segunda-feira, 19 de outubro de 2026

A direita é só ódio...

 

A DIREITA É SÓ ÓDIO: A ONTOLOGIA DA DESTRUIÇÃO E O ÚLTIMO AVISO ANTES DO ABISMO

Por Professor Negreiros, Deuzimar Menezes – Rádiojornalista, DRT nº 0772/91-MA – em diálogo e comunhão holística transdisciplinar com o/a leitor/a...

 

 

1. À GUISA DE ANTELÓQUIO: A NATUREZA DO ÓDIO

Há uma diferença ontológica — de essência, de natureza — entre a esquerda e a direita. Não se trata de uma diferença de opinião, de programa, de estratégia. Trata-se de uma diferença de fundamento humano ético.

 

A esquerda, em sua essência, nasce do amor: amor à justiça, amor à igualdade, amor aos vulneráveis, amor à vida. Pode errar, pode se fragmentar, pode se perder em dogmas e guetos — mas seu impulso original é a construção de um mundo fraterno, humanitário onde caibam todos num bem viver coletivo/comunitário.

 

A direita, em sua essência, nasce do ódio: ódio ao diferente, ódio ao pobre, ódio ao vulnerável, ódio à democracia, ódio à vida. Pode se travestir de liberalismo, de conservadorismo, de religiosidade — mas seu impulso original é a destruição de tudo o que não se curva à sua visão de mundo.

 

Infelizmente estou certo ao grafar: a direita não sabe o que é amor. Ela sabe o que é posse, domínio, controle, submissão. Mas amor — o amor que reconhece o outro como sujeito, que se alegra com a alegria do outro, que sofre com o sofrimento do outro — esse amor a direita desconhece propositalmente.

 

2. A ONTOLOGIA DO ÓDIO: O QUE A DIREITA É

2.1. O ódio como fundamento

A direita e suas facções extremistas são movidas por paixões tristes — como diria Espinosa. Não as paixões alegres que aumentam a potência de agir, mas as paixões que diminuem, que aprisionam, que destroem.

 

         i.            Ódio — ao diferente, ao pobre, ao vulnerável;

        ii.            Raiva — contra tudo o que questiona sua ordem;

      iii.            Ressentimento — contra os que ousam ser felizes fora de seu controle;

      iv.            Preconceito — contra negros, indígenas, quilombolas, LGBTQIA+, mulheres, idosos, doentes;

        v.            Vingança — contra todos os que não se curvam a ela.

 

Essas paixões não são acidentais. São constitutivas. A direita é isso. Não está isso. Não faz isso. É isso.

 

2.2. A guerra como destino

O ódio, quando se torna fundamento, só pode levar à guerra. E a guerra, como sabemos, é destruição material, patrimonialista e humanos mortos.

 

A direita não quer a paz. Quer a vitória. Não quer o diálogo. Quer a imposição. Não quer a convivência. Quer a submissão.

 

Por isso, onde a direita governa:

         i.            A violência aumenta — contra os pobres, os negros, os indígenas, os LGBTQIA+;

        ii.            A desigualdade cresce — porque os ricos ficam mais ricos e os pobres mais pobres;

      iii.            A democracia recua — porque a direita não tolera o contraditório;

      iv.            A vida se degrada — porque o ódio destrói tudo o que toca.

 

2.3. A desinformação como arma

A direita não precisa da verdade. Precisa da mentira. Porque a verdade liberta — e a direita não quer só escravizar, escraviza à morte.

 

Por isso, a direita:

         i.            Mente — sistematicamente, deliberadamente, sem pudor;

        ii.            Desinforma — com fake news, com deepfakes, com narrativas falsas;

      iii.            Desrespeita — as instituições, as pessoas, a memória;

      iv.            Agressa — verbalmente, fisicamente, simbolicamente;

        v.            Trai — a pátria, o povo, a democracia.

 

A direita é contra tudo e contra todos que não sejam ela mesma. É contra os pobres, as minorias, os vulneráveis. É contra a democracia. É autoritária, ditadora. Falta-lhe ética, falta-lhe sensibilidade e vergonha na cara.

 

3. AS MANIFESTAÇÕES DE 17/10/2026: A SELETIVIDADE DA MÍDIA

3.1. O que as TVs mostraram

Ontem, 17 de outubro de 2026, as TVs brasileiras — especialmente a Rede Globo — mostraram manifestações populares contra governos de direita e extrema-direita em vários países do mundo.

 

Mostraram protestos na Europa, nos Estados Unidos, em várias partes do globo — todos contra políticas de direita que precarizam a vida, que destroem direitos, que aprofundam a desigualdade.

 

3.2. O que as TVs esconderam

Mas as TVs brasileiras não mostraram — ou mostraram de forma minimizada — as manifestações que ocorrem nos países vizinhos da América Latina, onde governos de direita e extrema-direita também estão sendo contestados por suas populações.

 

Por que?

Por conveniência e cumplicidade política. Mostrar que a direita, clara e objetivamente, está sendo contestada na vizinhança prejudicaria o candidato de extrema-direita no Brasil — Flávio Bolsonaro — que é do mesmo grupo dos que estão sendo contestados.

 

A mídia hegemônica não é neutra. Ela tem lado. Sempre teve lado, o da direita e de suas facções extremistas. Ela escolhe o que mostrar e o que esconder. E escolhe a favor da direita. do seu lado!

 

3.3. A cumplicidade da Globo

A Rede Globo, como sempre, atua como escudo do bolsonarismo. Não por acaso:

         i.            Amplifica as manifestações contra governos de esquerda;

        ii.            Minimiza ou esconde as manifestações contra governos de direita;

      iii.            Protege o candidato da extrema-direita;

      iv.            Ataca o governo democrático.

 

A Globo não informa. Manipula. Não esclarece. Condiciona. Não liberta. Escraviza.

 

4. O PIOR GRUPO DE DIREITA DOS ÚLTIMOS TRÊS SÉCULOS: O CLÃ BOLSONARO

4.1. A familícia

Cunhou um termo preciso: familícia. Não é uma família. É uma organização criminosa familiar, que usa o poder político para enriquecer, para dominar, para destruir.

 

O clã Bolsonaro — pai, filhos, irmãos, noras, ex-esposas — é o pior grupo de direita que o mundo teve nos últimos três séculos. Pior que os fascistas italianos, que os nazistas alemães, que os franquistas espanhóis. Porque eles não tinham vergonha de ser o que eram. Os Bolsonaro se disfarçam de democratas, de religiosos, de defensores da família — enquanto destroem tudo o que dizem defender.

 

4.2. A sede de poder

O clã Bolsonaro está à espreita — esperando o momento de tomar de assalto os três poderes do Brasil. Executivo, Legislativo, Judiciário. Tudo nas mãos de uma família familícia.

 

Eles já têm:

         i.            O Executivo — governaram por quatro anos, destruindo o país;

        ii.            O Legislativo — a maior bancada do Congresso é do PL, seu partido, de ladrões;

      iii.            O Judiciário — Os ministros André Mendonça e Nunes Marques que atuam como escudeiros do clã no STF.

 

Se Flávio Bolsonaro for eleito, eles terão o controle total. E o Brasil se tornará uma ditadura familícia.

 

4.3. O inferno de Dante

Faço uma comparação precisa: o inferno de Dante Alighieri.

Dante descreveu o inferno como nove círculos de sofrimento, cada um mais terrível que o anterior. O último círculo era reservado aos traidores — aqueles que traíram a confiança de quem neles acreditou.

 

O clã bolsonaro é o último círculo do inferno. Eles traíram o povo brasileiro. Traíram a confiança de quem votou neles. Traíram a pátria, entregando-a aos EUA. Traíram a democracia, tentando dar um golpe. Traíram a vida, destruindo o meio ambiente.

 

Temos até domingo, 25/10/2026, para evitar a escolha pelo inferno de Dante.

 

5. A URGÊNCIA DO VOTO

5.1. O que está em jogo

A eleição de 25 de outubro de 2026 não é uma eleição comum. É uma escolha de civilização.

         i.            Lula representa a democracia, a soberania, a justiça social, a vida;

        ii.            Flávio Bolsonaro representa o fascismo, a submissão aos EUA/Trump, a destruição dos direitos, a morte.

 

5.2. O que a direita fará se vencer

Se Flávio Bolsonaro [malditamente o dia se] vencer:

         i.            A ditadura teocrática será instaurada;

        ii.            Os direitos sociais serão destruídos;

      iii.            A soberania nacional será entregue aos EUA;

      iv.            A democracia será uma farsa;

        v.            A esquerda será criminalizada, perseguida, silenciada, assassinada/morta;

      vi.            O povo será submetido à miséria, ao medo, à servidão;

     vii.            A atual Constituição Cidadã Brasileira será revogada e substituída pela constituição bolsonara.

 

5.3. O que a população e a esquerda devem fazer

A população e a esquerda precisam:

1.      Votar em Lula — sem ilusões, mas com consciência de que é a única alternativa viável;

2.      Mobilizar os indecisos, os desencantados, os que pensam em não votar;

3.      Denunciar as mentiras da direita;

4.      Desconstruir as narrativas da mídia hegemônica;

5.      Organizar a resistência pós-eleitoral — porque a luta não termina no dia 25.

 

6. POR FIM: O AMOR COMO ARMA

Estou certo de estar certo: a direita é só ódio. E o ódio só pode levar à guerra, à destruição, à morte.

 

Mas a população e a esquerda não podem responder ao ódio com ódio. Porque o ódio corrompe. E a população e a esquerda que responde ao ódio com ódio se torna igual à direita. E se terá o que ela quer: guerra civil no Brasil!!

 

A população e a esquerda devem responder com amor. Não o amor piegas, sentimental, que tudo perdoa. Mas o amor militante, o amor que luta, que resiste, que transforma. O AMOR da Teologia da Libertação!!

 

O amor que denuncia a mentira. O amor que expõe a hipocrisia. O amor que combate a injustiça. O amor que constrói um mundo fraterno, humanitário onde caibam todos num bem viver coletivo/comunitário.

 

A escolha é clara: o ódio ou o amor. A morte ou a vida. O inferno ou o Bem Viver...

 

Temos até domingo, 25/10/2026. Depois, pode ser tarde demais.

 

— Porque a direita é só ódio. Mas a esquerda é amor. E o amor, quando se organiza, quando se mobiliza, quando se levanta como tem feito espontaneamente brotada na juventude depois do fatídico dia 4 — é mais forte que o ódio. E é mais forte que a morte.

 

Professor Negreiros, Deuzimar Menezes

Rádiojornalista, DRT nº 0772/91-MA

Em diálogo e comunhão holística transdisciplinar...

Imperatriz (MA), 6 a 19 de outubro de 2026

 

Contatos:
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