O mito do livre mercado: os casos sul-coreano e japonês
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O neoliberalismo
A economia neoliberal surgiu nos anos
60 e se tornou a visão econômica dominante a partir dos anos 80. É uma versão
atualizada do liberalismo do século XVIII e
XIX defendido pelos economistas clássicos, como Adam Smith e David Ricardo.
Basicamente, defende a não-intervenção do
Estado, a privatização de empresas
estatais, a desregulamentação da
economia e a abertura do comércio para o
lucro e o investimento estrangeiro.
Coreia do Sul e Japão, sucesso com outra receita
Hoje a Coreia do Sul e o Japão são
inegavelmente países com economias altamente desenvolvidas, e os teóricos do
sistema capitalista afirmam que esse sucesso se deve à adesão ao modelo
neoliberal. Mas a história mostra que a
verdade é totalmente diferente.
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Se o governo da Coreia do Sul tivesse
seguido o conselho dos “entendidos” de economia estrangeiros, hoje o país
provavelmente ainda estaria vivendo de
exportar peixes e peruca de cabelo humano, suas principais fontes de
receita de décadas atrás. No entanto, ele seguiu o caminho inverso: ajudou as
indústrias do país a crescer com proteção tarifária e subsídios, até que elas
estivessem fortes o suficiente para competir no mercado internacional.
Hoje a Samsung é o retrato mais bem
acabado da intervenção do Estado na economia
e de que para ter sucesso e competir no mercado internacional, os governos devem
jogar a receita da Trindade Profana no lixo.
Governo japonês ajuda a Toyota
Você pode não estar ainda convencido,
pensando que estes são exemplos isolados que não são a regra, porque outros
países ricos de hoje seguiram o modelo de livre-mercado para o sucesso. Então na
próxima postagem eu vou te mostrar que isso é apenas parte da verdade, porque
esses países adotaram o livre-comércio apenas
quando suas empresas já estavam plenamente desenvolvidas, contando com a ajuda
de proteção econômica para isso. E nada melhor do que pegar como
exemplo aqueles que são autoproclamados os líderes do mundo “liberal”: a
Inglaterra e os Estados Unidos.