segunda-feira, 12 de outubro de 2026

 UM CHAMADO À REFLEXÃO: A SOCIEDADE DA DESCONFIANÇA E A EDUCAÇÃO QUE NÃO EDUCA/OU

Por Professor[] Negreiros, Deuzimar Menezes – Rádiojornalista, DRT nº 0772/91-MA – Pesquisador Empírico Racional. Consultor-Analista e Ministrante de Aulas-Palestras Holísticas e Transdisciplinares em Educação, Meio Ambiente e Política, em diálogo holístico e transdisciplinar com você...

 

 

I. O QUE O GUIA REVELA (E O QUE ELE ESCONDE)

Antecipo que não se trata de uma acusação, mas de uma certa defesa à instituição a ser citada... devido a necessidade que a obriga a fazer uso do seu documento – GUIA ESSENCIAL PARA EQUIPE DE APLICAÇÃO” que, aparentemente, é um manual técnico. Mas, lido com atenção, ele é um tratado sobre a desconfiança generalizada que tomou conta da sociedade brasileira.

 

O guia instrui os aplicadores a:

  1. Verificar documentos com desconfiança — e não aceitar o e-Título, que pode ser falsificado;
  2. Submeter todos os candidatos ao detector de metais — na entrada, na saída, e a cada ida ao banheiro;
  3. Exigir embalagens transparentes para lanches, bebidas e remédios — porque qualquer invólucro opaco pode esconder cola;
  4. Recolher tudo dos bolsos — inclusive comprovante de inscrição, que pode conter anotações;
  5. Monitorar candidatos durante toda a prova — “principalmente nos casos de suspeita de cola”;
  6. Acionar o coordenador se o candidato se recusar a passar pelo detector;
  7. Lacrar envelopes de objetos proibidos e mantê-los na sala de coordenação até o fim;
  8. Numerar carteiras e organizar etiquetas em ordem sequencial, para evitar trocas;
  9. Ficar atento a qualquer sinal/ruído ou conversa que possa atrapalhar a concentração.

 

O guia é minucioso. Cada detalhe foi pensado para prevenir a fraude. Mas o que ele revela é mais profundo: revela que não se confia em ninguém. Nem no candidato que vai fazer a prova. Nem no aplicador que vai fiscalizar. Nem no sistema que deveria garantir a idoneidade.

 

A pergunta que formulo é a chave de tudo:

Se não se pode confiar em quem vai fazer uma prova, como confiar em quem se propõe a representar o povo no parlamento, no executivo?

 

II. A LEMBRANÇA DOS ANOS 70, 80 E 90: QUANDO HAVIA CONFIANÇA

Tempos quando havia confiança..., não havia suspeição... evoca uma memória que hoje soa quase ingênua:

Ontem, 11/10/2026, quando da minha participação como um dos aplicadores de provas para candidatos a ingressarem na PM/MA, a mim veio a lembrança de quando nos findos anos 70, no decorrer dos anos 80 e 90 do século passado, se fazia provas de concursos, de vestibulares, de comprovação de níveis de aprendizagens escolares na confiança de que não teria gente entre os candidatos com a intenção de fraudar provas.

 

Essa lembrança não é saudosismo. É diagnóstico.

 

Naquela época, a fraude existia — mas era exceção. Hoje, a fraude é regra presumida. O guia do Cebraspe não trata o candidato como presumidamente honesto; trata como suspeito até que se prove o contrário. O detector de metais, o envelope lacrado, a vigilância no banheiro — tudo isso é a institucionalização da desconfiança. E não é uma posição única do Cebraspe. Todos os órgãos aplicadores de provas têm suas regras que justificam a desconfiança, por necessidades preventivas, infelizmente!!

 

O que mudou?

Não foi a natureza humana. Foi a sociedade. Uma sociedade que:

  1. Naturalizou a corrupção como prática política;
  2. Celebrou o “jeitinho” como virtude nacional;
  3. Transformou a mentira em estratégia de marketing;
  4. Fez do “empreendedorismo” um sinônimo de “levar vantagem”;
  5. Elegeu um presidente que disse, em rede nacional, que não roubava, mas deixou roubarem pelas emendas pix; roubarem aposentados; roubarem fundos... roubarem... roubarem... e ele próprio roubar o estado junto com os filhos, e não serem até agora criminalizados punido pelos roubos praticados.

 

A desconfiança nos concursos é reflexo da desconfiança na sociedade. E a desconfiança na sociedade é produto de uma educação que não educa/ou para a ética.

 

III. A EDUCAÇÃO QUE NÃO EDUCA/OU

Faço a pergunta que deveria doer em cada educador brasileiro:

“O que ensina a educação escolar ser-se confiável? Honesto? Ético? Se quem faz uma prova de concurso não se confia nele para fazê-la sem lhe vigiar?! Ele não passou por uma escola?! Por salas de aulas?! Por professores-educadores?!”

 

A resposta é dolorosa: passou, mas não aprendeu.

A escola brasileira ensina matemática, português, ciências — mas não ensina ética. Não ensina honestidade. Não ensina integridade. Não ensina que fraudar uma prova é fraudar a si mesmo.

 

Pior: a escola brasileira, em muitos casos, ensina o contrário. Ensina que o importante é passar, não aprender. Ensina que colar é aceitável, desde que não se seja pego. Ensina que levar vantagem é inteligência, não desonestidade.

 

O guia do Cebraspe, e de demais instituições responsáveis por aplicação de provas, é a prova material desse fracasso educacional. Se a escola tivesse cumprido seu papel disciplinar, não seriam necessários detectores de metais, envelopes lacrados, vigilância no banheiro. Seria suficiente confiar.

 

IV. O CUSTO DA DESCONFIANÇA

Alerta:

“Devido ao grau e aos instrumentos de vigilância empregados em quem faz uma prova de concurso, se tem um custo material, humano e financeiro que não se tinha antes... Além do constrangimento, se é que há...”

 

O custo é tríplice:

1.      Custo material: Detectores de metais, câmeras, envelopes lacrados, etiquetas numeradas, salas de coordenação, pessoal treinado — tudo isso custa milhões de reais que poderiam ser investidos em educação de qualidade.

2.      Custo humano: Aplicadores treinados para desconfiar de cada candidato. Candidatos tratados como suspeitos desde o momento em que entram no local de prova. Um ambiente de hostilidade onde deveria haver confiança.

3.      Custo moral: O constrangimento de passar por um detector de metais. De ser revistado. De ter seus pertences lacrados. De ser vigiado no banheiro. Isso desumaniza. Trata o cidadão como desonesto, criminoso em potencial.

 

V. A DESCONFIANÇA COMO SINTOMA DE UMA SOCIEDADE DOENTE

O guia do Cebraspe, e não só o do Cebraspe, é um sintoma. A doença é mais profunda.

 

Vivemos em uma sociedade onde:

  1. Políticos mentem e são reeleitos;
  2. Empresários fraudam e são premiados;
  3. Igrejas exploram a fé e são veneradas;
  4. Milícias matam e são protegidas por políticos e servidores judiciários;
  5. Fake news circulam e são acreditadas como verdades.

 

Nessa sociedade, a desconfiança é racional. Não se confia no candidato porque não se pode confiar em ninguém. Não se confia no político porque os políticos não são confiáveis. São todos medidos pela mesma régua. Não se confia no próximo porque o próximo aprendeu a não ser confiável.

 

A pergunta que faço é, portanto, central da crise brasileira:

“Se não se pode confiar em quem vai fazer uma prova, como confiar em quem se propõe a representar o povo?”

 

A resposta é: não se pode. E é por isso que a democracia brasileira está em crise. Não é apenas uma crise de instituições. É uma crise de confiança. E a confiança não se recupera com detectores de metais. Recupera-se com educação. E não é com qualquer educação.

 

VI. O CHAMADO À REFLEXÃO

Não faço uma denúncia. Faço um chamado.

 

Um chamado para que educadores reflitam sobre seu papel. Um chamado para que políticos entendam que a desconfiança que semeiam retorna como descrença na própria democracia. Um chamado para que a sociedade perceba que a vigilância generalizada praticada desde o estado ao ente priva não é segurança — é sintoma de colapso moral.

 

O guia do Cebraspe é necessário? Sim, infelizmente, nas condições atuais. Mas ele não deveria ser necessário. Ele é a prova de que a educação falhou. De que a ética falhou. De que a sociedade falhou.

 

Que este chamado à reflexão ecoe nos corredores das escolas, nos plenários das câmaras, nos púlpitos das igrejas, nas mesas das famílias.

 

Porque enquanto não pudermos confiar em quem faz uma prova, não poderemos confiar em quem governa. E enquanto não pudermos confiar em quem governa, a democracia será apenas uma farsa.

 

— Porque a confiança não se compra. Não se impõe. Não se vigia. A confiança se constrói — com educação, com ética, com exemplo. E enquanto não a construirmos efetiva e exemplarmente, continuaremos a viver na sociedade do medo, da suspeita, do detector de metais e, do de mentiras.

 

Professor[*] Negreiros, Deuzimar Menezes

Em diálogo holístico e transdisciplinar

∞ Pesquisador Consultor-Analista e Ministrante de Aulas-Palestras Transdisciplinares em Educação, Meio Ambiente e Política

∞ Pedagogo, Filósofo e Rádiojornalista [DRT nº 0772/91-MA]

∞ Pós-Graduado em Docência da Educação Superior, Gestão e Educação Ambiental, Gestão em Auditoria e Perícia Ambiental

∞ Especialista em Direito e Legislação Educacional

 

∞ Imperatriz/MA, São Miguel/TO – Reserva EcoFloresta Lagoa da Onça – 12 de outubro de 2026

 

Contatos:
prof.negreiros@gmail.com

fundacaobrasileducacional@gmail.com

[99] 98154-0899 – WhatsApp

http://professornegreiros.blogspot.com.br/

 

 

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[*] “Professor não “dá aula/s”. Portanto, Professor não é quem “dá aula/s”, quem ministra aulas. Morfológica e Etimologicamente, Professor [de Professo.... Professar...] é quem Professa; Profetiza; Profere..., e Proclama Conhecimento, Saber/dor/ia!! Significa Historiador-Profeta porque uma profecia que profere e se realiza transforma-se em História!!” – Prof. Negreiros/Deuzimar Menezes Negreiros – Consultor Transdisciplinar em Educação, Meio Ambiente e Política...

∞ Muy Gracias por leernos

AS NEGLIGÊNCIAS VOLUNTÁRIAS DAS ESQUERDAS BRASILEIRAS: A CEGUEIRA QUE NOS LEVOU AO ABISMO

Por Professor Negreiros, Deuzimar Menezes – Rádiojornalista, DRT nº 0772/91-MA – em diálogo holístico e transdisciplinar com você...

 

1. À GUISA DE ANTELÓQUIO: A AUTOCRÍTICA QUE NINGUÉM QUER FAZER

Há um silêncio ensurdecedor na esquerda brasileira. Não o silêncio dos que não têm o que dizer, mas o silêncio dos que não querem ouvir — especialmente quando a crítica vem de dentro.

 

Com sete décadas, dez meses e uns dias de vida e mais de cinco décadas de militância e observação, formulo uma acusação que poucos ousam fazer: as esquerdas brasileiras foram negligentes. Não por acidente, não por erro tático, mas por negligência voluntária — a recusa consciente de analisar a conjuntura, de ler o cenário, de praticar a dialética. De procurar compreender racionalmente o mundo mental do povo brasileiro.

 

O resultado está diante de nós: um país à beira de eleger o inferno como presidente. E a esquerda, em grande parte, não percebeu sua própria contribuição para esse desastre.

 

2. A NEGLIGÊNCIA VOLUNTÁRIA: O QUE É E COMO SE MANIFESTA

2.1. Abandono da dialética racional

A dialética não é um luxo acadêmico. É a ferramenta de análise da realidade — a capacidade de compreender as contradições, os movimentos, as relações de força. Sem ela, a política se torna achismo, intuição, palpite.

A esquerda brasileira abandonou a dialética. Trocou-a por:

  1. Dogmas repetidos sem análise;
  2. Identitarismos [plantado geopoliticamente pelos “democratas” estadunidenses] que fragmentam a luta no campo da esquerda;
  3. Guerras internas que consomem energias;
  4. Pureza ideológica [sectária] que isola e esteriliza.

 

O resultado: uma esquerda que não entende, porque não percebe o mundo que quer transformar.

 

2.2. Abandono da análise de conjuntura

A análise de conjuntura é a bússola da ação política. Ela responde: onde estamos? Para onde vamos? Quais as forças em jogo? Quais as oportunidades e ameaças presentes e futuras?

 

A esquerda brasileira abandonou essa bússola. Navega sem mapa, sem destino, sem estratégia. Reage a cada golpe com indignação moral — que não muda nada — em vez de contra-ofensiva organizada.

 

2.3. Abandono da leitura de cenário organizativo

A leitura de cenário organizativo é a capacidade de perceber o campo de batalha. Quem são os aliados? Quem são os adversários? Quais as armas de cada lado? Onde estão as trincheiras?

 

A esquerda brasileira abandonou essa percepção. Vive em guetos ideológicos — grupos de WhatsApp, redes sociais, círculos acadêmicos — onde todos [em cada grupo] concordam com todos [de dentro do próprio grupo], e onde ninguém ouve o que o outro lado [fora do grupo] está dizendo.

 

3. AS ELEIÇÕES DE 2014: O PONTO DE INFLEXÃO

Identifico com precisão o momento em que a esquerda começou a perder a batalha:

Quando o "cocaleiro" perdeu a disputa eleitoral para a Sra. Dilma Rousseff e passou a questionar a eleição.

 

Aécio Neves não aceitou o resultado. Pediu recontagem. Questionou as urnas. Criou o caos. E a esquerda — em vez de responder com "Somos Todos Dilma" — ficou em silêncio diante do “somos todos aecio”; “somos todos cunha”.

 

3.1. As palavras de ordem que a esquerda não gritou

A direita gritou: "Somos todos Aécio"

A esquerda deveria ter respondido: "Somos todos Dilma"

 

A direita gritou: "Somos todos Cunha"

A esquerda deveria ter respondido: "Somos todos contra o golpe"

 

A direita gritou: "Fora Dilma"

A esquerda deveria ter respondido: "Fora golpistas"

 

A direita gritou: "Intervenção militar"

A esquerda deveria ter respondido: "Democracia sempre"

 

A direita hoje grita: "O Brasil estar todo do mesmo lado" do flavio milícia

A esquerda deveria responder: "O Brasil estar do lado da democracia real e da soberania/independência com LULA"

 

O silêncio da esquerda legitimou o discurso golpista. Quando a direita dizia nas ruas, praças e redes sociais que a eleição havia sido fraudada, a esquerda não ocupou o mesmo espaço e disse "a eleição foi limpa". Quando a direita pedia nas ruas, praças e redes sociais impeachment, a esquerda não ocupou espaços e disse "não há crime de responsabilidade". Quando a direita gritava nas ruas, praças e redes sociais "somos todos Bolsonaro", a esquerda não fez o mesmo e gritou "somos todos Lula".

 

3.2. A consequência: o bolsonarismo

O bolsonarismo não nasceu do nada. Nasceu:

  1. Do silêncio da esquerda diante do golpismo de Aécio;
  2. Da omissão da esquerda diante do impeachment de Dilma;
  3. Da fragmentação da esquerda diante da Lava Jato;
  4. Da incapacidade da esquerda de construir uma narrativa compreensiva e alternativa.

 

O resultado: metade da população brasileira se diz, subliminarmente, "somos todos bolsonaro". Metade do país abraçou o crime, a violência, a mentira, o golpismo — porque a esquerda não ofereceu outra narrativa.

 

4. A CRÍTICA AOS MODELOS "ISOLADOS" E "PRESOS MENTALMENTE"

Faço uma observação crucial: China, Rússia, Venezuela e outros países não foram negligentes com seus modelos de democracia. E, por isso mesmo, foram criticados e acusados de ditaduras por grupos de esquerda isolados e presos mentalmente em seus guetos ideológicos.

 

4.1. O que esses países fizeram de diferente?

4.1.1 – China – O que fizeram:

Construíram um modelo de desenvolvimento soberano, com controle estatal sobre setores estratégicos, e não aceitaram imposições externas

Crítica que recebem: "Ditadura comunista"

 

4.1.2 – Rússia – O que fizeram:

Recusaram-se a se submeter à OTAN e à hegemonia americana, defendendo sua soberania

Crítica que receberam: "Regime autoritário"

 

4.1.3 – Venezuela – O que fizeram:

Enfrentaram sanções, bloqueios e tentativas de golpe promovidos pelos EUA, e resistiram

Crítica que receberam: "Ditadura de Maduro"

 

4.2. A lição que a esquerda brasileira não aprendeu

A lição é simples: a esquerda não pode ser negligente com sua própria defesa. Não pode aceitar passivamente as regras do jogo impostas pelo adversário. Não pode permitir que a direita e sua facção extremista fascista sequestre a narrativa da democracia e a use como arma contra a esquerda.

 

A esquerda brasileira, ao contrário, aceitou o enquadramento da direita e sua facção extremista fascista:

  1. Aceitou que a Lava Jato era "combate à corrupção" [e não lawfare/"ló-fér" [com som aberto no "é"] – significa guerra jurídica, o uso estratégico e abusivo das leis, dos processos judiciais e do sistema de justiça como uma arma para atacar, deslegitimar ou destruir um oponente];
  2. Aceitou que o impeachment de Dilma era "processo democrático" [e não golpe];
  3. Aceitou que Bolsonaro era "democraticamente eleito" [e não produto de um golpe];
  4. Aceita, agora, que Flávio Bolsonaro é um "candidato legítimo" [e não um criminoso].

 

5. O MOMENTO ATUAL: ÀS VÉSPERAS DO INFERNO

Alerto: estamos há alguns instantes de eleger o inferno presidente do Brasil. E a esquerda não percebe que contribuiu para isso.

 

5.1. O que está em jogo

Se Flávio Bolsonaro for eleito:

  1. A ditadura teocrática e as mortes em nome de deus serão instauradas;
  2. Os direitos sociais serão destruídos/anulados;
  3. A soberania nacional será entregue aos EEUU. Será a soberania de trump;
  4. A democracia será uma farsa;
  5. A esquerda será criminalizada, perseguida, morta, silenciada.

 

5.2. A cegueira da esquerda

A esquerda não percebe que:

  1. Sua fragmentação em guetos facilita a vitória da extrema-direita;
  2. Sua pureza ideológica a isola da população brasileira;
  3. Sua incapacidade de dialogar com os que foram seduzidos [não os fanatizados] pelo bolsonarismo a impede de resgatá-los da sedução;
  4. Sua negligência analítica a impede de prever e evitar o desastre político no Brasil.

 

6. POR FIM: A AUTOCRÍTICA NECESSÁRIA

Afirma: "estou certo de estar certo. INFELIZMENTE!!"

E estou certo. A esquerda brasileira foi negligente. Abandonou a dialética. Abandonou a análise de conjuntura. Abandonou a leitura de cenário. Isolou-se em guetos. Fragmentou-se em identitarismos sorismo. Perdeu a capacidade de falar com a maioria.

 

O resultado está diante de nós: um país à beira do abismo.

Mas ainda há tempo — pouco, mas há. A esquerda precisa:

1.      Reaprender a dialética racional — analisar racionalmente a realidade com rigor;

2.      Reconstruir a análise de conjuntura — saber onde está, para onde vai, quais as forças em jogo;

3.      Sair dos guetos — dialogar com quem pensa diferente, sem abrir mão dos princípios [ideológicos e dialéticos];

4.      Construir uma narrativa que dispute o imaginário da população;

5.      Organizar-se quanto frente ampla — porque sem ampla organização não há vitória.

A negligência foi voluntária. A recuperação também precisa ser.

 

— Porque a esquerda que não se analisa está condenada a repetir os erros que a levaram à derrota. E a derrota, agora, tem nome: fascismo na onda do bolsonarismo.

 

Professor Negreiros, Deuzimar Menezes

Rádiojornalista, DRT nº 0772/91-MA

Imperatriz [MA], 12 de outubro de 2026

  UM CHAMADO À REFLEXÃO: A SOCIEDADE DA DESCONFIANÇA E A EDUCAÇÃO QUE NÃO EDUCA/OU Por Professor[ ] Negreiros, Deuzimar Menezes – Rádiojor...