ALERTA MÁXIMO: A TEOLOGIA DO DOMÍNIO E A MARCHA SILENCIOSA PARA A DITADURA TEOCRÁTICA NO BRASIL
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Por Professor[*] Negreiros Deuzimar Menezes –
Rádiojornalista, DRT nº 0772/91-MA – Pesquisador
Consultor-Analista e Ministrante de Aulas-Palestras Transdisciplinares
em Educação, Meio Ambiente e Política — em diálogo
holístico e transdisciplinar com você...
I. INTRODUÇÃO: O PERIGO QUE NÃO SE VÊ, MAS SE SENTE
Há um perigo que ronda o Brasil. Ele não anda armado. Não usa
farda. Não invade casas de madrugada. Ele entra pelas igrejas, pelas escolas,
pelas redes sociais, pelos púlpitos, pelas famílias. Ele fala em nome de Deus.
E, por isso, é quase impossível de combater.
Este é o perigo da Teologia do Domínio.
Tenho alertado, chamado a atenção, com a lucidez de quem observa o
Brasil há sete décadas, que o bolsonarismo é muito pior do que podemos pensar e
falar. Não é apenas um fenômeno político. É uma máquina de
condicionamento de mentes, operada por uma teologia que promete
o céu e entrega o inferno, que prega a liberdade e impõe a servidão a uma única
religião, que anuncia a salvação e produz a ditadura.
A análise que se segue é um alerta máximo. Não
para os convertidos — esses já não ouvem. Mas para os que ainda duvidam, para
os que ainda resistem, para os que ainda têm olhos para ver e ouvidos para
ouvir.
II. O QUE É A TEOLOGIA DO DOMÍNIO?
2.1.
Definição e origem
A Teologia do Domínio [ou Dominionismo] é um
movimento teológico que defende que os cristãos têm o mandato
divino de dominar todas as esferas da sociedade —
política, justiça, economia, educação, cultura, mídia — para estabelecer o
Reino de Deus na Terra.
Sua base bíblica é uma interpretação literal de Gênesis
1:28: “Frutificai
e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do
mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo animal que se move sobre a terra.”
Para os dominionistas, esse “domínio” não se limita à natureza.
Estende-se a todas as instituições humanas. O governo civil,
dizem, existe para implementar as leis de Deus. E, se o governo não o
faz, os cristãos têm o dever de tomá-lo para fazê-lo.
2.2.
A teologia do domínio no Brasil
No Brasil, a Teologia do Domínio encontrou terreno fértil no neopentecostalismo —
especialmente nas igrejas que pregam a Teologia da Prosperidade e
a Guerra
Espiritual. Tenho feito, desde os anos 80 do século passado,
alertas, chamado a atenção para o risco que é o projeto dominionista. Pesquisas
acadêmicas recentes têm exposto como essas crenças operam na sociedade
brasileira, particularmente no Legislativo, onde parlamentares evangélicos atuam
para implementar pautas que refletem sua cosmovisão dominionista.
O livro The Battle Among the Gods, de André Castro, explora
justamente essa transição: do declínio da Teologia da Libertação —
que via Deus ao lado dos pobres — para a ascensão da nova extrema-direita
religiosa — que vê Deus ao lado dos poderosos.
2.3.
A fusão com o bolsonarismo
A Teologia do Domínio não é apenas uma crença religiosa. É
um projeto
político de dominação teocrática. E o bolsonarismo é seu veículo.
A relação entre igreja evangélica e bolsonarismo é estreita e
estratégica. Não se trata apenas de apoio eleitoral. Trata-se de uma simbiose:
a igreja fornece a base de massa volúvel e levável, o discurso
moral e a legitimidade divina; o bolsonarismo fornece o poder estatal,
a proteção
jurídica e a implementação das pautas. Uma d’elas: o Brasil é
de Jesus – e não de nossa senhora...
O resultado é o que os estudiosos chamam de cristofascismo —
uma fusão entre o cristianismo [distorcido] e o fascismo [disfarçado de fé].
III. COMO A TEOLOGIA DO DOMÍNIO CONDICIONA AS MENTES
3.1.
A linguagem objetiva e subliminar
A Teologia do Domínio opera em dois níveis:
Nível objetivo: O discurso explícito. “Deus quer que os cristãos governem.”
“O Brasil é do Senhor Jesus.” “Precisamos tomar as escolas para Cristo.” “O
comunismo é demoníaco.”
Nível subliminar: O condicionamento implícito. A repetição incessante de que o
mundo está dividido entre nós [crentes, salvos, escolhidos] e eles [ímpios,
comunistas, demoníacos]. A construção de uma identidade de
guerra — onde o outro não é adversário, mas inimigo de
Deus. A promessa de que a obediência ao líder terreno [pastor,
político] é obediência a Deus.
3.2.
A massa volúvel e levável
Afirmo: “A crença religiosa torna os que acreditam/creem em massa volúvel
e levável política-eleitoralmente pelo fanatismo bolsonaro/ista.”
Essa afirmação não é um ataque à fé. É uma constatação
sociológica. Quando a fé se transforma em ideologia
política, quando o púlpito se transforma em palanque,
quando o pastor se transforma em cabo eleitoral, a massa de fiéis se transforma em massa de
manobra fácil.
E a massa de manobra fácil é volúvel porque
sua adesão não se baseia em razão, mas em emoção; não
em análise,
mas em fé; não em evidências, mas
em autoridade.
E é levável
porque quem controla o discurso religioso controla o voto/eleitor.
3.3.
O fanatismo como produto final
O fanatismo é o estágio final do condicionamento. O fanático
não pensa — obedece. Não questiona — crê.
Não duvida — defende. Não vê o mundo como ele é — vê o mundo
como lhe foi dito que é.
O fanático bolsonarista não o vê como um político corrupto,
mentiroso, genocida. Vê um profeta perseguido. Não vê um golpista. Vê
um salvador.
Não vê um criminoso. Vê um mártir. Um injustiçado.
Por isso, como digo: “Flávio Bolsonaro pode sair pelas ruas assaltando, matando crianças,
idosos, mulheres... até o dia antes das eleições, que mesmo assim ele terá seus
30 e pouco por cento de seus votos.”
A fé cega não se abala com fatos. Ela os reinterpreta para
confirmar sua crença.
IV. A REDE GLOBO E O CONDICIONAMENTO CULTURAL
4.1.
A Globo como instrumento de dominação cultural
Também afirmo: “A rede globo, como sempre, é o instrumento de cultura
norte-americano para convencimento das mentes dos brasileiros se manterem passivamente
colônias dos EEUU.”
Essa afirmação encontra respaldo na história e na estrutura do
Grupo Globo.
A Globo é o maior conglomerado de mídia do Brasil, com
presença em TV, rádio, internet, jornais, revistas, cinema e música. Sua
programação é transmitida para quase todo o território nacional e para mais de
100 países. Nenhum outro grupo midiático no Brasil tem esse alcance.
4.2.
A dependência econômica
A Globo não é apenas um veículo de comunicação. É uma empresa
capitalista que depende de publicidade para
sobreviver. E quem anuncia na Globo? As grandes empresas — agronegócio,
indústria, bancos, varejo. As mesmas empresas que financiam campanhas políticas
de direita à extrema-direita, de fascistas.
Em 2024, o faturamento do grupo caiu para R$ 16,4 bilhões — quase
metade do que era em 2014. A crise econômica do grupo o torna ainda mais
dependente de aliados políticos que possam garantir publicidade
estatal e benefícios regulatórios.
4.3.
A homogeneização do discurso
A Globo não precisa impor uma ideologia explícita. Basta homogeneizar
o discurso. Ao apresentar o bolsonarismo como uma opção
política “legítima”, ao tratar o golpismo como “debate democrático”, ao
silenciar as vozes críticas, a Globo normaliza o anormal
e legitima
o ilegítimo.
E, ao fazer isso, ela condiciona as mentes — não pela força, mas
pela repetição. Não pela imposição, mas pela naturalização.
V. O PERIGO DA DITADURA TEOCRÁTICA
5.1.
O que está em jogo
O meu alerta é: “Creio que 2/3 das mentes dos brasileiros já estejam condicionadas
para conviver na ditadura bolsonaro teocrática da teologia do domínio.”
Se isso é verdade — e há evidências de que é —, o Brasil
está a um passo de se tornar uma teocracia autoritária.
Não uma teocracia no sentido tradicional [um Estado governado por sacerdotes],
mas uma teocracia de massas — onde a maioria da
população aceita ser governada por líderes que se dizem
enviados de Deus, e onde a lei divina [interpretada por esses líderes] substitui a
lei civil.
5.2.
O que isso significa na prática
Em uma ditadura teocrática bolsonarista:
i.
A laicidade do Estado seria abolida — a religião
seria imposta como política pública;
ii.
A liberdade religiosa seria restrita — apenas a
“religião verdadeira” [a dos dominadores] seria tolerada;
iii.
Os direitos humanos seriam subordinados à “lei de Deus” — mulheres, LGBTQIA+,
indígenas, quilombolas, todos os que não se enquadram na moral dominante seriam
perseguidos;
iv.
A educação seria catequese — não formação de cidadãos, mas formação de
fiéis;
v.
A ciência seria negada — em nome da “fé”;
vi.
A democracia seria uma farsa — eleições sem escolha real, oposição
criminalizada, imprensa controlada.
5.3.
O papel das igrejas
As igrejas que aderiram à Teologia do Domínio não são vítimas do
bolsonarismo. São cúmplices ativas. Elas fornecem:
i.
A legitimidade divina para o projeto de poder;
ii.
A base de massa para as mobilizações;
iii.
O discurso de ódio que desumaniza o adversário;
iv.
O silêncio sobre os crimes do governo.
Em troca, recebem:
i.
Poder político — cargos, emendas, influência;
ii.
Proteção jurídica — blindagem contra investigações;
iii.
Expansão institucional — mais templos, mais fiéis,
mais dinheiro.
VI. MINHAS CONSIDERAÇÕES FINAIS SÃO: O QUE FAZER?
Estou certo de que tenho razão quando afirmo que o bolsonarismo é
muito pior do que podemos pensar e falar. E a Teologia do Domínio é a alma desse
projeto — a força que o torna tão difícil de combater, porque não se
combate fé com fatos.
Mas há caminhos. E eles passam por:
6.1.
Denunciar a fusão entre religião e política
Não se trata de atacar a fé. Trata-se de denunciar o
sequestro da fé por um projeto de poder. A Teologia do
Domínio não é cristianismo — é idolatria do poder. Tanto que já tem partido
político vigente, com eleitos por todo o país. E os cristãos que realmente
seguem o Evangelho devem ser os primeiros a denunciá-la.
6.2.
Fortalecer a laicidade do Estado
A laicidade não é inimiga da religião. É garantia de
que todas as religiões possam coexistir em paz. Sem laicidade, a religião do
poder se torna a religião única oficial — e todas as outras
são proibidas e perseguidas.
6.3.
Educar para o pensamento crítico
A única vacina contra o fanatismo é a educação
crítica. Uma educação que ensine a duvidar,
a questionar,
a pensar
por si mesmo. Uma educação que não forme fiéis,
mas cidadãos.
6.4.
Construir redes de resistência
Nenhuma luta se vence sozinho. É preciso articular
as resistências — igrejas progressistas, movimentos sociais, universidades,
sindicatos, comunidades de base — em uma frente ampla contra
a teocracia bolsonarista de mortes.
6.5.
Manter a esperança
Afirma que 2/3 das mentes brasileiras já estão condicionadas. Pode
ser que eu esteja certo. Mas 1/3 ainda resiste. E, na história, minorias
conscientes já mudaram o mundo.
A luta é difícil. Mas não é impossível.
— Porque a fé verdadeira não escraviza: liberta. E a liberdade é o
dom mais precioso que Deus deu à humanidade.
Pesquisas, leituras em profundidades, análises, seleção,
elaboração, adaptação, produção e organização dos parágrafos/textos:
Professor[*] Negreiros, Deuzimar Menezes
Em diálogo holístico e transdisciplinar com você, leitor/a
∞
Pesquisador Consultor-Analista
e Ministrante de Aulas-Palestras Transdisciplinares em Educação, Meio Ambiente
e Política
∞ Pedagogo, Filósofo e
Rádiojornalista [DRT nº 0772/91-MA]
∞ Pós-Graduado em Docência da
Educação Superior, Gestão e Educação Ambiental, Gestão em Auditoria e Perícia
Ambiental
∞ Especialista em Direito e
Legislação Educacional
∞ Diretor-Presidente e Fundador da
Fundação Brasil de Fomento à Educação Ambiental e Humanística
∞ Imperatriz/MA, São
Miguel/TO – Reserva EcoFloresta Lagoa da Onça – 30 de setembro de 2026
Contatos:
prof.negreiros@gmail.com
fundacaobrasileducacional@gmail.com
[99] 98154-0899 – WhatsApp
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[*] “Professor não “dá aula/s”. Portanto, Professor
não é quem “dá aula/s”, quem ministra aulas. Morfológica e Etimologicamente,
Professor [de Professo.... Professar...] é quem Professa; Profetiza;
Profere..., e Proclama Conhecimento, Saber/dor/ia!! Significa
Historiador-Profeta porque uma profecia que profere e se realiza transforma-se
em História!!” – Prof. Negreiros/Deuzimar Menezes Negreiros – Consultor
Transdisciplinar em Educação, Meio Ambiente e Política...