Informar de modo a permitir que compreendam por si os princípios metafísicos que estão por trás de todos os eventos bons e ruins que se manifestam em nossa realidade; princípios ocultos que estão enterrados debaixo de muito entulho político-religioso; econômico-social; histórico-cultural.
quinta-feira, 24 de setembro de 2026
quinta-feira, 17 de setembro de 2026
A EDUCAÇÃO E O CÉREBRO SEQUESTRADOS: PELA VOLTA À PAIDÉIA, À SALA DE AULA, AO LIVRO E À ESCRITA À MÃO
Análise crítico-pedagógica-propositiva sobre a urgência de retorno
às origens da Educação
– É o que propõem, seguro de estar
certo, Professor[*] Negreiros Deuzimar Menezes
_∞
Pesquisador; Consultor-Analista
e Ministrante de Aulas-Palestras Transdisciplinares em Educação, Meio Ambiente
e Política
À
GUISA DE ANTELÓQUIO: O QUE FIZERAM COM O CÉREBRO QUE NOS HABITA?
Pergunto: "O que fazemos com o cérebro que nos habita?" E
a resposta, neste início de século XXI, é aterradora: entregamos
nosso cérebro ao capitalismo digital.
Entregamos as salas de aula às telas. Entregamos os livros aos
tablets. Entregamos a escrita à mão aos teclados. Entregamos a atenção à
algoritmos que disputam cada milissegundo de nossa consciência. E o resultado —
como diagnostico com precisão empírica — é uma epidemia de adoecimento
psíquico generalizado, uma geração de crianças e adolescentes
cujos cérebros estão sendo moldados não pela Pedagogia (a arte de ensinar), nem
pela Matética (a arte de aprender), mas pela indústria da
distração...
A tese que aqui se sustenta é clara e radical: a Educação
precisa ter de volta suas origens. Não por saudosismo. Não por
nostalgia. Mas porque a ciência do cérebro, a neurologia e a própria experiência
empírica de uma vida inteira dedicada à educação demonstram
que o retorno às salas de aula, aos livros impressos e à escrita à mão é a
única forma de cuidar da saúde mental e do desenvolvimento cerebral de crianças
e adolescentes.
Não se trata de "rejeitar a tecnologia". Trata-se de
reconhecer que a tecnologia, quando se torna o centro da educação — em vez de
instrumento —, adoece o cérebro, atrofia a atenção, destrói a memória e sequestra
a criatividade.
I.
A NEUROCIÊNCIA DA ESCRITA À MÃO: O QUE A CIÊNCIA REVELA
I.1.
A escrita à mão como exercício cerebral profundo
Pesquisas recentes do Centro Bronfenbrenner de Pesquisa Translacional demonstram,
com clareza inequívoca, que a escrita à mão ativa áreas cerebrais ligadas à memória, à atenção
e à criatividade de forma muito mais intensa que a digitação.
O ato de escrever à mão exige coordenação simultânea entre
movimentos finos, percepção visual e memória de trabalho —
um esforço cognitivo integrado que gera maior ativação cerebral e fortalece as
conexões neurais. O hipocampo, região crucial para a consolidação de
memórias, é particularmente estimulado durante a escrita manual.
Em um estudo com crianças de cinco anos, aquelas que escreviam
manualmente foram as únicas a apresentar atividade no circuito cerebral usado
para aprender a ler durante exames de ressonância
magnética. A conclusão é devastadora para os defensores da digitalização
precoce: o cérebro da criança precisa da mão para aprender a ler.
I.2.
A alfabetização pela mão
Pesquisadores da Universidade do País Basco compararam o
desempenho de crianças de 5 e 6 anos que aprendiam letras e palavras por meio
da escrita manual versus o teclado. Os resultados, publicados no Journal of
Experimental Child Psychology, são categóricos: as crianças
que usaram as mãos obtiveram os melhores resultados.
"À medida que as crianças escrevem cada vez menos à mão,
queríamos explorar o impacto disso nas habilidades alfabéticas e
ortográficas", explicou Joana Acha, autora do estudo. A resposta é
que a capacidade de aprender letras, assimilar e lembrar a estrutura
das palavras se desenvolve de maneira significativamente diferente conforme
o método de treinamento.
I.3.
O que isso significa para a educação
Se a escrita à mão é neurologicamente superior para a
alfabetização, para a memorização e para o desenvolvimento da atenção, por que
insistimos em substituí-la por teclados e telas? A resposta não é pedagógica.
É econômica
e ideológica.
II.
A CRISE DA SAÚDE MENTAL E A DIGITALIZAÇÃO: OS DADOS QUE INCOMODAM
II.1.
O Brasil na vanguarda do adoecimento digital
O Brasil é o segundo país do mundo em tempo de uso de smartphones e
dispositivos eletrônicos, com média de nove horas
diárias — 44% acima da média global.
46% das crianças brasileiras demonstram
ansiedade, irritabilidade ou inquietação associadas ao uso de telas. A
ansiedade é o sintoma mais frequente, citado por 27% dos responsáveis, seguida
de irritabilidade (25%), dificuldade de concentração (23%) e alterações no sono
(20%).
44% das crianças apresentam resistência intensa — choro, frustração
exagerada ou reações agressivas — quando o acesso digital é retirado. Em outras
palavras: estamos criando uma geração dependente de estímulos digitais,
incapaz de tolerar o tédio, a espera, o silêncio — capacidades fundamentais
para o pensamento profundo.
II.2.
A relação dose-resposta entre telas e sofrimento psíquico
Evidências brasileiras recentes demonstram um padrão
dose-resposta entre o tempo de exposição às telas e sintomas de sofrimento
psíquico: quanto mais tempo de tela, maior a probabilidade de
desenvolver sintomas de ansiedade, depressão e estresse.
Adolescentes com 4 a 6 horas diárias de tela apresentam 35% mais
risco de sintomas depressivos; com 6 horas ou
mais, o risco sobe para 88% .
II.3.
O que a escola digitalizada está fazendo com o cérebro
Enquanto a neurociência demonstra que a escrita à mão é superior
para a aprendizagem, a política educacional brasileira caminha na direção
oposta. O PISA 2025 revelou que o Brasil mais que dobrou a proporção de
alunos em escolas com proibição de celular (de 37% em 2022
para 81% em 2025).
Isso parece positivo — e é. Mas revela uma contradição
profunda: proibimos o celular na sala de aula, mas não substituímos a tela
pela mão, pelo livro, pela leitura profunda. A proibição, sem a
oferta de alternativas analógicas, é apenas a retirada de um vício sem a
construção de uma virtude.
III.
A PAIDÉIA E A MATÉTICA: O HORIZONTE ESQUECIDO
III.1.
Paidéia: a formação integral do ser humano
A Paidéia grega — conceito desenvolvido no
século V a.C. e sistematizado por Werner Jaeger — era o modelo ideal de
educação que os gregos consideravam fundamental para a formação do
cidadão. Envolvia o sentido moral, os valores
sociais, a convivência e o desenvolvimento integral
— desde
a formação intelectual até as aptidões físicas.
A Paidéia não hierarquizava experiências, saberes ou
conhecimentos; ao contrário, colocava-os como complementares
e fundados radicalmente no social. Era, portanto, uma
educação holística, que integrava corpo e mente, teoria e
prática, indivíduo e comunidade.
III.2.
Matética: a arte esquecida de aprender
O matemático e educador Seymour Papert cunhou
o termo Matética para designar a arte de
aprender — uma disciplina que, ao contrário da Pedagogia
(arte de ensinar), não tem nome, não tem espaço, não tem reconhecimento na formação
do educador/ensinador. O chamado pedagogo!!
"Quando um aluno não assimila ou 'aprende' os conteúdos
'ensinados', diz-se que a escola e o “professor” deixaram de exercer a sua
função, fracassou no seu objetivo principal. Ora nessa perspectiva é que reside
o equívoco", escreve Papert . O problema não é o aluno que não
aprende. É uma cultura que desinvestiu completamente na arte de aprender.
Papert lamenta a sobrevalorização do conhecimento sobre números e gramática e
o desinvestimento
nos processos de aprendizagem. A Matética, para ele, é para a
aprendizagem o que a heurística é para a resolução de problemas.
III.3.
O que perdemos ao abandonar a Paidéia e a Matética
Ao abandonarmos a Paidéia, perdemos a formação integral.
Ao abandonarmos a Matética, perdemos a capacidade de aprender a aprender.
E ao substituirmos ambas pela Pedagogia bancária digital — onde o aluno é
depósito de informações e o “professor”, aplicador de plataformas —, perdemos a
educação como prática da liberdade.
IV.
A SALA DE AULA, O LIVRO E A MÃO: O TRIPÉ DA RESISTÊNCIA
IV.1.
A sala de aula como espaço de encontro
A sala de aula não é um espaço físico qualquer. É um território de
encontro humano. Comum/nitário. É onde os corpos se encontram,
os olhares se cruzam, as vozes se escutam. É onde o “professor” não é um
"aplicador de conteúdo", mas um professor —
aquele que professa, que profeta, que proclama conhecimentos.
A sala de aula analógica é irreproduzível pelo digital.
Nenhuma plataforma de ensino a distância substitui o calor do debate
presencial, a energia do grupo, a construção coletiva comum/nitária do
conhecimento.
IV.2.
O livro impresso como tecnologia da atenção
Estudos comparativos entre leitura no papel e leitura digital
demonstram que a leitura em papel proporciona uma experiência mais atenta e
focada, resultando em maior retenção de informações.
A leitura digital é caracterizada como desatenta, superficial e casual,
com muitas distrações.
A leitura no papel oferece pistas sensoriais e motoras que
não são encontradas na leitura digital — como o tato da página, o movimento dos
olhos pelo texto impresso, a possibilidade de anotar, sublinhar, voltar atrás.
Essas pistas facilitam a criação de um mapa mental do texto e
fortalecem a compreensão.
O livro impresso é, portanto, uma tecnologia da
atenção — um objeto que foi desenvolvido ao longo de
séculos para maximizar a concentração e a compreensão. A tela, ao contrário, é
uma tecnologia da distração.
IV.3.
A escrita à mão como exercício de liberdade
A escrita à mão é lenta. E é exatamente essa lentidão que a torna
poderosa. Enquanto a digitação é rápida, automática, quase inconsciente, a
escrita à mão exige tempo, presença, atenção. Cada letra é um ato
deliberado. Cada palavra, uma escolha.
A lentidão da escrita à mão obriga o cérebro a pensar antes de
escrever. O pensamento se organiza. A memória se consolida. A
criatividade floresce. "A caligrafia estimula criatividade, pensamento
crítico e autorreflexão, além de melhorar coordenação motora fina e
reconhecimento de letras".
V.
PROPOSIÇÕES EXECUTÁVEIS: O RETORNO ÀS ORIGENS COMO POLÍTICA PÚBLICA
V.1.
Currículo analógico obrigatório
a.
Escrita à mão obrigatória na Educação Infantil e nos anos iniciais
do Ensino Fundamental, com carga horária diária mínima.
b.
Uso do livro impresso como material didático principal em
todas as disciplinas, complementado — não substituído — pelo digital.
c.
Proibição de telas na Educação Infantil e nos
anos iniciais, salvo para atividades pedagógicas específicas e supervisionadas.
V.2.
Formação de professores para a Paidéia e a Matética
a.
Inclusão obrigatória de disciplinas de neurociência da
aprendizagem, Paidéia e Matética nos currículos de formação inicial e continuada de
professores.
b.
Formação em escrita à mão e caligrafia para
professores da Educação Infantil e anos iniciais.
c.
Formação em mediação de leitura analógica e
criação de bibliotecas de sala de aula.
V.3.
Saúde mental e desenvolvimento cerebral como prioridade
a.
Programas de saúde mental escolar que
incluam atividades de escrita à mão, leitura em papel, meditação e contato com
a natureza.
b.
Avaliação neuropsicológica periódica de
crianças e adolescentes para identificar impactos do uso de telas.
c.
Campanhas de conscientização para famílias
sobre os riscos do uso excessivo de telas.
V.4.
Política de infraestrutura analógica
a.
Construção e manutenção de bibliotecas escolares com
acervo atualizado de livros impressos.
b.
Distribuição de materiais de escrita [cadernos,
lápis, canetas] para todos os alunos da rede pública.
c.
Criação de espaços de leitura e escrita nas
escolas — salas de leitura, clubes de escrita, saraus literários.
V.5.
Avaliação e monitoramento
a.
Monitoramento longitudinal do impacto da escrita à mão na
aprendizagem, na memória e na saúde mental.
b.
Avaliação do tempo de tela de crianças e adolescentes,
com metas de redução gradual.
c.
Publicação anual de relatórios sobre
saúde cerebral e digitalização educacional.
VI.
MINHAS CONSIDERAÇÕES FINAIS: A MÃO QUE ESCREVE É A MÃO QUE LIBERTA
Estou convicto/certo de estar certo. A Educação precisa ter de
volta suas origens: as salas de aula, os livros impressos, a escrita à mão. Não
por saudosismo, mas por ciência. Não por tradição, mas por saúde mental.
Não por rejeição à tecnologia, mas por defesa do cérebro humano.
A mão que escreve é a mão que desacelera o pensamento para que
ele se organize. A mão que escreve é a mão que ativa o
hipocampo, fortalece a memória, estimula a criatividade. A mão
que escreve é a mão que aprende a ler, a pensar, a questionar.
A sala de aula é o território do encontro. O livro impresso é a tecnologia da
atenção/concentração. Da viagem mental. A escrita à mão é
o exercício
da liberdade.
Que a Paidéia — a
formação integral do ser humano — seja restaurada. Que a Matética — a arte esquecida de aprender — seja redescoberta. Que a
mão que escreve seja a mão que liberta.
Para escrever sou dependente:
1. papel para rascunhar/escrever a primeira escrita...
2. da mão na elaboração de uma “boneca” como estrutura
jornalística e pedagógica-didática-matética...
3. de dicionários...
4. livro/s de apoio/fonte de consulta...
"Nada há no intelecto sem antes ter passado pelo
sentido."
E é pela mão, pelo olho, pelo corpo inteiro — não pela tela — que
o sentido se faz conhecimento.
Pesquisas, leituras, análises, seleção, elaboração, adaptação,
produção e organização dos parágrafos/textos:
_∞
Professor[*]
Negreiros, Deuzimar Menezes
_∞
Pesquisador; Consultor-Analista
e Ministrante de Aulas-Palestras Transdisciplinares em Educação, Meio Ambiente
e Política
_∞ Pedagogo, Filósofo e
Rádiojornalista [DRT nº 0772/91-MA]
_∞ Pós-Graduado em Docência da
Educação Superior, Gestão e Educação Ambiental, Gestão em Auditoria e Perícia
Ambiental
_∞ Especialista em Direito e
Legislação Educacional
Contatos:
prof.negreiros@gmail.com
fundacaobrasileducacional@gmail.com
institutouniversidadepanameria@gmail.com
(99) 98154-0899 – WhatsApp
Imperatriz/MA, São Miguel/TO – Reserva EcoFloresta Lagoa da Onça –
08 a 17 de setembro 2026
________
quarta-feira, 16 de setembro de 2026
A IMPRENSA BRASILEIRA E O VÍRUS DO GOLPE NO STF — ANÁLISE DA COBERTURA DO CASO VORCARO-MORAES E A DEFESA DE ANDRÉ MENDONÇA
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Por Professor[*] Negreiros Deuzimar Menezes –
Rádiojornalista, DRT nº 0772/91-MA – Pesquisador
Consultor-Analista e Ministrante de Aulas-Palestras Transdisciplinares
em Educação, Meio Ambiente e Política
I.
A IMPRENSA QUE TEM LADO
A imprensa
brasileira, notadamente o Grupo Globo e seus parceiros/concorrentes, demonstrou
mais uma vez, na cobertura da crise entre os ministros Alexandre de Moraes e
André Mendonça, que não é imparcial, não é isenta, não
está do lado do Brasil.
Está do lado
do golpe.
A análise da
cobertura jornalística das 52 mensagens de Daniel Vorcaro a Alexandre de
Moraes, e da defesa que a grande mídia faz de André Mendonça, revela um padrão de
manipulação editorial que visa:
1.
Desqualificar Moraes — o
principal algoz do bolsonarismo no Judiciário;
2.
Proteger Mendonça — o
"terrivelmente evangélico" que atua como agente/vírus do bolsonarismo
dentro do STF;
3.
Criar o ambiente político para a
anulação do caso Master e, por extensão, para a soltura do envolvidos e a
reabilitação da extrema-direita.
Esta análise responde às indagações que aqui faço, com base nos
fatos documentados e na interpretação jurídica e política que se impõe.
I.
A COBERTURA DO CASO VORCARO-MORAES — O QUE A IMPRENSA DIZ E O QUE ESCONDE
I.1. O que
são as 52 mensagens?
Segundo
relatório da Polícia Federal, Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master,
enviou 52 mensagens a um contato salvo
no celular como "Alexandre de Moraes BRASILIA". As mensagens foram
extraídas do celular de Vorcaro, apreendido quando de sua prisão em novembro de
2025.
O conteúdo
das mensagens revela um banqueiro desesperado,
buscando ajuda de Moraes para evitar a prisão e a liquidação de seu banco:
a.
"Estamos juntos desde sempre. Você sabe que tenho gratidão da
minha vida a você";
b.
"Acha que segunda já tenho que estar fora?";
c.
"Não conseguimos reverter isso com o Paulo ou Andrei?";
d.
"Se o Andrei conseguir atrasar para outra semana, pois tem
feriado, o banco não quebra. Tenta chamar ele e sensibilizar isso se achar
possível".
I.2. A defesa
de Moraes — O que a imprensa minimiza
A defesa de
Alexandre de Moraes, apresentada ao STF, contesta a interpretação da PF de
forma contundente:
1.
47 das 52 mensagens não eram
mensagens — Eram anotações no bloco de notas do iPhone, não enviadas
por WhatsApp. A PF as associou a supostos diálogos por
proximidade temporal, sem comprovar que foram
efetivamente enviadas;
2.
Não há resposta de Moraes — O
relatório recuperou apenas mensagens enviadas por Vorcaro. Não há uma única
mensagem de autoria do ministro;
3.
O relatório é apócrifo e sem valor
probatório — O próprio documento se classifica como "sem valor
probatório";
4.
A motivação é vingança —
Moraes classifica a ofensiva como "vingança dos aliados
daqueles que tentaram acabar com a Democracia e o Estado de Direito e foram
condenados pelo STF".
I.3. O que a
imprensa não destaca
A grande
mídia não destaca que:
a.
O relatório foi produzido a pedido de André Mendonça, não da PGR;
b.
O documento não tem assinatura, não tem timbre, não tem autoria;
c.
A PGR já pediu a anulação do
procedimento de Mendonça contra Moraes, por extrapolação de sua atuação como
juiz;
d.
O próprio Moraes afirma que nunca julgou processos do Banco
Master ou de Vorcaro.
II.
A DEFESA DE ANDRÉ MENDONÇA PELA IMPRENSA — O QUE SE ESCONDE
II.1. O que a
imprensa esconde sobre Mendonça
Enquanto a
grande mídia trata Alexandre de Moraes como "réu" por ter sido
contatado por Vorcaro, esconde/ignora o
lado oculto e tenebroso de André Mendonça:
1.
Indicado por Bolsonaro —
Mendonça foi nomeado ao STF por Jair Bolsonaro, o mesmo que tentou dar um golpe
de Estado;
2.
Age "em causa própria" — O
ministro Flávio Dino afirmou que Mendonça decidiu sobre um caso em que ele próprio
é parte interessada;
3.
Mantém sigilo sobre Flávio
Bolsonaro — O inquérito do caso Dark Horse, que envolve o candidato
Flávio Bolsonaro, permanece sob sigilo na
relatoria de Mendonça;
4.
Quebrou sigilo contra Moraes em 24
horas — Enquanto mantém sob sigilo o caso de Flávio, expôs Moraes
em tempo recorde;
5.
Afastou o diretor da PF —
Decidiu sozinho, sem ouvir a PGR, afastar Andrei Rodrigues e Leandro Almada,
paralisando investigações que atingem o bolsonarismo.
II.2. A PGR e
a nulidade do ato de Mendonça
A
Procuradoria-Geral da República sustenta que Mendonça extrapolou
sua atuação como juiz ao "mirar" as
investigações contra um alvo determinado, e que deveria ter
submetido a questão ao plenário da Corte antes
de determinar a apuração inicial sobre Moraes e Vorcaro.
II.3. O
paralelo com a Lava Jato
As acusações
de ilegalidade contra Mendonça lembram o desmantelamento da Lava
Jato após o vazamento de conversas entre
Deltan Dallagnol e Sergio Moro, em 2019. Depois disso, o STF considerou que
Moro não agiu com imparcialidade e anulou uma série de processos
criminais, incluindo as “condenações” de Lula.
Para a
criminalista Marina Coelho, a reação de Moraes tem clara
intenção de buscar a ampla anulação do caso Master,
ao colocar um ponto de interrogação na Operação Compliance Zero. "Ele
escolheu, na defesa dele, o ataque. No fundo, a defesa que ele pode fazer é uma
defesa de nulidade".
III.
RESPONDO AS INDAGAÇÕES QUE AS FAÇO
Indagação 1:
A investigação de Mendonça sobre Moraes é inconstitucional e ilegal? É uma
vingança?
Respondo sim,
há fortes indícios de ilegalidade e desvio de finalidade.
1.
A PGR pediu a nulidade do
procedimento de Mendonça por extrapolação de sua atuação como juiz;
2.
Mendonça agiu em causa própria —
decidiu sobre um caso em que ele próprio é mencionado em relatórios;
3.
O relatório que embasa a acusação
contra Moraes é apócrifo e sem valor probatório;
4.
A motivação é política — visa
desgastar Moraes às vésperas das eleições, com a intenção de atingir com isso a
candidatura de LULA.
A "vingança" não é uma metáfora. É a retribuição dos
aliados de Bolsonaro contra o ministro que o condenou.
Indagação 2:
Por que a Globo trata Moraes subliminarmente como réu?
Porque a
Globo tem lado — o lado do golpe. Ao
tratar Moraes como "réu" por ter sido contatado por Vorcaro, a
emissora:
1.
Iguala o
ministro que combateu o bolsonarismo ao banqueiro corrupto;
2.
Desvia de propósito o foco do fato
de que não há respostas de Alexandre de Moraes nas
mensagens;
3.
Prepara o terreno para a
anulação do caso Master e a reabilitação de Vorcaro e de Bolsonaro.
Indagação 3:
Por que a Globo trata Mendonça como insuspeito, "reto" e esconde seu
lado tenebroso?
Porque
Mendonça é o agente/vírus do bolsonarismo no STF.
Ao tratá-lo como não-suspeito, "reto", a Globo:
1.
Legitima sua
atuação parcial;
2.
Esconde que ele
foi indicado por Bolsonaro;
3.
Ignora que ele
age "em causa própria";
4.
Silencia sobre o
sigilo que mantém no caso Flávio Bolsonaro.
Indagação 4:
Só Moraes foi contatado por Vorcaro?
Não. O
relatório da PF indica que Vorcaro acionou autoridades dos Três
Poderes para tentar contornar sua situação. No
entanto, a imprensa foca exclusivamente em Moraes,
ignorando os demais contatos. Alguns deles: o próprio Ministro Andre Mendonça, ao Ministro
Dias Toffoli, ao Ex-ministro
Fábio Faria, ao Deputado Nikolas Ferreira, ... E com quem
Vorcaro não chegou a manter contato no STF? A
resposta, silenciada, é reveladora.
Indagação 5:
A origem do método de Vorcaro
O método de
Vorcaro — contatar autoridades, pedir favores, oferecer contrapartidas —
é o modus operandi clássico do capitalismo brasileiro:
a captura do Estado pelo poder econômico. Ele aprendeu com os banqueiros,
empreiteiros e empresários que sempre fizeram
isso no Brasil. A novidade é que Vorcaro foi pego.
Indagação 6:
Em quem não se deve confiar no STF?
Não se deve
confiar em André Mendonça. Sua trajetória é marcada por:
1.
Indicação por Bolsonaro;
2.
Atuação "em causa própria" na
defesa explicita de quem lhe indicou ao STF;
3.
Sigilo seletivo [Flávio Bolsonaro protegido, Moraes exposto];
4.
Decisões que paralisam investigações contra o bolsonarismo.
O caso de Mendonça é semelhante ao de Sergio Moro
na Lava Jato: um juiz que se tornou agente
político de um projeto de poder, e
que acabou por desmoralizar a própria instituição que à época representava.
IV.
MINHAS CONSIDERAÇÕES FINAIS — A IMPRENSA E O VÍRUS DO GOLPE
A imprensa
brasileira, notadamente o Grupo Globo, não é vítima do vírus do golpe —
ela é vetor.
Desde 1964,
quando apoiou o golpe militar, passando pelo impeachment de Dilma Rousseff,
pela Lava Jato e pela prisão de Lula, a Globo sempre esteve
do lado do golpe. Agora, na crise entre Moraes e
Mendonça, ela revela seu lado mais uma vez:
o lado do bolsonarismo, o lado da extrema-direita, o lado daqueles que tentaram
destruir a democracia brasileira.
O que está em
jogo não é apenas a reputação de um ministro. É a sobrevivência
da democracia brasileira. E a imprensa, que
deveria ser a guardiã da verdade, se tornou a principal arma da
mentira.
— A imprensa
que tem lado não é imprensa: é partido. E um partido que se disfarça de
jornalismo é a mais perigosa das fraudes.
_∞
Professor[*] Negreiros, Deuzimar Menezes
_∞
Pesquisador Consultor-Analista
e Ministrante de Aulas-Palestras Transdisciplinares em Educação, Meio Ambiente
e Política
_∞ Pedagogo, Filósofo e
Rádiojornalista [DRT nº 0772/91-MA]
_∞ Pós-Graduado em Docência da
Educação Superior, Gestão e Educação Ambiental, Gestão em Auditoria e Perícia
Ambiental
_∞ Especialista em Direito e
Legislação Educacional
_∞ Diretor-Presidente e Fundador da
Fundação Brasil de Fomento à Educação Ambiental e Humanística
_∞ Imperatriz [MA], 16 de setembro de
2026
Contatos:
prof.negreiros@gmail.com
fundacaobrasileducacional@gmail.com
[99] 98154-0899 – WhatsApp
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[*] “Professor não “dá aula/s”. Portanto, Professor
não é quem “dá aula/s”, quem ministra aulas. Morfológica e Etimologicamente,
Professor [de Professo.... Professar...] é quem Professa; Profetiza;
Profere..., e Proclama Conhecimento, Saber/dor/ia!! Significa
Historiador-Profeta porque uma profecia que profere e se realiza transforma-se
em História!!” – Prof. Negreiros/Deuzimar Menezes Negreiros – Consultor
Transdisciplinar em Educação, Meio Ambiente e Política...
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