sexta-feira, 11 de setembro de 2026

A DEMOCRACIA SOB O FACÃO 22¨ “RABO DE GALO” DO “TERRIVELMENTE EVANGÉLICO”

 ANDRÉ MENDONÇA E O GOLPE DE ESTADO POR DENTRO DO STF — A NECROBOLSONARIZAÇÃO DA SUPREMA CORTE

_∞ Por Professor[*] Negreiros, Deuzimar Menezes – Rádiojornalista, DRT nº 0772/91-MA – Pesquisador Consultor-Analista e Ministrante de Aulas-Palestras Transdisciplinares em Educação, Meio Ambiente e Política

 

 

A DEMOCRACIA SOB O FACÃO 22¨ “RABO DE GALO” DO “TERRIVELMENTE EVANGÉLICO”

UMA ANÁLISE TÉCNICO‑JURÍDICA E POLÍTICO‑INSTITUCIONAL

 

Ontem, dia 8 de setembro de 2026, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, sentou-se na cadeira de sua relatoria e, com a caneta que jurou defender a Constituição, decapitou o comando da Polícia Federal. Afastou o diretor-geral Andrei Rodrigues e o diretor de Inteligência Leandro Almada, sob a alegação de que relatórios de inteligência da corporação o haviam “monitorado” de forma ilegal.

 

Não foi um ato de jurisdição. Foi um ato de guerra.

 

O “terrivelmente evangélico” do bolsonarismo — como o próprio se autodenominou — deu o passo mais ousado de sua carreira na Corte: usou o poder do STF para proteger os investigados do bolsonarismo, desmontar a estrutura de investigação que os persegue e alvejar Alexandre de Moraes, o principal algoz da extrema-direita no Judiciário.

 

O golpe de estado tentado por Bolsonaro por dentro da democracia, agora é tentado por dentro do STF, do estado democrático de direito, por André Mendonça — em retribuição ao que Bolsonaro já fez por ele. Esta é a análise que se impõe.

 

OS QUATRO RELATÓRIOS DE INTELIGÊNCIA DA PF — O QUE REVELAM E O QUE MENDONÇA TENTOU ESCONDER

1. O que eram os relatórios?

Entre 3 e 31 de agosto de 2026, a Polícia Federal produziu ao menos seis relatórios de inteligência que analisavam:

         i.            Decisões judiciais do ministro André Mendonça;

        ii.            Sua relação com outras autoridades, incluindo o advogado-geral da União, Jorge Messias;

      iii.            Possíveis motivações políticas para atos praticados no exercício do cargo;

      iv.            O tempo gasto pelo ministro para despachar pedidos da PF e os critérios usados nas investigações.

 

Os relatórios, contudo, não descreviam interceptações telefônicas ou vigilância física do ministro. Tratavam-se de análises de cenário — o que, no jargão da inteligência, significa cruzar informações públicas e decisões judiciais para identificar padrões e levantar hipóteses.

 

O próprio relatório admitia, em notas de rodapé, que parte das informações tinha grau baixo ou moderado de confiabilidade e que o documento era “sem valor probatório”.

 

2. O que Mendonça fez com os relatórios

Mendonça classificou os documentos como “apócrifos” — sem timbre, sem identificação de autoria e sem data. Afirmou ter sido alvo de “monitoramento ilícito” e comparou a atuação da PF à distopia de 1984, de George Orwell, evocando a figura do “Grande Irmão”.

 

A decisão que afastou Andrei e Almada foi tomada sem ouvir a Procuradoria-Geral da República e sem consultar o Pleno do STF.

 

O ministro Flávio Dino, em decisão no dia de hoje [9/9/26], afirmou que Mendonça agiu “em causa própria” — ou seja, decidiu sobre um caso em que ele próprio era parte interessada. Dino também destacou que a interrupção das investigações beneficia “sobretudo os investigados”.

 

3. A contradição exposta: Mendonça faz o que acusa

Mendonça acusa Moraes de ter “ciência prévia” dos relatórios. Mas, para obter essa “prova”, quebrou o sigilo do inquérito que cita Moraes em 24 horas — enquanto mantém sob sigilo o inquérito do caso Dark Horse, que envolve Flávio Bolsonaro, seu protegido.

 

O ministro que acusa os outros de “perseguição política” é o mesmo que retirou o sigilo de mensagens de Daniel Vorcaro — que revelaram um suposto pedido do banqueiro para que Moraes interferisse a seu favor na atuação da PGR e da PF.

 

Mendonça é o espelho invertido de tudo o que denuncia.

 

ANDRÉ MENDONÇA — O QUE É VERDADE E O QUE É MENTIRA?

3.1. O que é verdade

         i.            É verdade que a PF produziu relatórios de inteligência analisando a atuação de Mendonça.

        ii.            É verdade que os relatórios não tinham valor probatório formal.

      iii.            É verdade que Mendonça afastou o diretor-geral da PF sem ouvir a PGR.

      iv.            É verdade que Alexandre de Moraes pediu investigação contra Mendonça por abuso de autoridade e improbidade administrativa.

        v.            É verdade que a Segunda Turma do STF formou maioria para manter o afastamento de Andrei, mas o ministro Gilmar Mendes pediu vista e suspendeu o julgamento.

 

3.2. O que é mentira (ou distorção)

         i.            É mentira que os relatórios configuraram “monitoramento ilegal” no sentido de vigilância física ou escuta — tratavam-se de análises documentais.

        ii.            É mentira que Mendonça agiu com isenção — ele é parte interessada no processo que o menciona.

      iii.            É mentira que a decisão de afastar Andrei é juridicamente incontestável — a AGU pediu sua revogação.

      iv.            É mentira que Mendonça é vítima de perseguição — ele persegue Moraes para proteger o bolsonarismo.

 

O QUE É LEGAL E O QUE É ILEGAL?

Ato 1: Produção de relatórios de inteligência sobre atuação de ministro do STF

Legalidade: Discutível — a lei permite análise de cenário, mas não “monitoramento” de magistrados

 

Ato 2: Afastamento do diretor-geral da PF sem ouvir a PGR

Legalidade: Ilegal — viola o devido processo legal e a separação dos poderes

 

Ato 3: Quebra de sigilo de inquérito contra Moraes em 24 horas

Legalidade: Legal formalmente, mas politicamente suspeita e seletiva

 

Ato 4: Manutenção de sigilo do inquérito contra Flávio Bolsonaro

Legalidade: Ilegal por omissão — viola o princípio da isonomia

 

Ato 5: Decidir “em causa própria” sobre relatórios que o mencionam

Legalidade: Ilegal — fere a imparcialidade judicial

 

ANDRÉ MENDONÇA É IMPARCIAL OU PARCIAL?

A resposta é uma só: parcial.

         i.            Foi indicado por Jair Bolsonaro como “terrivelmente evangélico”.

        ii.            Atua como articulador da campanha de Flávio Bolsonaro dentro do STF.

      iii.            Mantém sob sigilo o inquérito que envolve Flávio Bolsonaro (Dark Horse).

      iv.            Quebrou o sigilo contra Moraes em 24 horas para gerar um fato político às vésperas das eleições.

        v.            Afastou o chefe da PF que poderia investigar seus aliados.

 

O ministro Flávio Dino, ao determinar no dia de hoje, a reintegração de Andrei, afirmou que a interrupção dos trabalhos de investigação interessa “sobretudo aos investigados”. Não se trata de uma acusação de dolo, mas de uma constatação objetiva: o afastamento do diretor da PF paralisou investigações que atingem o bolsonarismo.

 

HÁ ELEMENTOS PARA AFASTAR ANDRÉ MENDONÇA DAS RELATORIAS?

Sim. E os fundamentos são graves:

1.      Decisão “em causa própria” — Mendonça afastou o diretor da PF em um caso em que ele próprio é mencionado em relatórios.

2.      Violação do devido processo legal — decidiu sem ouvir a PGR.

3.      Quebra de isonomia — mantém sigilo sobre Flávio Bolsonaro, mas quebra contra Moraes.

4.      Desvio de finalidade — usa o STF para fins políticos, não jurisdicionais.

5.      Crime de responsabilidade — Moraes já pediu sua investigação por improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade.

 

O pedido de Moraes, protocolado em 3 de setembro de 2026, acusa Mendonça de quebra da “imparcialidade judicial” e “favorecimento a determinados grupos políticos”.

 

A anulação do caso Master — assim como ocorreu com a Lava Jato após o vazamento de conversas entre Deltan Dallagnol e Sergio Moro — é uma possibilidade real se ficar comprovado que Mendonça agiu com parcialidade. O que interessa a ele e ao Bolsonaro/ismo. À toda a direita e extrema-direita, aos fascistas.

 

A REDE GLOBO — FIEL AOS SEUS PRINCÍPIOS… DE GOLPE

Afirmo, com razão: “A rede [grupo] Globo, desde quando foi inaugurada no Brasil como filiada do governo dos EEUU, fomentou e fomenta; e garantiu e garante todos os golpes de estado já acontecidos e que pretende que aconteça no Brasil.”

1. A Globo e o golpe de 1964

A Rede Globo foi uma das mais entusiasmadas defensoras do golpe de 1964 e do sangrento regime que se sucedeu. A Al Jazeera, em reportagem, desmascarou sua participação no golpe militar. Anos depois, a empresa se desculpou publicamente por ter apoiado o golpe — mas apenas quando o vento já havia mudado.

 

2. A Globo e o golpe contra Dilma Rousseff (2016)

A Al Jazeera também documentou a participação da Globo no processo de impeachment contra Dilma Rousseff. A emissora foi acusada de manipulação editorial para construir a narrativa do “golpe necessário”. Um dos críticos mais contundentes afirmou que a Globo, ao colaborar com o golpe que depôs Dilma, “estaria dando o maior tiro no pé da sua história”.

 

3. A Globo e a Lava Jato — a prisão de Lula e a eleição de Bolsonaro

A relação entre a Globo e a Lava Jato é umbilical. A emissora se engajou na campanha de denúncias que culminaram com a condenação e prisão de Lula, facilitando o caminho para a ascensão de Bolsonaro em 2018. O ministro Gilmar Mendes afirmou que a Lava Jato “apoiou a eleição de Jair Bolsonaro”. As pesquisas Ibope/Estado/TV Globo, divulgadas na época, mostraram Bolsonaro como líder isolado num cenário sem Lula – preso e condenado injustamente.

 

4. A Globo hoje — o mesmo roteiro

A cobertura da crise entre Mendonça e Moraes, com vazamentos calculados e manchetes sensacionalistas, segue o mesmo roteiro da Lava Jato: criminalizar o inimigo político, espetacularizar a acusação, e criar uma narrativa que sirva a interesses eleitorais. A Globo, como sempre, está do lado de quem pode lhe dar mais audiência e mais poder — e esse lado, hoje, é o bolsonarismo.

 

MINHAS CONSIDERAÇÕES FINAIS — O GOLPE CONTINUA, SÓ MUDOU DE ENDEREÇO

O golpe de estado tentado por Bolsonaro por dentro da democracia agora é tentado por dentro do STF, do estado democrático de direito, por André Mendonça.

 

O que vimos em 8 de setembro de 2026 foi a consumação de um ato golpista institucional: um ministro do STF, agindo sozinho, sem ouvir a PGR, em causa própria, decapitou o comando da Polícia Federal para proteger os investigados do bolsonarismo e alvejar Alexandre de Moraes.

 

Mendonça age claramente para eleger Flávio Bolsonaro e um Senado que possa fechar o STF.

 

Ele não é um juiz. É um operador político dentro da Corte. Cada ação sua é um passo em direção à ditadura monárquico-miliciana que o bolsonarismo sonha em implantar no Brasil.

 

Mas há uma contradição: ao agir com tanta desfaçatez, Mendonça cavou sua própria cova. A decisão de afastar Andrei sem ouvir a PGR pode ser anulada. A pressão da opinião pública, se bem orientada, pode reverter votos contrários. E o próprio Moraes, embora alvejado, ainda tem maioria no tribunal.

 

A pergunta que fica é: o STF terá coragem de fazer o que a Constituição exige — afastar um ministro que age como agente político de uma facção criminosa e golpista?

 

O Brasil não pode se acostumar com tentativa de golpe nem com o golpe executado por um terço de sua população. Não pode normalizar a obscenidade jurídica. Não pode aceitar que um ministro do STF atue como articulador de campanha dentro da Corte.

 

O golpista no STF precisa ser enfrentado. E precisa ser derrotado — antes que ele derrote a democracia. DERROTE O BRASIL!!

 

— A memória é o único antídoto contra o esquecimento. E o esquecimento é a única arma do crime.

 

 

Pesquisas, leituras, análises, seleção, elaboração, adaptação, produção e organização dos parágrafos/textos:

 

_∞ Por Professor[*] Negreiros Deuzimar Menezes

_∞ Pesquisador Consultor-Analista e Ministrante de Aulas-Palestras Transdisciplinares em Educação, Meio Ambiente e Política

_∞ Pedagogo, Filósofo e Rádiojornalista [DRT nº 0772/91-MA]

_∞ Pós-Graduado em Docência da Educação Superior, Gestão e Educação Ambiental, Gestão em Auditoria e Perícia Ambiental

_∞ Especialista em Direito e Legislação Educacional

 

Contatos:

prof.negreiros@gmail.com
fundacaobrasileducacional@gmail.com
institutouniversidadepanameria@gmail.com

Imperatriz/MA, São Miguel/TO, 09 de setembro 2026

A DEMOCRACIA SOB O FACÃO 22¨ “RABO DE GALO” DO “TERRIVELMENTE EVANGÉLICO”

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