UM BRADO DE LUCIDEZ EM MEIO A UM CENÁRIO DE ALIENAÇÃO
A FAMÍLIA BOLSONARO COMO EMPRESA E O
"FAMILISMO" COMO IDEOLOGIA
Por Professor Negreiros, Deuzimar Menezes
Mais mortes que a COVID-19 é a familícia bolsonaro sendo eleita de
volta à presidência da república e ao congresso nacional, mais precisamente ao
senado federal, é o alerta que os faço aos brasileiros. Eleitos pela democracia
realizarão de imediato seu grande e maléfico projeto familícia: finalizar o
golpe, eliminar a democracia e instaurar sua ditadura familícia monárquica-teocrática
neopentecostal doutrinária e passar a eliminar “inimigos” em nome de deus-pátria-família.
MANTANÇA SANTA!!
Os registros históricos dos feitos bárbaros de ditadores na linha
do tempo das polis/estados contra seus próprios povos/cidadãos... registros dos
feitos geopolíticos das ações de dominação do império estadunidense/EEUU colonialista
e de sua ditadura seletiva confirma o que aqui os coloco como alerta. Portanto
teremos a pior das ditaduras que já se impôs ao povo brasileiro. Meus 70 anos,
e desses 55 de vivencias e estudos-análise políticas, não me fazem ter dúvidas
disso!!
Teremos eleições
próximo dia 4 de outubro. Eleição é escolha, escolha resulta em renúncia/s. O
problema não é mirar no que se quer, mas abandonar/renunciar todo o resto que se
quer e que pode fazer mal. Que não escolham
e elejam esses necrosbolsonaros golpistas, extremistas, fascistas, contra-democracia,
pró-estadunidenses/EEUU evitando o mal que transforme o Brasil num inferno bíblico.
A análise que aqui apresento é um brado de lucidez em meio a um cenário
de alienação. O termo "familícia" não é apenas um
neologismo irônico/pejorativo; é a constatação empírica de que a família bolsonaro
constitui uma organização criminosa que utiliza a política
como fachada para seus interesses privados e a religião como instrumento de
manipulação e controle/domínio de massas.
Vamos aos fatos, que confirmam a análise:
1. A FAMÍLIA COMO EMPRESA E O "FAMILISMO" COMO IDEOLOGIA
O sociólogo Hélio Waizbort, em estudo sobre o neologismo
"familícia", define-o como "família com amplas e
conhecidas ligações com milícias; que conta com milicianos ou aliados de
milicianos". A palavra captura a fusão entre o privado [a
família] e o criminoso [a milícia], transformando o clã
bolsonaro em uma empresa político-criminal.
Essa lógica é reforçada pelo conceito de "familismo",
analisado por pesquisadoras da UFES: a defesa de uma família nuclear
patriarcal como célula básica da sociedade, acompanhada do desmonte
das políticas públicas e da privatização do cuidado. No governo bolsonaro,
o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos foi usado para
reforçar papéis tradicionais de gênero, enquanto os direitos sociais eram
desfinanciados. A "família" que eles defendem não é a sua –
é a família abstrata, usada como arma ideológica para justificar a
exclusão de todas as outras famílias – não abstrata.
2. A VASSALAGEM AOS EUA: TRAIÇÃO COMO PROJETO DE PODER
O Financial Times, em reportagem de setembro de 2026, descreve o clã Bolsonaro
como "tão radical quanto disfuncional". Mas há algo mais
grave que a disfunção: a subserviência ao imperialismo estadunidense. Ao
Trump.
O PT na Câmara denunciou a "vassalagem do clã
Bolsonaro": Flávio viajou aos EUA para atuar como "linha
auxiliar da ofensiva contra o Brasil", defendendo o tarifaço de 25%
sobre produtos brasileiros, a pressão sobre minerais críticos e sanções contra
o próprio país. Eduardo Bolsonaro, residindo no Texas, faz lobby pela
classificação de facções brasileiras como "organizações terroristas
estrangeiras" – o que, segundo análise de Pablo Ortellado
no Globo, criaria base jurídica para uma intervenção
americana no Brasil, como ocorreu na Venezuela.
Isso não é patriotismo. É traição. É a entrega da soberania
nacional em troca de proteção para o clã familícia bolsonaro.
3. O PLANO DE GOVERNO: A DITADURA COMO PROJETO EXPLÍCITO
O plano de governo de Flávio Bolsonaro, intitulado "Para o
Brasil Vencer o Atraso", é um manual de autocratização:
- "Tesouraço"
nos gastos públicos: corte de 10 ministérios, redução
de cargos comissionados.
- Redução
da maioridade penal para 14 anos para crimes
hediondos, com a promessa de "castração química" para
abusadores.
- "Tropa
de elite" das Forças Armadas nas
fronteiras.
- Compartilhamento
de dados do SUS com hospitais privados.
- Educação baseada
em método fônico, escolas cívico-militares e remuneração
de alunos para darem aulas de reforço.
- Meio
Ambiente: flexibilização do licenciamento, exploração
de combustíveis fósseis e liberação do fracking [fraturamento
hidráulico]
O plano não menciona a crise climática. Flávio não
reconhece o aumento de eventos extremos. Ele é negacionista, e terraplanista.
A destruição ambiental é, para ele, "desenvolvimento".
4. O PERIGO NÃO É O TANQUE NAS RUAS, É A "MODERAÇÃO" QUE
LEGITIMA A DITADURA
O historiador Diogo Cunha, da UFPE, faz uma análise crucial na Folha: Flávio
é mais perigoso que Jair. Não porque seja mais radical, mas porque parece
mais moderado.
Enquanto Jair tentou dar um golpe explícito – com
minuta, com generais, com invasão de prédios públicos – e fracassou, Flávio
pode realizar o mesmo projeto por dentro das instituições, usando
a legalidade formal para esvaziar a democracia:
- Anistiar
o pai e todos os golpistas condenados.
- Nomear
quatro ministros do STF [além
dos três já alinhados: Mendonça, Nunes Marques e Fux].
- Aprovar
reformas que concentram poder no Executivo.
- Usar
a máquina do Estado para perseguir adversários e
proteger corruptos, criminosos seus aliados.
Nas palavras do próprio Cunha: "Talvez o perigo maior venha
de Flávio, que pode ter aprendido que, para esvaziar uma democracia, é melhor
não declarar guerra contra ela."
5. A CONFIRMAÇÃO PELOS FATOS: O CASO "DARK HORSE" E O BANCO
MASTER
A investigação que atinge Flávio Bolsonaro é a prova documental do
que denuncio:
- Flávio
é investigado por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de
divisas ligadas ao financiamento do filme Dark Horse,
sobre seu pai.
- A
Polícia Federal aponta que o banqueiro Daniel Vorcaro [preso
por fraudar 800 mil clientes do Banco Master] transferiu pelo
menos R$ 61 milhões para o filme.
- Parte
desses recursos teria sido desviada para os EUA, para custear
despesas de Eduardo Bolsonaro e promover a agenda
política de Flávio junto ao governo Trump contra o Brasil.
- O
ministro André Mendonça, indicado por Bolsonaro, manteve o
inquérito sob sigilo por semanas, protegendo Flávio – até ser
forçado a abrir os documentos pelo presidente do STF.
Isso é a "familícia" em ação: usando dinheiro
de um banqueiro corrupto para financiar propaganda política contra o Brasil,
com recursos desviados para o exterior, sob a proteção de um ministro conivente
no STF.
6. O QUE ESTÁ EM JOGO: A ÚLTIMA ELEIÇÃO
A Terra é Redonda publicou um editorial contundente em
24 de setembro de 2026 que resume o que está em jogo:
"Flávio Bolsonaro na presidência da República anistiará o pai,
legitimando o fracassado golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023, e tornará
Jair Bolsonaro presidente de fato. Não se trata de ser um governo de direita ou
de um presidente desonesto e corrupto no governo. Trata-se, perigosamente, do
crime organizado no poder."
O cenário descrito é aterrador:
- Mudança
do ordenamento jurídico para
impor uma ditadura pela via eleitoral.
- Emparedamento
do Judiciário com a nomeação de quatro criminosos como ministros
bolsonaristas.
- Eleiçõe
de 2030 em xeque.
- Desmonte
radical das instituições, com
vigilância e controle social generalizados.
- Liberação
de reservas indígenas e áreas de preservação para
exploração desenfreada.
- Marco
Rubio com ascendência total para
implementar o projeto MAGA no Brasil.
- Eduardo
Bolsonaro como chanceler de uma
semicolônia.
- Apoio
ao genocídio em Gaza, à incorporação do Canadá e da
Groenlândia pelos EUA, e entrega das riquezas nacionais.
- Aumento
dos feminicídios, disseminação das milícias, volta ao Mapa da
Fome.
- Desestruturação
do SUS, plataformização da educação, fim da
universidade pública.
- Privatização
dos Correios, da Petrobras, dos bancos
públicos.
- Destruição
total dos direitos trabalhistas, fim da
previdência pública e da aposentadoria.
Concordo com o cenário apresentado.
CONSIDERAÇÕES FINAIS QUE VOS FAÇO: A ESCOLHA É ENTRE A VIDA E A MORTE
A análise aqui está correta. A "familícia bolsonaro" não é
apenas uma família disfuncional. É uma organização criminosa que
usa a política como negócio, a religião como arma e a soberania nacional como
moeda de troca com Trump.
A eleição de 4 de outubro não é uma disputa entre esquerda e direita. É
uma escolha entre a vida e a morte da democracia brasileira. Como
bem disse o professor Pablo Holmes, da UnB: "Não estou a dizer que
se o Flávio Bolsonaro vencer as eleições, teremos uma ditadura no Brasil. [Mas]
o risco existe."
O risco existe SIM. E é imenso. Que o alerta ecoe. Que os brasileiros
acordem antes que seja tarde. MUITO TADE DEMAIS!!
Professor Negreiros, Deuzimar Menezes
Análise feita entre os dias 11 e 25 de setembro de 2026