sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Não há mais trabalhadores

 NÃO HÁ MAIS TRABALHADORES: A METAFÍSICA DO EMPREENDEDORISMO E A ESCRAVIDÃO VOLUNTÁRIA

Por Professor[*] Negreiros, Deuzimar Menezes – Rádiojornalista [DRT nº 0772/91-MA] – Pesquisador, Consultor-Analista e Ministrante de Aulas-Palestras Transdisciplinares em Educação, Meio Ambiente e Política, em um diálogo holístico e transdisciplinar

 

 

“...pobre é quem recebe bolsa família”.

E não mais há trabalhadores para que a eles se possa dirigir como tal.

 

I. O EPISÓDIO: A FALA QUE REVELA UM MUNDO

Hoje, 09 de outubro de 2026, antes das 8h, indo de bicicleta para uma reunião do FME/Forum Municipal de Educação de Imperatriz, parei no semáforo, na Simplício Moreira com Santa Tereza, canto da praça que há entre a UPA, na Bernardo Sayão, e o Colégio Graça Aranha.

 

Aí ouvi um pobre diabo — moreno, de estatura franzina, uns 25 anos, também em uma bicicleta, às costas uma espécie de "caixa" de entregador rápido de comida — em conversa com outro. No contexto da conversa, ele disse:

– "Não sou pobre, sou empreendedor. Pobre é quem recebe Bolsa Família."

 

Pois é.

Essa frase, aparentemente banal, é uma janela para a alma de um Brasil que se perdeu de si mesmo. Em uma única sentença, o jovem entregador de aplicativo:

  1. Rejeita sua própria condição de classe ("não sou pobre");
  2. Adota a identidade que o capital lhe oferece ("sou empreendedor");
  3. Ataca o mais vulnerável que ele ("pobre é quem recebe Bolsa Família");
  4. Reproduz a ideologia que o explora (o empreendedorismo como valor supremo).

 

Ele não sabe — ou não quer saber [nega-se a saber] — que é exatamente o que o capitalismo quer que ele seja: um trabalhador que não se reconhece como trabalhador; um explorado que se vê como patrão; um pobre que odeia os pobres.

 

II. A METAFÍSICA DO "EMPREENDEDOR": A ILUSÃO QUE ESCRAVIZA

2.1. O que significa "ser empreendedor"?

Na metafísica da fala — a camada subliminar da linguagem que revela o que as palavras escondem —, dizer "sou empreendedor" significa:

  1. "Não sou trabalhador" — porque trabalhador é aquele que vende sua força de trabalho, que tem patrão, que tem carteira assinada, que tem direitos trabalhistas e sociais;
  2. "Não sou pobre" — porque pobre, na ideologia dominante, é aquele que "depende do governo", que "recebe Bolsa Família", que "não se esforça";
  3. "Sou empresário de mim mesmo" — porque, na lógica neoliberal, cada um é uma "empresa" que deve "gerir sua carreira", "investir em si mesmo", "buscar oportunidades";
  4. "Vou enriquecer" — porque o empreendedorismo é apresentado como o caminho para a riqueza, o atalho para o sucesso, a promessa de que "qualquer um pode chegar lá".

 

Mas nada disso é verdade.

O entregador de aplicativo não é empreendedor. É um trabalhador precarizado — sem carteira assinada, sem férias, sem 13º, sem FGTS, sem licença-maternidade, sem aposentadoria, sem proteção social alguma. Ele trabalha mais que um empregado formal, ganha menos, e arcar com todos os custos da atividade (bicicleta, manutenção, celular, internet, combustível humano, sua energia para pedalar).

 

O "empreendedorismo" não é uma escolha. É uma imposição — a única "opção" que sobrou para quem foi expulso do mercado formal de trabalho.

 

2.2. A origem do termo: do trabalhador ao "colaborador"

Observa com precisão: "trabalhador não existe mais, no seu lugar passou-se a ter o 'colaborador'".

A substituição do termo "trabalhador" por "colaborador" não é inocente. É uma operação de engenharia linguística que visa:

  1. Apassivar o trabalhador — de sujeito de direitos, ele se torna "colaborador" da empresa;
  2. Desresponsabilizar o patrão — se o trabalhador "colabora", ele não é explorado; ele "participa";
  3. Eliminar a consciência de classe — se todos "colaboram", não há conflito entre capital e trabalho; há "parceria";
  4. Justificar a precarização — o "colaborador" não tem direitos porque não é empregado; ele é "parceiro".

 

A mesma lógica se aplica ao "empreendedor": ele não é explorado porque "escolheu" ser patrão de si mesmo. A exploração se disfarça de liberdade.

 

2.3. A indústria do empreendedorismo: o SEBRAE e a ideologia capital-fascista

Aponta. desde os anos 90 do século passado, o SEBRAE como o principal propagador dessa ideologia no Brasil.

 

O SEBRAE — Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas — é uma instituição estatal, financiada por contribuições compulsórias das empresas. Sua missão declarada é "promover a competitividade e o desenvolvimento sustentável dos pequenos negócios".

 

Na prática, o SEBRAE atua como agência de propaganda do capitalismo:

  1. Oferece cursos de "empreendedorismo" para jovens que nunca terão capital para abrir um negócio;
  2. Ensina técnicas de "gestão" para trabalhadores que nunca serão patrões;
  3. Promove a ideia de que "ser empreendedor é melhor que ser empregado" — quando a realidade é que o empreendedorismo é, para a maioria, sinônimo de precarização.

Essa ideologia é capital-fascista porque:

  1. Capitalista — serve aos interesses do capital, que se beneficia da multiplicação de trabalhadores precarizados;
  2. Fascista — porque naturaliza a hierarquia, culpabiliza a vítima, divide a classe trabalhadora e elimina a solidariedade.

 

2.4. O empreendedorismo do crime

Vou além: "Participar também de uma facção é ser empreendedor [do crime]".

Essa é uma observação perturbadora — e verdadeira. O tráfico de drogas, a milícia, o crime organizado funcionam como empresas:

  1. Têm hierarquia, divisão de trabalho, metas de lucro;
  2. Oferecem "oportunidades" para jovens que não as encontram no mercado formal;
  3. Prometem "ascensão social" rápida — o "empreendedorismo" que a sociedade nega.

 

O jovem da periferia que entra para o tráfico não está apenas cometendo um crime. Está seguindo o único modelo de "empreendedorismo" que lhe foi apresentado — o modelo que promete riqueza rápida, respeito e poder, ainda que à custa da vida.

 

III. A IDEOLOGIA DO EMPREENDEDORISMO: COMO ELA OPERA

3.1. A culpabilização da vítima

A ideologia do empreendedorismo culpabiliza a vítima:

  1. Se você é pobre, é porque não se esforçou;
  2. Se você não tem emprego, é porque não buscou oportunidades;
  3. Se você depende do Bolsa Família, é porque não quer trabalhar;
  4. Se você não enriqueceu, é porque não empreendeu. Ou não soube empreender.

 

Essa lógica ignora as estruturas — o desemprego estrutural, a concentração de renda, a exclusão social, o racismo, o machismo, a desigualdade de oportunidades. Ela transforma problemas coletivos em fracassos individuais.

 

3.2. A naturalização da precarização

A ideologia do empreendedorismo naturaliza a precarização:

  1. "Não ter carteira assinada é ser 'autônomo'";
  2. "Não ter férias é ser 'flexível'";
  3. "Não ter aposentadoria é ser 'independente'";
  4. "Trabalhar 12 horas por dia é ser 'dedicado'".

 

O que é exploração [de si para consigo] é apresentado como liberdade. O que é precarização é apresentado como oportunidade.

 

3.3. A destruição da solidariedade de classe

A ideologia do empreendedorismo destrói a solidariedade de classe:

  1. O trabalhador não se vê como trabalhador — vê-se como "empreendedor";
  2. O pobre não se solidariza com o pobre — ele o despreza ("pobre é quem recebe Bolsa Família");
  3. O explorado não luta contra o explorador — ele sonha em se tornar explorador.

 

O capitalismo vence quando o trabalhador passa a defender o patrão.

 

IV. A DIMENSÃO ELEITORAL: O EMPREENDEDOR VOTA NA DIREITA

4.1. O eleitorado do empreendedorismo

Observa que: "Eleitoralmente, todo esse pessoal é um eleitor do político da direita à extrema-direita, fascista, bolsonarista."

 

Essa observação é confirmada por pesquisas. O eleitorado [“pobre de direita”] que se identifica como "empreendedor" — autônomos, microempreendedores individuais (MEIs), trabalhadores de aplicativo — tende a votar na direita e na extrema-direita, porque passou a:

  1. Acreditar na meritocracia — e a direita é a defensora da meritocracia;
  2. Rejeitar a regulação — e a direita promete menos impostos, menos regras, menos "burocracia";
  3. Temer o comunismo — e a direita apresenta o comunismo como o inimigo perverso, demoníaco!!;
  4. Sonhar com riqueza — e a direita promete a riqueza como recompensa do esforço. Promessa que nunca é cumprida!!

 

4.2. A "guerra cultural" e a classe média precarizada

A direita explora a frustração da classe média precarizada — aqueles que perderam o emprego formal, que viram seu padrão de vida cair, que se sentem "traídos" pelo sistema. Para esses, o bolsonarismo oferece:

  1. Um inimigo — o comunista, o petista, o "vagabundo" que "vive do Bolsa Família";
  2. Uma identidade — o "empreendedor", o "patriota", o "cidadão de bem";
  3. Uma esperança — a promessa de que "dias melhores virão" se a "esquerda for derrotada". Varrida da terra!!

 

4.3. Como a esquerda pode reverter isso?

A pergunta que faço, sei, é crucial para a esquerda: "Com que fala/linguagem a esquerda possa reverter isso?!"

 

A resposta exige abandonar a linguagem burocrática... e adotar a linguagem do cotidiano:

1.      Falar da vida real — não de "precarização do trabalho", mas de "você trabalha 12 horas por dia e não tem férias";

2.      Desmascarar a ideologia — mostrar que o "empreendedorismo" é uma armadilha, não uma oportunidade;

3.      Construir solidariedade — dizer que o pobre não é inimigo do pobre; o inimigo é quem faz parte do sistema que os explora, e que sistema é esse... formado com quem...;

4.      Oferecer alternativas — não apenas criticar o empreendedorismo, mas propor economia solidária, cooperativismo, trabalho digno;

5.      Ocupar os espaços — igrejas, escolas, redes sociais, rádios comunitárias, feiras, ...

 

A fala, conforme seja empregada, e por quem é empregada, tem o dom de escravizar e/ou libertar mental e fisicamente seu receptor.

 

V. FINALISANDO: A PALAVRA QUE LIBERTA

O jovem entregador que disse "não sou pobre, sou empreendedor" não é um vilão. É uma vítima — vítima de uma ideologia que o convenceu a odiar sua própria classe, a rejeitar sua própria identidade, a sonhar com uma riqueza que nunca chegará a ele.

 

Ele é o produto de um Brasil que destruiu o trabalho e endeusou o empreendedorismo; que eliminou os direitos e prometeu a liberdade como se sem liberdade esteja a viver; que concentrou a renda e culpou os pobres pela própria pobreza.

 

A esquerda precisa falar com ele. Não com desprezo, não com superioridade, não com jargão. Mas com verdade, com empatia, com propostas concretas, executáveis.

 

Porque ele não é o inimigo. Ele é o aliado que ainda não sabe que é — o trabalhador que ainda não se reconhece como trabalhador, o explorado que ainda não se reconhece como explorado.

 

A fala que liberta é a fala que o faz reconhecer-se no mundo real, e não no mundo paralelo.

 

— Porque não há mais trabalhadores. Há empreendedores — que morrem de fome trabalhando. Há "colaboradores" — que colaboram com a própria exploração. Há "patrões de si mesmos" — que nunca foram tão escravos, de si.

 

— E há os que ainda lutam para que a palavra "trabalhador" volte a significar dignidade, direitos, solidariedade.

 

Professor[*] Negreiros, Deuzimar Menezes

Rádiojornalista, DRT nº 0772/91-MA

Imperatriz (MA), 09 de outubro de 2026

 

Contatos:
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quinta-feira, 8 de outubro de 2026

O AUTOSUICÍDIO DO AGRO

 

O AGRO BRASILEIRO SUICIDA-SE: A PERGUNTA QUE NINGUÉM QUER RESPONDER

Por Professor Negreiros, Deuzimar Menezes – Rádiojornalista, DRT nº 0772/91-MA – em diálogo holístico e transdisciplinar com você, leitor/a

 

I. A PERGUNTA FATAL

Com o acidente drástico/dramático da eleição acidental de Flávio Bolsonaro presidente..., o agro e o empresariado irão vender seus produtos para quem?

A pergunta é simples. A resposta é devastadora. E o silêncio dos que se dizem "produtores" — os que financiam a extrema-direita, os que aplaudem o golpismo, os que acreditam que o lucro de hoje justifica a destruição de amanhã — é a prova de que não pensaram nas consequências.

Vamos pensar por eles, destruidores da política e meio ambiente brasileiro.

 

II. O QUE O AGRO BRASILEIRO VENDE E PARA QUEM

O agronegócio brasileiro registrou exportações recordes de US$ 169,2 bilhões em 2025. Quase metade de tudo que o Brasil exporta vem do campo.

 

E para onde vai essa produção?

1.      China: US$ 55,3 bilhões (32,7% do total). A China é, de longe, o maior comprador de soja, carne bovina e minério brasileiros. Em 2025, o Brasil vendeu 1,64 milhão de toneladas de carne bovina para os chineses. A soja brasileira inundou o mercado chinês — 12,08 milhões de toneladas só em junho de 2026.

2.      União Europeia: US$ 25,2 bilhões.

3.      Estados Unidos: US$ 11,4 bilhões — e caindo 5,6% em relação a 2024.

 

Ou seja: o agro brasileiro depende da China. Depende da Europa. Depende de mercados que não são os EUA.

 

Vocês não terão mais LULA para coloca-los dentro de aviões e leva-los pelo mundo para vender seus produtos. LULA já fez isso em seus 3 mandatos, quem mais fez isso por vocês?!

 

III. O QUE ACONTECE SE FLÁVIO BOLSONARO VENCER

3.1. O bloqueio chinês já está em curso

A China, PREVENTIVAMENTE, não esperou a eleição para agir. Em 2026, o gigante asiático JÁ:

         i.            Suspendeu importações de cinco frigoríficos brasileiros por resíduos de medicamentos veterinários proibidos;

        ii.            Reduziu a cota de importação de carne bovina brasileira em 17% em relação a 2025;

      iii.            Impôs tarifa adicional de 55% sobre a carne bovina brasileira que exceder a cota de 1,1 milhão de toneladas;

      iv.            Acelerou a compra de soja americana como parte de um acordo com Trump, enquanto a soja brasileira perde espaço.

 

E por que a China está fazendo isso? Porque está se preparando, preventivamente, para o pior. O acordo China-EUA de setembro de 2026 — que reduziu tarifas sobre milho, trigo, sorgo, óleo e farelo de soja, e carne bovina americanos — é um sinal claro: a China está diversificando fornecedores. Se o Brasil se tornar uma colônia dos EUA, a China não vai comprar do lacaio de uma colônia americana. Vai comprar diretamente do colonizador, os EUA.

 

3.2. O "Escudo das Américas" e a subordinação

Em setembro de 2026, o governo de José Antonio Kast, no Chile, anunciou a adesão do país ao "Escudo das Américas" — a coalizão promovida por Trump “contra” o crime organizado, que já reúne Argentina, Bolívia, Chile, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Honduras, Panamá, Paraguai e outros.

 

O que isso significa? Significa que a América Latina está sendo reorganizada como bloco subordinado aos EUA, como sendo agora suas colônias assumidas institucionalmente. E o Brasil, se Flávio Bolsonaro vencer, será a joia da coroa dessa subordinação.

 

3.3. O tarifaço que já está em vigor

Os EUA já impuseram ao Brasil:

         i.            Tarifa de 25% sob a Seção 301, por supostas práticas comerciais desleais;

        ii.            Tarifa adicional de 12,5% por "falha em proibir trabalho forçado", que, somada à anterior, resulta em tarifas totais de até 37,5% para alguns produtos.

 

E o que os EUA isentaram dessas tarifas? Carne bovina, café, soja, amendoim, açúcar e cacau — exatamente os produtos que o Brasil mais vende aos EEUU. Por quê? Porque os EUA não produzem o suficiente para atender sua própria demanda. Eles precisam do agro brasileiro — mas nos querem como fornecedores cativos, não como parceiros soberanos.

 

IV. A EQUAÇÃO IMPOSSÍVEL

Se Flávio Bolsonaro vencer, o agro brasileiro enfrentará uma equação impossível:

Mercado da

1 China: Situação atual: Maior comprador (US$ 55 bi) – Cenário real com Flávio: Bloqueio ou redução drástica — a China não compra de colônia americana

2 União Europeia: Situação atual: Segundo maior (US$ 25 bi) – Cenário real com Flávio: Retaliação — a UE já sinalizou que pode remover o Brasil da lista de exportadores aprovados

3 EUA: Situação atual: Terceiro (US$ 11 bi) – Cenário real com Flávio: Apropriação, não compra — os EUA não compram, confiscam, tomam

 

E aí, agro? Para quem vocês vão vender?

Para os EUA? Os EUA não compram. Eles se apropriam. Eles impõem tarifas, exigem acesso a mercados, condicionam a compra à subordinação política. O agro brasileiro já viu isso acontecer com o aço, com o alumínio, com a laranja. Não vai ser diferente com a soja e a carne.

 

A China? A China não compra de quem se ajoelha para Trump. A China compra de quem tem soberania. A China compra de quem tem política externa própria. A China compra de Lula, não de Flávio.

 

V. A IMPRUDÊNCIA DOS QUE FINANCIAM O SUICÍDIO

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) — a maior bancada do Congresso, com 345 deputados e senadores — oficializou apoio a Flávio Bolsonaro.

 

O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, justificou: "convergência das diretrizes do plano de governo do candidato com as prioridades do setor". E reclamou de juros altos, endividamento, seguro rural.

 

Mas Lupion e seus pares não estão pensando no longo prazo. Estão pensando no curto prazo. Nos juros de hoje. Nas dívidas de hoje. No lucro de hoje. Grandes imbecis, idiotas ou maus caráteres mesmo!! Ou tudo isso junto!!

 

Imbecis. Idiotas. Maus caráteres. Vocês estarão se autossuicidando.

 

Porque um agro que vende 32,7% para a China e 14,9% para a Europa não pode se dar ao luxo de ter um presidente que transforma o Brasil em colônia dos EUA. A China não vai comprar. A Europa não vai comprar. E os EUA não compram — confiscam.

 

VI. O QUE O AGRO DEVERIA FAZER

Em vez de se ajoelhar para Trump e para o bolsonarismo, o agro brasileiro deveria:

1.      Exigir soberania nas negociações comerciais — não aceitar a subordinação aos EUA;

2.      Diversificar mercados com inteligência — China, Índia, Sudeste Asiático, África, América Latina...; E LULA é a garantia porque já deu inúmeras provas disso;

3.      Investir em infraestrutura — portos, ferrovias, armazenagem — para não depender de escoamento controlado por estrangeiros;

4.      Apoiar a política externa soberana do Brasil — porque é ela que garante acesso a mercados;

5.      Rejeitar o canto da sereia bolsonarista — porque o bolsonarismo é o cavalo de Troia da subordinação.

 

VII. A PERGUNTA QUE FICA

O agro brasileiro quer vender para quem?

— Para a China, que compra?
— Para a Europa, que compra?
Ou
— Para os EUA, que não compram — confiscam?

 

A resposta está nas urnas.

Se Flávio Bolsonaro vencer, o agro brasileiro terá escolhido o suicídio. Terá trocado a soberania pela subordinação. Terá trocado os mercados pela dependência. Terá trocado o futuro pelo presente.

 

E aí, agro? Vai vender mesmo para quem?

 

— Porque quem se ajoelha para o império não escolhe o preço. Recebe a esmola que o império quiser dar. Se quiser dar.

 

Professor[*] Negreiros, Deuzimar Menezes

∞ Pesquisador Consultor-Analista e Ministrante de Aulas-Palestras Transdisciplinares em Educação, Meio Ambiente e Política

∞ Pedagogo, Filósofo e Rádiojornalista [DRT nº 0772/91-MA]

∞ Pós-Graduado em Docência da Educação Superior, Gestão e Educação Ambiental, Gestão em Auditoria e Perícia Ambiental

∞ Especialista em Direito e Legislação Educacional

Não há mais trabalhadores

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