sábado, 17 de outubro de 2026

A Cumplicidade da família Marinho/globo com flavio bolsonaro

 A ENTREVISTA DE FLÁVIO BOLSONARO E OS PROJETOS DE LEI DO PL PARA DESMONTAR O BRASIL

Por Professor Negreiros, Deuzimar Menezes, rádiojornalista [DRT nº 0772/91-MA], em diálogo holístico e transdisciplinar... Imperatriz [MA], 16-17 de outubro de 2026

 

 

1. A FACHADA E O EDIFÍCIO

A entrevista de Flávio Bolsonaro no JN/Jornal Nacional, a Renato Lopresti, em 16 de outubro de 2026, foi um exercício de prestidigitação política. Enquanto o candidato falava em "combater o crime", "defender a família" e "modernizar o Estado", o edifício do desmonte já estava sendo construído nos bastidores — e os projetos de lei do PL, prontos para serem votados, são a planta baixa desse desmonte.

 

A entrevista foi a fachada. Os projetos são o edifício POR DENTRO. E o que eles revelam é um projeto de destruição do Estado brasileiro em sua capacidade de “proteger” os mais vulneráveis.

 

2. A ENTREVISTA: AS MENTIRAS E A POSTURA DA ENTREVISTADORA

A Metafísica da Inversão: O Espelho Invertido

2.1. Flávio Bolsonaro é um espelho invertido. Ele projeta no adversário tudo o que ele é:

 

O que Flávio diz do adversário: — “É corrupto”

— O que Flávio é: — É réu por rachadinha, recebeu R$ 8,5 milhões de Vorcaro

 

O que Flávio diz do adversário: — “É mentiroso”

— O que Flávio é: — Fabricou currículo, mentiu sobre monografia, mente sobre o pai, mente sobre si.

 

O que Flávio diz do adversário: — “É criminoso”

— O que Flávio é: — Miliciano. Tem origem miliciana, teve miliciano no gabinete

 

O que Flávio diz do adversário: — “É ditador”

— O que Flávio é: — Golpista. Autoritário/Ditador. Quer mudar a Constituição, impor teocracia, censurar

 

O que Flávio diz do adversário: — “É inimigo da família”

— O que Flávio é: — Destruidor, com seu pai e irmãos, de famílias. Destrói famílias com políticas de austeridade. Destrói famílias moral e eticamente. Destrói financeiramente...

 

O que Flávio diz do adversário: — “É inimigo do Brasil”

— O que Flávio é: — Entreguista. Entrega o Brasil ao Trump/EEUU, destrói a economia, a saúde, a educação, o Estado brasileiro e seu povo junto

 

2.2. As mentiras e os fatos que as desmentem

 

O que Flávio diz: — "Vou combater o crime organizado"

— A verdade factual: — Sua família tem origem miliciana; seu ex-assessor Fabrício Queiroz e o miliciano Adriano da Nóbrega estavam ligados ao seu gabinete. Ele é o crime organizado. Vai combater ele próprio?!

 

O que Flávio diz: — "Não vou cortar direitos"

— A verdade factual: — Os projetos de leis do PL para 2027 extinguem órgãos que garantem direitos [INCRA, CONAB, FUNASA, DNOCS, CODEVASF].

 

O que Flávio diz: — "Vou modernizar o Estado"

— A verdade factual: — "Modernizar" é o eufemismo para desmontar o Estado social e transferir suas funções ao mercado. Ao setor privado.

 

O que Flávio diz: — "A esquerda quer destruir a família"

— A verdade factual: — Quem destrói famílias são as políticas de austeridade que ele defende: cortes em saúde, educação, assistência social.

 

O que Flávio diz: — "Vou governar para todos"

— A verdade factual: — Seus projetos beneficiam apenas o agronegócio, o capital financeiro e as elites. Esses são os todos.

 

O que Flávio diz: — "Não sou como meu pai"

— A verdade factual: — Ele é pior: herdou o método, aprimorou a retórica e tem o plano de governo pronto.

 

A inversão é a arma mais poderosa da extrema-direita. Ela confunde, desorienta, paralisa. Quem ouve Flávio sem análise crítica acredita que o inimigo é o outro — quando o inimigo é ele próprio.

 

2.3. A postura da entrevistadora: a cumplicidade cordial

Renato Lopresti, como tantos entrevistadores da grande mídia, adotou a postura da neutralidade falsa:

  1. Não confrontou Flávio com os fatos de seu histórico familiar;
  2. Não questionou a origem miliciana do clã;
  3. Não mencionou os projetos de lei do PL que estão prontos para votação em 2027;
  4. Não cobrou coerência entre o discurso e a prática;
  5. Permitiu que Flávio construísse sua narrativa sem contraditório.

 

A entrevista foi um monólogo disfarçado de diálogo. A entrevistadora foi cordial — e a cordialidade, diante de um candidato que representa o autoritarismo, é cumplicidade.

 

3. OS PROJETOS DE LEI DO PL: O DESMONTE DO ESTADO

Os oito projetos de lei listados são um programa de governo em forma de legislação. Eles não são propostas isoladas — são um conjunto coerente de destruição do Estado brasileiro.

 

3.1. PL 1001/2026 – Extinção do INCRA

— O que o INCRA faz: Democratiza o acesso à terra, promove a reforma agrária, faz a gestão fundiária e apoia a agricultura familiar. Impacta mais de 10 milhões de brasileiros.

— O que a extinção significa: A morte da reforma agrária. A terra fica nas mãos do agronegócio. Os conflitos fundiários se intensificam. Os trabalhadores rurais sem-terra perdem a única instituição que os protegia. A concentração de terra se aprofunda.

— Quem ganha: O agronegócio, os latifundiários, os grileiros.

— Quem perde: Os trabalhadores rurais, os assentados, a agricultura familiar, a soberania alimentar.

 

3.2. PL 1005/2026 – Extinção da CONAB

— O que a CONAB faz: Garante a segurança alimentar, equilibra o mercado agropecuário, apoia os produtores rurais, faz o abastecimento em regiões remotas.

— O que a extinção significa: A desorganização do abastecimento. Os preços dos alimentos ficam à mercê da especulação. As regiões mais pobres — Norte, Nordeste, áreas rurais — ficam sem acesso a alimentos básicos. A fome volta a assombrar o país.

— Quem ganha: Os grandes atacadistas, os especuladores, as multinacionais do agronegócio.

— Quem perde: Os consumidores, os pequenos produtores, os pobres.

 

3.3. PL 1007/2026 – Extinção do IPHAN

— O que o IPHAN faz: Protege o patrimônio histórico e artístico nacional, preserva a memória e a identidade cultural do Brasil.

— O que a extinção significa: A destruição da memória nacional. Os prédios históricos ficam abandonados. Os sítios arqueológicos são saqueados. As manifestações culturais tradicionais perdem proteção. A identidade brasileira é entregue ao esquecimento.

— Quem ganha: A especulação imobiliária, os saqueadores de patrimônio, os que lucram com a amnésia coletiva.

— Quem perde: A cultura brasileira, a memória dos povos, as gerações futuras.

 

3.4. PL 995/2026 – Extinção da EBC

— O que a EBC faz: Garante o direito à informação pública, sem depender da mídia comercial. Produz conteúdo educativo, cultural e informativo de interesse público.

— O que a extinção significa: O silenciamento da comunicação pública. O Brasil fica sem uma emissora estatal que contraponha a narrativa da mídia hegemônica. A informação fica monopolizada pelas empresas privadas — que, como a Globo, servem aos interesses do capital. A democracia perde um de seus pilares: o direito à informação plural.

— Quem ganha: A mídia hegemônica, as empresas de comunicação, os que lucram com o monopólio da informação.

— Quem perde: A sociedade, que perde o acesso a uma informação não-mercantilizada.

 

3.5. PL 1014/2026 – Extinção da FUNASA

— O que a FUNASA faz: Promove a saúde pública e o saneamento básico nos municípios com até 50 mil habitantes — onde vivem 88% da população brasileira que mais precisa desses recursos.

— O que a extinção significa: O abandono da saúde rural. Os municípios pequenos ficam sem saneamento, sem água potável, sem controle de endemias. As doenças se proliferam. A mortalidade infantil aumenta. A expectativa de vida cai.

— Quem ganha: As empreiteiras que privatizam o saneamento, as empresas de saúde privada.

— Quem perde: Os pobres do campo, as crianças, os idosos, as populações ribeirinhas.

 

3.6. PL 994/2026 – Extinção da ANCINE

— O que a ANCINE faz: Fomenta, regula e fiscaliza a produção audiovisual no Brasil. Impulsiona uma cadeia produtiva que gera centenas de milhares de empregos e movimenta 0,5% do PIB.

— O que a extinção significa: A morte do cinema brasileiro. As produções nacionais ficam sem apoio. Os empregos são destruídos. A cultura brasileira perde sua voz no audiovisual. O Brasil se torna um mero consumidor de conteúdo estrangeiro — especialmente americano.

— Quem ganha: As distribuidoras estrangeiras, as plataformas de streaming, o imperialismo cultural.

— Quem perde: Os artistas brasileiros, os técnicos, os produtores, a cultura nacional.

 

3.7. PL 1002/2026 – Extinção do DNOCS

— O que o DNOCS faz: É a instituição federal mais antiga com atuação contínua no Nordeste. Constrói barragens, açudes e poços para garantir o abastecimento de água no semiárido.

— O que a extinção significa: A morte da luta contra a seca. O semiárido fica sem infraestrutura hídrica. As famílias que dependem dos açudes ficam sem água. A seca — que já é uma realidade — se torna calamidade.

— Quem ganha: Os que lucram com a indústria da seca, os caminhões-pipa, as empresas de perfuração privada.

— Quem perde: Os sertanejos, os agricultores familiares, os pobres do Nordeste.

 

3.8. PL 1015/2026 – Extinção da CODEVASF

— O que a CODEVASF faz: É responsável pela implantação e gestão do Projeto de Integração do Rio São Francisco — a maior obra hídrica do país — e fomenta polos de agricultura irrigada e abastecimento em regiões vulneráveis.

— O que a extinção significa: O abandono do São Francisco. A transposição — que já é polêmica — fica sem gestão. Os perímetros irrigados são abandonados. As regiões que dependem da água do Velho Chico ficam sem alternativa. A seca se alastra.

— Quem ganha: O agronegócio que controla a água, as empresas de irrigação privada.

— Quem perde: Os ribeirinhos, os agricultores familiares, os estados do Nordeste.

 

FONTE:

https://www.camara.leg.br/busca-portal?contextoBusca=BuscaProposicoes&pagina=5&order=relevancia&abaEspecifica=true&filtros=%5B%7B%22ano%22%3A%222026%22%7D,%7B%22autores.siglaPartido%22%3A%22PL%22%7D%5D&tipos=PL

 

4. A LÓGICA DO DESMONTE

Os oito projetos não são aleatórios. Eles seguem uma lógica clara e perversa, vingativa:

1.      Destruir as instituições que protegem os vulneráveis [INCRA, FUNASA, DNOCS, CODEVASF, CONAB];

2.      Destruir as instituições que preservam a memória e a cultura [IPHAN, ANCINE, EBC];

3.      Transferir as funções dessas instituições para o mercado — onde o lucro, não o direito, é o critério;

4.      Concentrar ainda mais riqueza nas mãos do agronegócio, do capital financeiro e das elites;

5.      Silenciar as vozes dissidentes — eliminando a comunicação pública [EBC] e a cultura nacional [ANCINE].

 

É o desmonte do Estado brasileiro em sua capacidade de proteger os mais pobres.

 

A inversão: Flávio diz que a esquerda quer destruir o Brasil. Mas ele é o destruidor. Ele e seu clã. Ele e seu projeto de poder ressentido. A rejeição causa raiva, a raiva o ódio. E com a raiva odiosa vem a necessidade de vingança. A vingança do clã Bolsonaro contra as minorias vulneráveis.

 

5. A URGÊNCIA

O PL, partido de Flávio Bolsonaro, será a maior bancada da Câmara em 2027. Se Flávio for eleito, esses projetos serão votados sem resistência. O desmonte será rápido, profundo e irreversível.

 

A eleição de 2026 não é uma disputa entre candidatos. É uma disputa entre dois projetos de Brasil:

  1. O projeto do PL/Flávio Bolsonaro: Um Estado mínimo, que não protege ninguém, que entrega tudo ao mercado, que concentra riqueza, que destrói a memória e a cultura, que abandona os pobres à própria sorte.

 

  1. O projeto de Lula e da esquerda: Um Estado que protege, que inclui, que distribui, que preserva a memória, que valoriza a cultura, que cuida dos vulneráveis.

 

A escolha é clara. E o momento é agora.

 

6. À GUISA DE LAIA: A URGÊNCIA DA DESCONSTRUÇÃO

A entrevista de Flávio Bolsonaro foi fachada. Os projetos de lei do PL são a realidade. E a realidade é aterradora.

 

Enquanto Flávio fala em "combater o crime" e "defender a família", seus projetos desmontam as instituições que garantem a dignidade das famílias brasileiras. Enquanto ele promete "modernizar o Estado", seus projetos destroem o Estado que protege os pobres.

 

Não se deixe enganar pela fachada. Veja o edifício por entro. E resista.

 

— Porque o desmonte não começa com tanques nas ruas. Começa com projetos de lei que parecem técnicos, mas que destroem a vida de milhões. E quando você perceber, já não haverá Estado para te proteger.

 

Professor Negreiros, Deuzimar Menezes

Rádiojornalista, DRT nº 0772/91-MA

Em diálogo holístico e transdisciplinar...

Imperatriz [MA], 16-17 de outubro de 2026

 

Contatos:
prof.negreiros@gmail.com
fundacaobrasileducacional@gmail.com
http://professornegreiros.blogspot.com.br/

 [99] 98154-0899 – WhatsApp

A entrevista de flavio bolsonaro...

 

A ENTREVISTA DE FLÁVIO BOLSONARO À TV GLOBO [16/10/2026]

Por Professor Negreiros, Deuzimar Menezes, rádiojornalista [DRT nº 0772/91-MA], em diálogo holístico e transdisciplinar... Imperatriz [MA], 16-17 de outubro de 2026

 

 

1. À GUISA DE ANTELÓQUIO: A FACHADA E A METAFÍSICA DA FALA

A entrevista de Flávio Bolsonaro a Renato Lopresti, na TV Globo, em 16 de outubro de 2026, não foi um debate. Foi um monólogo disfarçado de diálogo, uma operação de marketing travestida de jornalismo. E a análise de suas falas exige o que chamo de metafísica da fala: a capacidade de ouvir não apenas o que é dito, mas o que é subliminarmente insinuado, o que é deliberadamente omitido, o que é transferido ao adversário como espelho invertido da própria condição do entrevistado.

 

Flávio Bolsonaro é um mestre da inversão. Ele acusa o outro daquilo que ele próprio é. Ele denuncia no adversário os crimes que ele próprio pratica. Ele projeta no governo democrático as mazelas que ele e seu clã criaram quando passaram pela presidência do Brasil. Esta análise disseca cada uma dessas inversões.

 

2. A ANÁLISE DAS FALAS: O QUE FLÁVIO DIZ E O QUE ELE ESCONDE

2.1. “O Brasil está sem presidente”

O que ele diz: O Brasil está sem presidente, sem governo, sem rumo.

O que ele quer dizer subliminarmente: O governo Lula não é legítimo. Não reconheço a democracia. O único governo válido é o meu — ou o do meu pai.

 

A realidade: O Brasil tem presidente — eleito democraticamente, com mais de 60 milhões de votos. Tem governo — que reconstruiu políticas públicas destruídas pelo bolsonarismo. Tem rumo — que é o da soberania, da justiça social e da democracia. Flávio Bolsonaro não reconhece o governo porque não aceita a derrota. Porque não aceita a democracia. Porque não aceita que o povo escolheu outro caminho, oposto ao do necropai.

 

A inversão: Flávio diz que o Brasil está sem presidente. Mas quem tentou dar um golpe para não deixar o presidente eleito governar foi seu pai. Quem atacou as instituições foi seu clã. Quem criou o caos em que se encontra o Brasil foi a família Bolsonaro.

 

2.2. “Não tem governo”

O que ele diz: Não tem governo, não tem gestão, não tem nada.

O que ele quer dizer subliminarmente: O governo Lula é inexistente. Ignorem as políticas públicas. Ignorem a reconstrução. Ignorem os resultados. Ignorem um governo democrático. Ignorem a democracia!!

 

A realidade: O governo Lula existe — e trabalha. Reconstruiu o Bolsa Família, o Minha Casa Minha Vida, a Farmácia Popular. Retomou as obras paradas. Recuperou a credibilidade internacional. Reduziu o desemprego. Aumentou o salário mínimo. Investiu em educação e saúde.

 

A inversão: Flávio diz que não tem governo. Mas o governo que não existiu foi o do pai dele — que passou quatro anos negando a pandemia, destruindo o meio ambiente, atacando a ciência, quebrando a economia. O governo que não existiu foi o do bolsonarismo — que abandonou os pobres, perseguiu os vulneráveis, entregou o país a um congresso de ladrões e ao capital internacional.

 

2.3. “Vou combater o crime organizado”

O que ele diz: Vou combater o CV, o PCC, as milícias, as facções, o crime organizado.

O que ele quer dizer subliminarmente: Vou combater apenas os que não são meus. A milícia, que é minha, será protegida, assim como parte do CV, do PCC, das facções, do orcrim que estiverem conosco e forem confiáveis por nós.

 

A realidade: A família Bolsonaro é o crime organizado. O pai, Jair, construiu sua carreira política com apoio de milicianos. O irmão, Eduardo, é investigado por ligações com milícias. O próprio Flávio teve Adriano da Nóbrega — chefe do Escritório do Crime, acusado de matar Marielle Franco — como funcionário de seu gabinete. Seu ex-assessor Fabrício Queiroz está foragido e tem ligações com milicianos. Orcrim. A “rachadinha” de seu gabinete envolvia pessoas ligadas à milícia.

 

A inversão: Flávio diz que vai combater o crime organizado. Mas ele é o crime organizado. A milícia não é combatida por ele — é protegida. As facções que ele diz combater não são as dele.

 

2.4. “Vou defender a família”

O que ele diz: Vou defender a família brasileira, os valores cristãos, a moral.

O que ele quer dizer subliminarmente: Vou impor uma única visão de família — a minha. Vou perseguir todas as outras.

 

A realidade: A família Bolsonaro não defende a família. O pai negou a pandemia e deixou mais de 700 mil famílias enlutadas. O clã enriqueceu com esquemas de corrupção enquanto milhões empobreciam. A “defesa da família” é apenas retórica para atacar LGBTQIA+, feministas, indígenas, quilombolas — e proteger os privilégios dos ricos.

 

A inversão: Flávio diz que defende a família. Mas quem destrói famílias são as políticas de austeridade que ele defende — cortes em saúde, educação, assistência social. Quem destrói famílias é a violência de responsabilidade de cada estado brasileiro combater, e que ele, Flávio e o clã do qual faz parte não combate — porque é cúmplice dela, por dela ser parte.

 

2.5. “A esquerda quer destruir o Brasil”

O que ele diz: A esquerda quer destruir o Brasil, a economia, a família, a moral.

 

O que ele quer dizer subliminarmente: Eu quero destruir o Brasil — mas vou culpar a esquerda.

 

A realidade: Quem destruiu o Brasil foi o bolsonarismo: destruiu a economia [com o desemprego em massa], destruiu a saúde [com o negacionismo], destruiu a educação [com cortes e censura], destruiu o meio ambiente [com o desmatamento recorde], destruiu a imagem do país [com o isolamento internacional].

 

A inversão: Flávio diz que a esquerda quer destruir o Brasil. Mas ele é o destruidor. Ele e seu clã. Ele e seu projeto de poder ressentido. A rejeição causa raiva, a raiva o ódio. E com a raiva odiosa vem a necessidade de vingança. A vingança do clã bolsonaro.

 

3. A POSTURA DA ENTREVISTADORA E DA IMPRENSA HEGEMÔNICA

3.1. A cumplicidade cordial

Renato Lopresti adotou a postura da neutralidade falsa:

         i.            Não confrontou Flávio com os fatos de seu histórico familiar;

        ii.            Não questionou a origem miliciana do clã;

      iii.            Não mencionou os projetos de lei do PL que estão prontos para votação a partir de 2027;

      iv.            Não cobrou coerência entre o discurso e a prática;

        v.            Permitiu que Flávio construísse sua narrativa sem contraditório.

 

A entrevista foi um monólogo disfarçado de diálogo. A entrevistadora foi cordial — e a cordialidade, diante de um candidato que representa o autoritarismo, é cumplicidade.

 

3.2. A Globo e a blindagem do clã

A TV Globo, como sempre, atuou como escudo do bolsonarismo. Não por acaso:

         i.            Não exibiu as evidências das ligações de Flávio com a milícia;

        ii.            Não questionou o currículo fabricado/falso de Flávio;

      iii.            Não cobrou explicações sobre a rachadinha;

      iv.            Não mencionou os R$ 8,5 milhões recebidos de Daniel Vorcaro;

        v.            Não confrontou Flávio com os projetos de lei do PL que desmontam o Estado a partir de 2027.

 

A Globo protege Flávio porque precisa dele. Precisa de um candidato que não a confronte, que não a regule, que não a ameace porque é chantageado em decorrência dos crimes praticados. Precisa de um candidato que sirva subservientemente aos interesses do capital estadunidense. De Trump.

 

4. A METAFÍSICA DA INVERSÃO: O ESPELHO INVERTIDO

4.1. Flávio Bolsonaro é um espelho invertido. Ele projeta no adversário tudo o que ele é:

O que Flávio diz do adversário

O que Flávio é

“É corrupto”

É réu por rachadinha, recebeu R$ 8,5 milhões de Vorcaro

“É mentiroso”

Fabricou currículo, mentiu sobre monografia, mente sobre o pai, mente sobre si.

“É criminoso”

Tem origem miliciana, teve miliciano no gabinete

“É ditador”

Quer mudar a Constituição, impor teocracia, censurar

“É inimigo da família”

Destrói famílias com políticas de austeridade

“É inimigo do Brasil”

Entrega o Brasil aos EUA, destrói a economia, a saúde, a educação

 

4.2. As mentiras e os fatos que as desmentem

O que Flávio disse

A verdade factual

"Vou combater o crime organizado"

Sua família tem origem miliciana; seu ex-assessor Fabrício Queiroz e o miliciano Adriano da Nóbrega estavam ligados ao seu gabinete. Ele é o crime organizado. Vai combater ele próprio?!

"Não vou cortar direitos"

Os projetos de leis do PL para 2027 extinguem órgãos que garantem direitos [INCRA, CONAB, FUNASA, DNOCS, CODEVASF].

"Vou modernizar o Estado"

"Modernizar" é o eufemismo para desmontar o Estado social e transferir suas funções ao mercado. Ao setor privado.

"A esquerda quer destruir a família"

Quem destrói famílias são as políticas de austeridade que ele defende: cortes em saúde, educação, assistência social.

"Vou governar para todos"

Seus projetos beneficiam apenas o agronegócio, o capital financeiro e as elites. Esses são os todos.

"Não sou como meu pai"

Ele é pior: herdou o método, aprimorou a retórica e tem o plano de governo pronto.

 

A inversão é a arma mais poderosa da extrema-direita. Ela confunde, desorienta, paralisa. Quem ouve Flávio sem análise crítica acredita que o inimigo é o outro — quando o inimigo é ele próprio.

 

5. À GUISA DE LAIA: A URGÊNCIA DA DESCONSTRUÇÃO

A entrevista de Flávio Bolsonaro foi uma operação de guerra psicológica. Cada fala foi calculada para:

         i.            Confundir o eleitor;

        ii.            Deslegitimar o governo Lula;

      iii.            Vitimizar o clã Bolsonaro;

      iv.            Projetar no adversário as próprias mazelas de provoca;

        v.            Preparar o terreno para o golpe. Isso ficou claro nas inferência!!

 

A esquerda precisa desconstruir essa narrativa com fatos, evidências, análise crítica. Não basta dizer que Flávio mente. É preciso provar que ele mente, mostrar as contradições, expor as inversões.

 

A tarefa é urgente. O tempo é curto. A democracia está em jogo.

 

— Porque o espelho invertido só engana quem não sabe olhar. E a verdade, quando exposta, desmonta a farsa.

 

Professor[*] Negreiros, Deuzimar Menezes

Rádiojornalista, DRT nº 0772/91-MA

Em diálogo holístico e transdisciplinar...

Imperatriz [MA], 17 de outubro de 2026

 

Contatos:
prof.negreiros@gmail.com
fundacaobrasileducacional@gmail.com
http://professornegreiros.blogspot.com.br/

 [99] 98154-0899 – WhatsApp

A Cumplicidade da família Marinho/globo com flavio bolsonaro

  A ENTREVISTA DE FLÁVIO BOLSONARO E OS PROJETOS DE LEI DO PL PARA DESMONTAR O BRASIL Por Professor Negreiros, Deuzimar Menezes, r ádiojo...