A
DIREITA É SÓ ÓDIO: A ONTOLOGIA DA DESTRUIÇÃO E O ÚLTIMO AVISO ANTES DO ABISMO
Por Professor
Negreiros, Deuzimar Menezes – Rádiojornalista, DRT nº 0772/91-MA – em diálogo e
comunhão holística transdisciplinar com o/a leitor/a...
1. À GUISA DE ANTELÓQUIO: A NATUREZA DO ÓDIO
Há uma diferença ontológica — de essência, de natureza — entre a
esquerda e a direita. Não se trata de uma diferença de opinião, de programa, de
estratégia. Trata-se de uma diferença de fundamento humano ético.
A esquerda, em sua essência, nasce do amor:
amor à justiça, amor à igualdade, amor aos vulneráveis, amor à vida. Pode
errar, pode se fragmentar, pode se perder em dogmas e guetos — mas seu impulso original
é a construção
de um mundo fraterno, humanitário onde caibam todos num bem viver coletivo/comunitário.
A direita, em sua essência, nasce do ódio:
ódio ao diferente, ódio ao pobre, ódio ao vulnerável, ódio à democracia, ódio à
vida. Pode se travestir de liberalismo, de conservadorismo, de religiosidade —
mas seu impulso original é a destruição de
tudo o que não se curva à sua visão de mundo.
Infelizmente estou certo ao grafar: a direita não
sabe o que é amor. Ela sabe o que é posse, domínio, controle,
submissão. Mas amor — o amor que reconhece o outro como sujeito, que se alegra
com a alegria do outro, que sofre com o sofrimento do outro — esse amor a
direita desconhece
propositalmente.
2. A ONTOLOGIA DO ÓDIO: O QUE A DIREITA É
2.1. O ódio como fundamento
A direita e suas facções extremistas são movidas por paixões
tristes — como diria Espinosa. Não as paixões alegres que
aumentam a potência de agir, mas as paixões que diminuem, que aprisionam, que
destroem.
i.
Ódio —
ao diferente, ao pobre, ao vulnerável;
ii.
Raiva —
contra tudo o que questiona sua ordem;
iii.
Ressentimento —
contra os que ousam ser felizes fora de seu controle;
iv.
Preconceito —
contra negros, indígenas, quilombolas, LGBTQIA+, mulheres, idosos, doentes;
v.
Vingança —
contra todos os que não se curvam a ela.
Essas paixões não são acidentais. São constitutivas. A
direita é
isso. Não está isso. Não faz isso. É
isso.
2.2. A guerra como destino
O ódio, quando se torna fundamento, só pode levar
à guerra. E a guerra, como sabemos, é destruição
material, patrimonialista e humanos mortos.
A direita não quer a paz. Quer a vitória.
Não quer o diálogo. Quer a imposição. Não
quer a convivência.
Quer a submissão.
Por isso, onde a direita governa:
i.
A violência
aumenta — contra os pobres, os negros, os indígenas, os LGBTQIA+;
ii.
A
desigualdade cresce — porque os ricos ficam mais
ricos e os pobres mais pobres;
iii.
A democracia
recua — porque a direita não tolera o contraditório;
iv.
A vida se
degrada — porque o ódio destrói tudo o que toca.
2.3. A desinformação como arma
A direita não precisa da verdade. Precisa da mentira.
Porque a verdade liberta — e a direita não quer só escravizar, escraviza à
morte.
Por isso, a direita:
i.
Mente —
sistematicamente, deliberadamente, sem pudor;
ii.
Desinforma —
com fake news, com deepfakes,
com narrativas falsas;
iii.
Desrespeita —
as instituições, as pessoas, a memória;
iv.
Agressa —
verbalmente, fisicamente, simbolicamente;
v.
Trai —
a pátria, o povo, a democracia.
A direita é contra tudo e contra todos que não sejam ela
mesma. É contra os pobres, as minorias, os vulneráveis. É contra a democracia.
É autoritária, ditadora. Falta-lhe ética, falta-lhe sensibilidade e vergonha na cara.
3. AS MANIFESTAÇÕES DE 17/10/2026: A SELETIVIDADE DA MÍDIA
3.1. O que as TVs mostraram
Ontem, 17 de outubro de 2026, as TVs brasileiras — especialmente a
Rede Globo — mostraram manifestações populares contra governos de direita e extrema-direita
em vários países do mundo.
Mostraram protestos na Europa, nos Estados Unidos, em várias
partes do globo — todos contra políticas de direita que
precarizam a vida, que destroem direitos, que aprofundam a desigualdade.
3.2. O que as TVs esconderam
Mas as TVs brasileiras não mostraram — ou mostraram de forma minimizada —
as manifestações que ocorrem nos países vizinhos da América Latina, onde
governos de direita e extrema-direita também estão sendo contestados por suas
populações.
Por que?
Por conveniência e cumplicidade política. Mostrar que
a direita, clara e objetivamente, está sendo contestada na vizinhança prejudicaria
o candidato de extrema-direita no Brasil — Flávio Bolsonaro — que é do mesmo grupo dos
que estão sendo contestados.
A mídia hegemônica não é neutra. Ela tem lado. Sempre teve lado, o da
direita e de suas facções extremistas. Ela escolhe o que
mostrar e o que esconder. E escolhe a favor da direita. do seu lado!
3.3. A cumplicidade da Globo
A Rede Globo, como sempre, atua como escudo do
bolsonarismo. Não por acaso:
i.
Amplifica as
manifestações contra governos de esquerda;
ii.
Minimiza ou esconde as
manifestações contra governos de direita;
iii.
Protege o
candidato da extrema-direita;
iv.
Ataca o
governo democrático.
A Globo não informa. Manipula. Não esclarece. Condiciona. Não liberta. Escraviza.
4. O PIOR GRUPO DE DIREITA DOS ÚLTIMOS TRÊS SÉCULOS: O CLÃ
BOLSONARO
4.1. A familícia
Cunhou um termo preciso: familícia. Não é
uma família. É uma organização criminosa familiar, que usa o poder
político para enriquecer, para dominar, para destruir.
O clã Bolsonaro — pai, filhos, irmãos, noras, ex-esposas — é
o pior
grupo de direita que o mundo teve nos últimos três séculos.
Pior que os fascistas italianos, que os nazistas alemães, que os franquistas
espanhóis. Porque eles não tinham vergonha de ser o que eram. Os
Bolsonaro se disfarçam de democratas, de religiosos, de
defensores da família — enquanto destroem tudo o que dizem defender.
4.2. A sede de poder
O clã Bolsonaro está à espreita — esperando o momento de
tomar de assalto os três poderes do Brasil. Executivo,
Legislativo, Judiciário. Tudo nas mãos de uma família familícia.
Eles já têm:
i.
O Executivo —
governaram por quatro anos, destruindo o país;
ii.
O Legislativo —
a maior bancada do Congresso é do PL, seu partido, de ladrões;
iii.
O Judiciário —
Os ministros André Mendonça e Nunes Marques que atuam como escudeiros do
clã no STF.
Se Flávio Bolsonaro for eleito, eles terão o controle
total. E o Brasil se tornará uma ditadura
familícia.
4.3. O inferno de Dante
Faço uma comparação precisa: o inferno de Dante Alighieri.
Dante descreveu o inferno como nove círculos de
sofrimento, cada um mais terrível que o anterior. O último
círculo era reservado aos traidores —
aqueles que traíram a confiança de quem neles acreditou.
O clã bolsonaro é o último círculo do inferno. Eles traíram o
povo brasileiro. Traíram a confiança de quem votou
neles. Traíram a pátria, entregando-a aos EUA. Traíram a
democracia, tentando dar um golpe. Traíram a vida, destruindo o meio ambiente.
Temos até domingo, 25/10/2026, para evitar a escolha pelo inferno
de Dante.
5. A URGÊNCIA DO VOTO
5.1. O que está em jogo
A eleição de 25 de outubro de 2026 não é uma
eleição comum. É uma escolha de civilização.
i.
Lula representa
a democracia,
a soberania,
a justiça
social, a vida;
ii.
Flávio
Bolsonaro representa o fascismo, a submissão aos EUA/Trump,
a destruição
dos direitos, a morte.
5.2. O que a direita fará se vencer
Se Flávio Bolsonaro [malditamente o dia se] vencer:
i.
A ditadura
teocrática será instaurada;
ii.
Os direitos
sociais serão destruídos;
iii.
A soberania
nacional será entregue aos EUA;
iv.
A democracia será
uma farsa;
v.
A esquerda será
criminalizada, perseguida, silenciada, assassinada/morta;
vi.
O povo será
submetido à miséria, ao medo, à servidão;
vii.
A atual
Constituição Cidadã Brasileira será revogada e substituída pela constituição
bolsonara.
5.3. O que a população e a esquerda devem fazer
A população e a esquerda precisam:
1.
Votar em Lula —
sem ilusões, mas com consciência de que é a única alternativa viável;
2.
Mobilizar os
indecisos, os desencantados, os que pensam em não votar;
3.
Denunciar as
mentiras da direita;
4.
Desconstruir as
narrativas da mídia hegemônica;
5.
Organizar a
resistência pós-eleitoral — porque a luta não termina no dia 25.
6. POR FIM: O AMOR COMO ARMA
Estou certo de estar certo: a direita é só ódio. E o ódio só pode levar à guerra,
à destruição,
à morte.
Mas a população e a esquerda não podem responder ao ódio com
ódio. Porque o ódio corrompe. E a população e a esquerda que responde
ao ódio com ódio se torna igual à direita. E se terá o que ela
quer: guerra civil no Brasil!!
A população e a esquerda devem responder com amor.
Não o amor piegas, sentimental, que tudo perdoa. Mas o amor militante,
o amor que luta, que resiste, que transforma.
O AMOR da Teologia da Libertação!!
O amor que denuncia a mentira. O amor que expõe a
hipocrisia. O amor que combate a injustiça. O amor que constrói um
mundo fraterno, humanitário onde caibam todos num bem viver coletivo/comunitário.
A escolha é clara: o ódio ou o amor. A morte ou a vida. O inferno
ou o Bem Viver...
Temos até domingo, 25/10/2026. Depois, pode ser tarde demais.
— Porque a direita é só ódio. Mas a esquerda é
amor. E o amor, quando se organiza, quando se mobiliza, quando se levanta como
tem feito espontaneamente brotada na juventude depois do fatídico dia 4 — é
mais forte que o ódio. E é mais forte que a morte.
Professor Negreiros, Deuzimar Menezes
Rádiojornalista, DRT nº 0772/91-MA
Em diálogo e comunhão holística
transdisciplinar...
Imperatriz (MA), 6 a 19 de outubro de 2026
Contatos:
prof.negreiros@gmail.com
fundacaobrasileducacional@gmail.com
(99) 98154-0899 – WhatsApp