A IMPRENSA BRASILEIRA E O VÍRUS DO GOLPE NO STF — ANÁLISE DA COBERTURA DO CASO VORCARO-MORAES E A DEFESA DE ANDRÉ MENDONÇA
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Por Professor[*] Negreiros Deuzimar Menezes –
Rádiojornalista, DRT nº 0772/91-MA – Pesquisador
Consultor-Analista e Ministrante de Aulas-Palestras Transdisciplinares
em Educação, Meio Ambiente e Política
I.
A IMPRENSA QUE TEM LADO
A imprensa
brasileira, notadamente o Grupo Globo e seus parceiros/concorrentes, demonstrou
mais uma vez, na cobertura da crise entre os ministros Alexandre de Moraes e
André Mendonça, que não é imparcial, não é isenta, não
está do lado do Brasil.
Está do lado
do golpe.
A análise da
cobertura jornalística das 52 mensagens de Daniel Vorcaro a Alexandre de
Moraes, e da defesa que a grande mídia faz de André Mendonça, revela um padrão de
manipulação editorial que visa:
1.
Desqualificar Moraes — o
principal algoz do bolsonarismo no Judiciário;
2.
Proteger Mendonça — o
"terrivelmente evangélico" que atua como agente/vírus do bolsonarismo
dentro do STF;
3.
Criar o ambiente político para a
anulação do caso Master e, por extensão, para a soltura do envolvidos e a
reabilitação da extrema-direita.
Esta análise responde às indagações que aqui faço, com base nos
fatos documentados e na interpretação jurídica e política que se impõe.
I.
A COBERTURA DO CASO VORCARO-MORAES — O QUE A IMPRENSA DIZ E O QUE ESCONDE
I.1. O que
são as 52 mensagens?
Segundo
relatório da Polícia Federal, Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master,
enviou 52 mensagens a um contato salvo
no celular como "Alexandre de Moraes BRASILIA". As mensagens foram
extraídas do celular de Vorcaro, apreendido quando de sua prisão em novembro de
2025.
O conteúdo
das mensagens revela um banqueiro desesperado,
buscando ajuda de Moraes para evitar a prisão e a liquidação de seu banco:
a.
"Estamos juntos desde sempre. Você sabe que tenho gratidão da
minha vida a você";
b.
"Acha que segunda já tenho que estar fora?";
c.
"Não conseguimos reverter isso com o Paulo ou Andrei?";
d.
"Se o Andrei conseguir atrasar para outra semana, pois tem
feriado, o banco não quebra. Tenta chamar ele e sensibilizar isso se achar
possível".
I.2. A defesa
de Moraes — O que a imprensa minimiza
A defesa de
Alexandre de Moraes, apresentada ao STF, contesta a interpretação da PF de
forma contundente:
1.
47 das 52 mensagens não eram
mensagens — Eram anotações no bloco de notas do iPhone, não enviadas
por WhatsApp. A PF as associou a supostos diálogos por
proximidade temporal, sem comprovar que foram
efetivamente enviadas;
2.
Não há resposta de Moraes — O
relatório recuperou apenas mensagens enviadas por Vorcaro. Não há uma única
mensagem de autoria do ministro;
3.
O relatório é apócrifo e sem valor
probatório — O próprio documento se classifica como "sem valor
probatório";
4.
A motivação é vingança —
Moraes classifica a ofensiva como "vingança dos aliados
daqueles que tentaram acabar com a Democracia e o Estado de Direito e foram
condenados pelo STF".
I.3. O que a
imprensa não destaca
A grande
mídia não destaca que:
a.
O relatório foi produzido a pedido de André Mendonça, não da PGR;
b.
O documento não tem assinatura, não tem timbre, não tem autoria;
c.
A PGR já pediu a anulação do
procedimento de Mendonça contra Moraes, por extrapolação de sua atuação como
juiz;
d.
O próprio Moraes afirma que nunca julgou processos do Banco
Master ou de Vorcaro.
II.
A DEFESA DE ANDRÉ MENDONÇA PELA IMPRENSA — O QUE SE ESCONDE
II.1. O que a
imprensa esconde sobre Mendonça
Enquanto a
grande mídia trata Alexandre de Moraes como "réu" por ter sido
contatado por Vorcaro, esconde/ignora o
lado oculto e tenebroso de André Mendonça:
1.
Indicado por Bolsonaro —
Mendonça foi nomeado ao STF por Jair Bolsonaro, o mesmo que tentou dar um golpe
de Estado;
2.
Age "em causa própria" — O
ministro Flávio Dino afirmou que Mendonça decidiu sobre um caso em que ele próprio
é parte interessada;
3.
Mantém sigilo sobre Flávio
Bolsonaro — O inquérito do caso Dark Horse, que envolve o candidato
Flávio Bolsonaro, permanece sob sigilo na
relatoria de Mendonça;
4.
Quebrou sigilo contra Moraes em 24
horas — Enquanto mantém sob sigilo o caso de Flávio, expôs Moraes
em tempo recorde;
5.
Afastou o diretor da PF —
Decidiu sozinho, sem ouvir a PGR, afastar Andrei Rodrigues e Leandro Almada,
paralisando investigações que atingem o bolsonarismo.
II.2. A PGR e
a nulidade do ato de Mendonça
A
Procuradoria-Geral da República sustenta que Mendonça extrapolou
sua atuação como juiz ao "mirar" as
investigações contra um alvo determinado, e que deveria ter
submetido a questão ao plenário da Corte antes
de determinar a apuração inicial sobre Moraes e Vorcaro.
II.3. O
paralelo com a Lava Jato
As acusações
de ilegalidade contra Mendonça lembram o desmantelamento da Lava
Jato após o vazamento de conversas entre
Deltan Dallagnol e Sergio Moro, em 2019. Depois disso, o STF considerou que
Moro não agiu com imparcialidade e anulou uma série de processos
criminais, incluindo as “condenações” de Lula.
Para a
criminalista Marina Coelho, a reação de Moraes tem clara
intenção de buscar a ampla anulação do caso Master,
ao colocar um ponto de interrogação na Operação Compliance Zero. "Ele
escolheu, na defesa dele, o ataque. No fundo, a defesa que ele pode fazer é uma
defesa de nulidade".
III.
RESPONDO AS INDAGAÇÕES QUE AS FAÇO
Indagação 1:
A investigação de Mendonça sobre Moraes é inconstitucional e ilegal? É uma
vingança?
Respondo sim,
há fortes indícios de ilegalidade e desvio de finalidade.
1.
A PGR pediu a nulidade do
procedimento de Mendonça por extrapolação de sua atuação como juiz;
2.
Mendonça agiu em causa própria —
decidiu sobre um caso em que ele próprio é mencionado em relatórios;
3.
O relatório que embasa a acusação
contra Moraes é apócrifo e sem valor probatório;
4.
A motivação é política — visa
desgastar Moraes às vésperas das eleições, com a intenção de atingir com isso a
candidatura de LULA.
A "vingança" não é uma metáfora. É a retribuição dos
aliados de Bolsonaro contra o ministro que o condenou.
Indagação 2:
Por que a Globo trata Moraes subliminarmente como réu?
Porque a
Globo tem lado — o lado do golpe. Ao
tratar Moraes como "réu" por ter sido contatado por Vorcaro, a
emissora:
1.
Iguala o
ministro que combateu o bolsonarismo ao banqueiro corrupto;
2.
Desvia de propósito o foco do fato
de que não há respostas de Alexandre de Moraes nas
mensagens;
3.
Prepara o terreno para a
anulação do caso Master e a reabilitação de Vorcaro e de Bolsonaro.
Indagação 3:
Por que a Globo trata Mendonça como insuspeito, "reto" e esconde seu
lado tenebroso?
Porque
Mendonça é o agente/vírus do bolsonarismo no STF.
Ao tratá-lo como não-suspeito, "reto", a Globo:
1.
Legitima sua
atuação parcial;
2.
Esconde que ele
foi indicado por Bolsonaro;
3.
Ignora que ele
age "em causa própria";
4.
Silencia sobre o
sigilo que mantém no caso Flávio Bolsonaro.
Indagação 4:
Só Moraes foi contatado por Vorcaro?
Não. O
relatório da PF indica que Vorcaro acionou autoridades dos Três
Poderes para tentar contornar sua situação. No
entanto, a imprensa foca exclusivamente em Moraes,
ignorando os demais contatos. Alguns deles: o próprio Ministro Andre Mendonça, ao Ministro
Dias Toffoli, ao Ex-ministro
Fábio Faria, ao Deputado Nikolas Ferreira, ... E com quem
Vorcaro não chegou a manter contato no STF? A
resposta, silenciada, é reveladora.
Indagação 5:
A origem do método de Vorcaro
O método de
Vorcaro — contatar autoridades, pedir favores, oferecer contrapartidas —
é o modus operandi clássico do capitalismo brasileiro:
a captura do Estado pelo poder econômico. Ele aprendeu com os banqueiros,
empreiteiros e empresários que sempre fizeram
isso no Brasil. A novidade é que Vorcaro foi pego.
Indagação 6:
Em quem não se deve confiar no STF?
Não se deve
confiar em André Mendonça. Sua trajetória é marcada por:
1.
Indicação por Bolsonaro;
2.
Atuação "em causa própria" na
defesa explicita de quem lhe indicou ao STF;
3.
Sigilo seletivo [Flávio Bolsonaro protegido, Moraes exposto];
4.
Decisões que paralisam investigações contra o bolsonarismo.
O caso de Mendonça é semelhante ao de Sergio Moro
na Lava Jato: um juiz que se tornou agente
político de um projeto de poder, e
que acabou por desmoralizar a própria instituição que à época representava.
IV.
MINHAS CONSIDERAÇÕES FINAIS — A IMPRENSA E O VÍRUS DO GOLPE
A imprensa
brasileira, notadamente o Grupo Globo, não é vítima do vírus do golpe —
ela é vetor.
Desde 1964,
quando apoiou o golpe militar, passando pelo impeachment de Dilma Rousseff,
pela Lava Jato e pela prisão de Lula, a Globo sempre esteve
do lado do golpe. Agora, na crise entre Moraes e
Mendonça, ela revela seu lado mais uma vez:
o lado do bolsonarismo, o lado da extrema-direita, o lado daqueles que tentaram
destruir a democracia brasileira.
O que está em
jogo não é apenas a reputação de um ministro. É a sobrevivência
da democracia brasileira. E a imprensa, que
deveria ser a guardiã da verdade, se tornou a principal arma da
mentira.
— A imprensa
que tem lado não é imprensa: é partido. E um partido que se disfarça de
jornalismo é a mais perigosa das fraudes.
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Professor[*] Negreiros, Deuzimar Menezes
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Pesquisador Consultor-Analista
e Ministrante de Aulas-Palestras Transdisciplinares em Educação, Meio Ambiente
e Política
_∞ Pedagogo, Filósofo e
Rádiojornalista [DRT nº 0772/91-MA]
_∞ Pós-Graduado em Docência da
Educação Superior, Gestão e Educação Ambiental, Gestão em Auditoria e Perícia
Ambiental
_∞ Especialista em Direito e
Legislação Educacional
_∞ Diretor-Presidente e Fundador da
Fundação Brasil de Fomento à Educação Ambiental e Humanística
_∞ Imperatriz [MA], 16 de setembro de
2026
Contatos:
prof.negreiros@gmail.com
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[99] 98154-0899 – WhatsApp
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[*] “Professor não “dá aula/s”. Portanto, Professor
não é quem “dá aula/s”, quem ministra aulas. Morfológica e Etimologicamente,
Professor [de Professo.... Professar...] é quem Professa; Profetiza;
Profere..., e Proclama Conhecimento, Saber/dor/ia!! Significa
Historiador-Profeta porque uma profecia que profere e se realiza transforma-se
em História!!” – Prof. Negreiros/Deuzimar Menezes Negreiros – Consultor
Transdisciplinar em Educação, Meio Ambiente e Política...