, os representantes do PT e seus aliados votaram com uma agenda conservadora (que os posiciona na parte de baixo da linha horizontal, ou seja, no espetro político da direita; O PCdoB, quem diria, se posiciona mais à direita do que tradicionais partidos conservadores, como PR, PRB ou PTB; O PSOL é o partido mais à esquerda do espectro político nacional, e radicalmente diferente da maioria; O gráfico também ilustra e derruba uma das maiores falácias da militância petista: apesar de ambos se posicionarem na oposição, o gráfico mostra que PSOL e PSDB votam completamente diferentes no Congresso – ou seja, não existe a menor afinidade política entre esses dois partidos, sendo que a única coisa que têm em comum é a oposição ao governo (fato devidamente explorado pelos petistas). Por outro lado, são os próprios deputados petistas que votam com a direita, como ficou demonstrado. 

A conclusão mais importante que podemos tirar desse estudo é que existem sim linhas ideológicas bem definidas por trás das aparências. E que os partidos mantém uma coerência que pode ser verificada em suas votações na Câmara. Portanto, mais do que nunca, fica evidenciado de que os partidos brasileiros não são todos iguais. Cabe aos eleitores buscarem saber através de informações como votam (e para quem votam) os deputados, e este estudo é uma ótima ferramenta para se começar a desmistificar os sensos comuns da política nacional. 


O poder do mito

O poder do mito – um convite à reflexão

Link to HypeScience

Posted: 14 Jul 2014 06:47 PM PDT

Qual é o impacto da mitologia sobre o pensar e o sentir do século XXI ? Será que mitologia quando tomado à letra tem o poder de nos paralisar? Continua...
O post O poder do mito – um convite à reflexão apareceu primeiro em HypeScience.
Posted: 14 Jul 2014 01:00 PM PDT
Posted: 14 Jul 2014 12:00 PM PDT

Urbanismo e natureza parecem coisas contraditórias, mas nem sempre esse é o caso. Os dois podem combinar mais do que pão com manteiga, formando uma colaboração que cria algo realmente especial e único Continua...
O post 30 obras de arte urbanas que interagem com a natureza de maneira inteligente apareceu primeiro em HypeScience.
Posted: 14 Jul 2014 11:00 AM PDT

A biologia quântica está estudando a fotossíntese, processo bioquímico importante, a fim de criar sistemas de armazenamento de energia mais eficientes
Continua...
O post A “biologia quântica” está desvendando os mistérios do mais importante processo bioquímico do planeta? apareceu primeiro em HypeScience.
Posted: 14 Jul 2014 10:00 AM PDT
Posted: 14 Jul 2014 09:00 AM PDT
Posted: 14 Jul 2014 08:00 AM PDT

Uma empresa de interatividade desenvolveu um app que liga os óculos da Google a um sensor de eletroencefalograma e permite controlar o gadget usando apenas concentração Continua...
O post Google Glass agora funciona por controle mental apareceu primeiro em HypeScience.
Posted: 14 Jul 2014 07:00 AM PDT
Posted: 14 Jul 2014 06:22 AM PDT

Estes aracnídeos se alimentam dos pequenos insetos que gostam de comer a cola das páginas de livros antigos - o que, por sua vez, destrói as relíquias Continua...
O post Sua estante pode abrigar escorpiões de livros – e isso é bom apareceu primeiro em HypeScience.
You are subscribed to email updates from HypeScience

segunda-feira, 14 de julho de 2014

mão assassina

Deter a mão assassina de Israel

Editorial do site Vermelho:


Enquanto toneladas de bombas são despejadas por Israel sobre a Faixa de Gaza e a iminência de uma ofensiva terrestre é ensaiada com incursões pontuais, a operação “Margem Protetora” já causou cerca de 170 mortes, entre quase 100 civis, inclusive crianças, desde que foi intitulada, na terça-feira (8), até domingo (13). Entretanto, diversos ataques aéreos já vinham sendo denunciados nas semanas anteriores, assim como outra operação militar e suas consequências criminosas na Cisjordânia, desde 12 de junho.

Fica claro que, apesar dos pretextos apontados pelo governo racista e extremista de Benjamin Netanyahu, o objetivo de Israel é prejudicar e impedir a consolidação do governo de unidade nacional, anunciado após a reconciliação entre a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e o Hamas, partido islâmico à frente do governo de Gaza desde a ruptura política intrapalestina, há sete anos. O governo israelense classifica o Hamas e qualquer outra resistência armada de “terrorista”, na busca por deslegitimar qualquer força que se contraponha ao seu regime de dominação e genocida que já dura quase sete décadas.

É assim que o governo israelense justifica os frequentes ataques aéreos que matam inúmeros civis, o bloqueio completo de Gaza – que empobrece sistematicamente uma população de quase dois milhões de palestinos em um território de menos de 400 quilômetros quadrados, em contínua crise humanitária – e a ocupação militar da maior parte da Cisjordânia.

A controvérsia entre notícias de movimentos judaicos pelo mundo e em Israel apelando pela paz, contra a ocupação, por um lado, ou pela dizimação dos palestinos e de árabes, em geral, por outro, é reveladora, mas a violência dos colonos israelenses na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, territórios palestinos, com a conivência dos soldados da ocupação, não é novidade. Entretanto, a morte de três jovens colonos foi usada pelos líderes políticos e religiosos para instigar uma nova forma de ódio, racismo e discursos ultranacionalistas assombrosos. No outro sentido, as mortes de dezenas de palestinos nas mãos dos soldados e o encarceramento de centenas, inclusive crianças, além do assassinato brutal de um adolescente por “judeus extremistas”, como denominados por oficiais israelenses, levam vozes nacionais e mundiais contra a ocupação a elevarem-se.

Mais uma vez, porém, a resposta é ineficaz. A ocupação sobre a Cisjordânia intensifica-se e os bombardeios contra Gaza batem diferentes recordes a cada dia. O número de mortos em seis dias alcançou a cifra de vítimas da última grande operação, que durou oito dias, em 2012. Ainda assim, o governo israelense afirma, minimizando a violação flagrante e brutal do direito internacional humanitário – com os ataques deliberados a residências e outros alvos civis, por exemplo –, que não pretende responder aos tímidos apelos da chamada “comunidade internacional” por um cessar-fogo.

As potências encenam “grave preocupação” e até reúnem-se para debater a questão, mas a impunidade de Israel frente às violações do direito internacional é histórica, duradoura e conta com a proteção incondicional, principalmente, dos Estados Unidos, que vetam qualquer condenação sugerida no âmbito do Conselho de Segurança das Nações Unidas, mantendo seu compromisso com o Estado sionista, que propaga uma ideologia racista, sustentáculo do regime israelense e exerce a ocupação sobre a Palestina utilizando métodos brutais. Enquanto a tendência de isolamento de Israel no cenário internacional é praticamente palpável, a resposta mundial ainda é insuficiente.

As autoridades israelenses continuam acusando os palestinos de serem responsáveis por seu próprio sofrimento, enquanto os palestinos, que já reconheceram Israel em 1988 e concederam àquele Estado quase 80% dos seus territórios, continuam submetidos à ocupação e ao bloqueio, “punidos coletivamente” – como afirmou o Conselho de Direitos Humanos da ONU – pelo que Israel resolver alegar. São sujeitos aos bombardeios e às grandes operações que vitimam toda a nação e a possibilidade de libertação, independência e autodeterminação, uma promessa da “comunidade internacional” cuja postergação é a maior causa do sofrimento palestino.

É necessário ampliar e intensificar a solidariedade do povo brasileiro ao povo palestino, o que somente será possível se os partidos de esquerda e as organizações dos movimentos populares, juvenis, sindicais, estudantis, femininos, entre outros, tomarem esta tarefa em suas mãos, rechaçando o lobby sionista que procura interferir indecorosamente nas organizações progressistas, cooptando lideranças e exercendo pressões e chantagens sobre personalidades, parlamentares, funcionários de governo, quadros partidários e organizações dos movimentos sociais.

Mirar em civis é “crime de guerra”

Israel promove novo genocídio em Gaza


Mirar em civis é “crime de guerra”, diz Human Rights Watch. Mortos chegam a 120 em Gaza. Para pesquisador, ofensiva de Israel viola leis internacionais. 75% das vítimas são civis

israel gaza palestina
Garota palestina anda em meio a destroços de uma mesquista no campo de refugiados de Al Nusairat, no centro de Gaza (Efe)
Um representante da organização internacional Human Rights Watch condenou neste sábado (12/07) a condução da ofensiva militar israelense contra a Faixa de Gaza. Para Bill Van Esveld, pesquisador da entidade sobre o conflito árabe-israelense, ataques intencionais contra a população palestina poderiam ser classificados como “crime de guerra”, pois violam a legislação internacional ao não resguardar a vida dos civis habitantes da região.
“Segundo as leis de guerra, às quais Israel, como qualquer outra força militar, está sujeito, você não pode atirar primeiro e perguntar depois. É preciso ter certeza que você está tentando atingir o alvo legítimo. Quando há qualquer dúvida sobre a existência de civis no local, você deve abortar o disparo”, afirmou Van Esveld ao veículo RT.

Neste quinto dia da chamada Operação Margem Protetora, ou “Penhasco Sólido”, o número de mortos em Gaza chegou a 120 pessoas, segundo informam fontes de saúde palestinas. Deste total, pelo menos 75% são civis — 40% de crianças e mulheres —, afirmou Ashraf Al Kidra, ministro da Saúde em Gaza, à emissora norte-americana NBC. Feridos passam dos 900. Do outro lado, mais de 500 projéteis foram disparados da Faixa de Gaza contra o território israelense, mas até o momento não há notícias de cidadãos israelenses mortos.

Anistia Internacional

Outra entidade humanitária, a Anistia Internacional, pediu “com urgência” para que a ONU (Organização das Nações Unidas) conduza uma missão internacional e independente que investigue eventuais crimes de guerra na operação militar israelense. “A comunidade internacional não deve repetir os mesmos erros do passado, ao esperar e assistir às consequências devastadoras para civis dos dois lados”, afirmou Philip Luther, um dos diretores da entidade.
A legalidade da operação militar já está sendo questionada pela ONU. Conforme explicou ontem Navi Pillay, chefe do Alto Comissário para Direitos Humanos da ONU, sob as leis internacionais, Israel deve garantir que seus ataques sejam proporcionais, evitem vítimas civis e identifiquem alvos militares e civis no solo.
Na madrugada de hoje, três palestinos morreram e cinco ficaram feridos após um bombardeio israelense atingir um grupo de pessoas nas imediações de uma mesquita. Momentos antes, conforme informou o ministro da Saúde, um centro para pessoas com deficiência foi atacado por mísseis, deixando duas vítimas e cinco feridos.
israel gaza palestina guerra
No quinto dia da ofensiva militar, artilharia israelense posicionada na fronteira dispara contra Gaza (Efe)
O governo israelense tem sofrido pressão de diversos líderes da comunidade internacional para chegar a uma saída negociada para o conflito que restabeleça os termos do cessar-fogo. Entretanto, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu se recusou a descartar a possibilidade de uma invasão terrestre do território — agravamento que não acontece na região desde 2009.

Escalada de violência

A escalada de violência israelense ocorreu após a morte de três adolescentes israelenses na Cisjordânia no final de junho. Como “vingança”, um jovem palestino foi queimado vivo e assassinado em Jerusalém.
Logo após a descoberta dos corpos dos três jovens, Israel iniciou uma ofensiva contra o Hamas. Aviões de guerra passaram a bombardear Gaza destruindo casas e instituições e foram realizadas execuções extrajudiciais. Até agora, quase 600 palestinos foram sequestrados e presos.
A tensão aumentou na região após anúncio, no começo de junho, do fim da cisão entre o Fatah e o Hamas, que controlam a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, respectivamente. Israel considera o Hamas um grupo terrorista e por isso suspendeu as conversas de paz que vinham sendo desenvolvidas com os palestinos com a mediação do secretário de Estado norte-americano, John Kerry.
Opera Mundi
Pragamatismo