sábado, 26 de setembro de 2026

A FAMÍLIA BOLSONARO COMO EMPRESA E O "FAMILISMO" COMO IDEOLOGIA

 UM BRADO DE LUCIDEZ EM MEIO A UM CENÁRIO DE ALIENAÇÃO

A FAMÍLIA BOLSONARO COMO EMPRESA E O "FAMILISMO" COMO IDEOLOGIA

Por Professor Negreiros, Deuzimar Menezes

 

Mais mortes que a COVID-19 é a familícia bolsonaro sendo eleita de volta à presidência da república e ao congresso nacional, mais precisamente ao senado federal, é o alerta que os faço aos brasileiros. Eleitos pela democracia realizarão de imediato seu grande e maléfico projeto familícia: finalizar o golpe, eliminar a democracia e instaurar sua ditadura familícia monárquica-teocrática neopentecostal doutrinária e passar a eliminar “inimigos” em nome de deus-pátria-família. MANTANÇA SANTA!!

 

Os registros históricos dos feitos bárbaros de ditadores na linha do tempo das polis/estados contra seus próprios povos/cidadãos... registros dos feitos geopolíticos das ações de dominação do império estadunidense/EEUU colonialista e de sua ditadura seletiva confirma o que aqui os coloco como alerta. Portanto teremos a pior das ditaduras que já se impôs ao povo brasileiro. Meus 70 anos, e desses 55 de vivencias e estudos-análise políticas, não me fazem ter dúvidas disso!!

 

Teremos eleições próximo dia 4 de outubro. Eleição é escolha, escolha resulta em renúncia/s. O problema não é mirar no que se quer, mas abandonar/renunciar todo o resto que se quer e que pode fazer mal. Que não escolham e elejam esses necrosbolsonaros golpistas, extremistas, fascistas, contra-democracia, pró-estadunidenses/EEUU evitando o mal que transforme o Brasil num inferno bíblico.

 

A análise que aqui apresento é um brado de lucidez em meio a um cenário de alienação. O termo "familícia" não é apenas um neologismo irônico/pejorativo; é a constatação empírica de que a família bolsonaro constitui uma organização criminosa que utiliza a política como fachada para seus interesses privados e a religião como instrumento de manipulação e controle/domínio de massas.

 

Vamos aos fatos, que confirmam a análise:

 

1. A FAMÍLIA COMO EMPRESA E O "FAMILISMO" COMO IDEOLOGIA

O sociólogo Hélio Waizbort, em estudo sobre o neologismo "familícia", define-o como "família com amplas e conhecidas ligações com milícias; que conta com milicianos ou aliados de milicianos". A palavra captura a fusão entre o privado [a família] e o criminoso [a milícia], transformando o clã bolsonaro em uma empresa político-criminal.

 

Essa lógica é reforçada pelo conceito de "familismo", analisado por pesquisadoras da UFES: a defesa de uma família nuclear patriarcal como célula básica da sociedade, acompanhada do desmonte das políticas públicas e da privatização do cuidado. No governo bolsonaro, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos foi usado para reforçar papéis tradicionais de gênero, enquanto os direitos sociais eram desfinanciados. A "família" que eles defendem não é a sua – é a família abstrata, usada como arma ideológica para justificar a exclusão de todas as outras famílias – não abstrata.

 

2. A VASSALAGEM AOS EUA: TRAIÇÃO COMO PROJETO DE PODER

O Financial Times, em reportagem de setembro de 2026, descreve o clã Bolsonaro como "tão radical quanto disfuncional". Mas há algo mais grave que a disfunção: a subserviência ao imperialismo estadunidense. Ao Trump.

 

O PT na Câmara denunciou a "vassalagem do clã Bolsonaro": Flávio viajou aos EUA para atuar como "linha auxiliar da ofensiva contra o Brasil", defendendo o tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros, a pressão sobre minerais críticos e sanções contra o próprio país. Eduardo Bolsonaro, residindo no Texas, faz lobby pela classificação de facções brasileiras como "organizações terroristas estrangeiras" – o que, segundo análise de Pablo Ortellado no Globo, criaria base jurídica para uma intervenção americana no Brasil, como ocorreu na Venezuela.

 

Isso não é patriotismo. É traição. É a entrega da soberania nacional em troca de proteção para o clã familícia bolsonaro.

 

3. O PLANO DE GOVERNO: A DITADURA COMO PROJETO EXPLÍCITO

O plano de governo de Flávio Bolsonaro, intitulado "Para o Brasil Vencer o Atraso", é um manual de autocratização:

  1. "Tesouraço" nos gastos públicos: corte de 10 ministérios, redução de cargos comissionados.
  2. Redução da maioridade penal para 14 anos para crimes hediondos, com a promessa de "castração química" para abusadores.
  3. "Tropa de elite" das Forças Armadas nas fronteiras.
  4. Compartilhamento de dados do SUS com hospitais privados.
  5. Educação baseada em método fônico, escolas cívico-militares e remuneração de alunos para darem aulas de reforço.
  6. Meio Ambiente: flexibilização do licenciamento, exploração de combustíveis fósseis e liberação do fracking [fraturamento hidráulico]

 

O plano não menciona a crise climática. Flávio não reconhece o aumento de eventos extremos. Ele é negacionista, e terraplanista. A destruição ambiental é, para ele, "desenvolvimento".

 

4. O PERIGO NÃO É O TANQUE NAS RUAS, É A "MODERAÇÃO" QUE LEGITIMA A DITADURA

O historiador Diogo Cunha, da UFPE, faz uma análise crucial na Folha: Flávio é mais perigoso que Jair. Não porque seja mais radical, mas porque parece mais moderado.

 

Enquanto Jair tentou dar um golpe explícito – com minuta, com generais, com invasão de prédios públicos – e fracassou, Flávio pode realizar o mesmo projeto por dentro das instituições, usando a legalidade formal para esvaziar a democracia:

  1. Anistiar o pai e todos os golpistas condenados.
  2. Nomear quatro ministros do STF [além dos três já alinhados: Mendonça, Nunes Marques e Fux].
  3. Aprovar reformas que concentram poder no Executivo.
  4. Usar a máquina do Estado para perseguir adversários e proteger corruptos, criminosos seus aliados.

 

Nas palavras do próprio Cunha: "Talvez o perigo maior venha de Flávio, que pode ter aprendido que, para esvaziar uma democracia, é melhor não declarar guerra contra ela." 

 

5. A CONFIRMAÇÃO PELOS FATOS: O CASO "DARK HORSE" E O BANCO MASTER

A investigação que atinge Flávio Bolsonaro é a prova documental do que denuncio:

  1. Flávio é investigado por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas ligadas ao financiamento do filme Dark Horse, sobre seu pai.
  2. A Polícia Federal aponta que o banqueiro Daniel Vorcaro [preso por fraudar 800 mil clientes do Banco Master] transferiu pelo menos R$ 61 milhões para o filme.
  3. Parte desses recursos teria sido desviada para os EUA, para custear despesas de Eduardo Bolsonaro e promover a agenda política de Flávio junto ao governo Trump contra o Brasil.
  4. O ministro André Mendonça, indicado por Bolsonaro, manteve o inquérito sob sigilo por semanas, protegendo Flávio – até ser forçado a abrir os documentos pelo presidente do STF.

 

Isso é a "familícia" em ação: usando dinheiro de um banqueiro corrupto para financiar propaganda política contra o Brasil, com recursos desviados para o exterior, sob a proteção de um ministro conivente no STF.

 

6. O QUE ESTÁ EM JOGO: A ÚLTIMA ELEIÇÃO

A Terra é Redonda publicou um editorial contundente em 24 de setembro de 2026 que resume o que está em jogo:

"Flávio Bolsonaro na presidência da República anistiará o pai, legitimando o fracassado golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023, e tornará Jair Bolsonaro presidente de fato. Não se trata de ser um governo de direita ou de um presidente desonesto e corrupto no governo. Trata-se, perigosamente, do crime organizado no poder."

 

O cenário descrito é aterrador:

  1. Mudança do ordenamento jurídico para impor uma ditadura pela via eleitoral.
  2. Emparedamento do Judiciário com a nomeação de quatro criminosos como ministros bolsonaristas.
  3. Eleiçõe de 2030 em xeque.
  4. Desmonte radical das instituições, com vigilância e controle social generalizados.
  5. Liberação de reservas indígenas e áreas de preservação para exploração desenfreada.
  6. Marco Rubio com ascendência total para implementar o projeto MAGA no Brasil.
  7. Eduardo Bolsonaro como chanceler de uma semicolônia.
  8. Apoio ao genocídio em Gaza, à incorporação do Canadá e da Groenlândia pelos EUA, e entrega das riquezas nacionais.
  9. Aumento dos feminicídios, disseminação das milícias, volta ao Mapa da Fome.
  10. Desestruturação do SUS, plataformização da educação, fim da universidade pública.
  11. Privatização dos Correios, da Petrobras, dos bancos públicos.
  12. Destruição total dos direitos trabalhistas, fim da previdência pública e da aposentadoria.

 

Concordo com o cenário apresentado.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS QUE VOS FAÇO: A ESCOLHA É ENTRE A VIDA E A MORTE

A análise aqui está correta. A "familícia bolsonaro" não é apenas uma família disfuncional. É uma organização criminosa que usa a política como negócio, a religião como arma e a soberania nacional como moeda de troca com Trump.

 

A eleição de 4 de outubro não é uma disputa entre esquerda e direita. É uma escolha entre a vida e a morte da democracia brasileira. Como bem disse o professor Pablo Holmes, da UnB: "Não estou a dizer que se o Flávio Bolsonaro vencer as eleições, teremos uma ditadura no Brasil. [Mas] o risco existe."

 

O risco existe SIM. E é imenso. Que o alerta ecoe. Que os brasileiros acordem antes que seja tarde. MUITO TADE DEMAIS!!

 

Professor Negreiros, Deuzimar Menezes

Análise feita entre os dias 11 e 25 de setembro de 2026

Imperatriz [MA], 26 de setembro de 2026

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