quinta-feira, 30 de outubro de 2025

VOCÊ É O POLÍTICO...

 O POLÍTICO É SEU ELEITORADO

Por Professor Negreiros Deuzimar Menezes

 

Politicamente a qualidade do político que se tem no Brasil é exato a qualidade de seu eleitorado. Analisemos, portanto, o político pelo o seu eleitorado. Quantitativamente, quais políticos realmente bons se tem? E, mal político, o que se tem?!

 

Que político obrigou seu eleitor a nele votar como faziam os antigos “coronéis” pelo interior do Brasil? Os milicianos, o tráfico obriga, no lugar dos “coronéis”, o eleitor votar em seu político?

 

Cláudio Castro [PL] – Rio de Janeiro mata centenas de “soldados” do tráfico do CV no Rio de Janeiro porque seu eleitorado quer que ele mate, prestando bom serviço ao PCC e ao comando das milícias, abrindo-lhes caminho/espaço para atuarem sem uma concorrência forte do CV para se opor. Tarcísio de Freitas [Republicanos] – São Paulo; Romeu Zema [Novo] – Minas Gerais; Ronaldo Caiado [União Brasil] – Goiás; Ratinho Jr [PSD] – Paraná; Jorginho Mello [PL] Santa Catarina; Eduardo Leite [PSDB] – Rio Grande do Sul; Ibaneis Rocha [MDB] – Distrito Federal; Wanderlei Barbosa [Republicanos] – Tocantins; Mauro Mendes [União Brasil] – Mato Grosso; Eduardo Riedel [PP] – Mato Grosso do Sul; Antonio Denarium [PP] – Roraima; Gladson Cameli [PP] – Acre, ... bolsonaristas, extremistas na direita, fascinazistas pró-eeuu, cada um governa matando... como quer seu eleitorado.

 

O problema de se ter político ruim, que mata, ou bom reside no eleitorado que se tem. Julguemos e corregemos o eleitor, e não o político, isoladamente.

 

A análise que faço...

Em meu Texto-Aula...

 

O POLÍTICO É O ESPELHO DO SEU ELETORADO: UMA ANÁLISE DIALÉTICA DA REPRESENTAÇÃO POLÍTICA NO BRASIL

 

A TESE CENTRAL: O CÍRCULO DIALÉTICO DO VOTO

VOCÊ TEM EXATAMENTE OS POLÍTICOS QUE MERECE - não como castigo moral, mas como consequência dialética de escolhas coletivas.

 

A EQUAÇÃO POLÍTICA BRASILEIRA

Se retroalimentando...

ELEITORADO → VOTO → POLÍTICO → AÇÕES → CONSEQUÊNCIAS → ELEITORADO →

 

O ciclo se retroalimenta: Um eleitorado desinformado, obscuro, ignorante elege políticos ruins, que pioram a educação, gerando novo eleitorado desinformado, obscuro, ignorante...

 

ANÁLISE QUANTITATIVA: A PROPORÇÃO DA QUALIDADE

POLÍTICOS REALMENTE BONS:

1.     Estimativa realista: Menos de 15% do Congresso Nacional;

2.     Características: Compromisso com o interesse público, transparência, coerência programática;

3.     Exemplos pontuais: Alguns parlamentares de esquerda democrática, alguns do campo reformista.

 

POLÍTICOS RUINS [MAIORIA]:

1.     Estimativa: Cerca de 70-80% do Congresso;

2.     Características: Fisiologismo, corrupção, oportunismo, autoritarismo;

3.     Tipologias:

a.     Os corruptos tradicionais [30%]

b.     Os autoritários – extrema-direita, fascinazistas [25%]

c.     Os fisiológicos [20%]

d.     Os incompetentes [15%]

 

A FALÁCIA DA COAÇÃO ELEITORAL

NEM CORONELISMO, NEM MILÍCIA EXPLICAM A MAIORIA:

OS DADOS EVIDENCIAM:

1.     Comparecimento eleitoral: 80%+ nas eleições;

2.     Votos nulos/brancos: Menos de 10%;

3.     Conclusão: A MAIORIA VOTA CONSCIENTEMENTE nos piores políticos.

 

EXEMPLOS CONCRETOS:

1.     Claudio Castro [RJ]: 2,5 milhões de votos [2022]

2.     Tarcísio [SP]: 10 milhões de votos;

3.     Zema [MG]: 5,8 milhões de votos.

 

PERGUNTA DIALÉTICA:

Como explicar MILHÕES votando em políticos que:

1.     Matam pobres sob aplausos;

2.     Destroem o meio ambiente;

3.     Atacam direitos sociais.

 

A PSICOLOGIA DO ELEITORADO AUTORITÁRIO

O ELEITOR QUE APLAUDE A MORTE:

1.     Medo como motor político;

2.     Desejo de vingança contra "bandidos";

3.     Fetichização da "ordem" a qualquer custo;

4.     Desumanização do "outro" [pobres, negros, favelados...]

 

O CASO RIO DE JANEIRO:

RAZÃO CÍRCULA:

POLÍTICO MATA → ELEITOR APLAUDE → POLÍTICO MATA MAIS → ELEITOR APLAUDE MAIS →

 

A DIALÉTICA DA CULPA COLETIVA

TESES CONTRADITÓRIAS:

TESE 1 [INDIVIDUALISTA]:

"Cada político é responsável por seus atos"

 

TESE 2 [COLETIVISTA]:

"A sociedade elege quem a representa"

 

SÍNTESE DIALÉTICA:

O político é AO MESMO TEMPO:

1.     Agente de suas ações;

2.     Produto do seu eleitorado;

3.     Reprodutor da lógica social.

 

O PROBLEMA DO JULGAMENTO SELETIVO

POR QUE SÓ JULGAMOS OS POLÍTICOS?

1.     Mais fácil criticar o político que o vizinho;

2.     Menos conflituoso apontar para Brasília que para a família;

3.     Mais cômodo culpar "os de cima" que nossos próprios preconceitos que sustentam, na base da pirâmide, “os de cima”.

 

PROPOSTA DIALÉTICA: CORRIGIR O ELEITORADO

1. EDUCAÇÃO POLÍTICA RADICAL:

       i.          Não apenas "como votar", mas POR QUE VOTAR em determinadas propostas;

     ii.          Desconstrução dos mitos autoritários;

    iii.          Conscientização sobre consequências reais do voto.

 

2. AUTOANÁLISE COLETIVA:

PERGUNTAS DIALÉTICAS PARA O ELEITOR:

1. MEU VOTO REPRODUZ QUE VALORES?

2. QUE SOCIEDADE ESTOU CONSTRUINDO?

2. ESSA SOCIEDADE QUE ESTOU CONSTRUINDO É SÓ PARA O OUTRO? E NÃO PARA MIM?

3. MEUS PRECONCEITOS INFLUENCIAM MEU VOTO?

 

3. RESPONSABILIZAÇÃO COLETIVA:

       i.          Reconhecer: NÓS SOMOS O CONGRESSO;

     ii.          Assumir: NOSSOS VOTOS TÊM CONSEQUÊNCIAS REAIS;

    iii.          Compreender: POLÍTICA NÃO É ESPETÁCULO, É VIDA.

 

O GRANDE DESAFIO DIALÉTICO

TRANSFORMAR:

1.     Do eleitor-passivo para o cidadão-ativo;

2.     Do voto-reativo para o voto-consciente;

3.     Da crítica-externa para a autocrítica-interna.

 

CONCLUINDO: A URGÊNCIA DA AUTOCRÍTICA COLETIVA

Enquanto continuarmos:

1.     Terceirizando a culpa;

2.     Externalizando a responsabilidade;

3.     Mitoligizando a política.

 

SEMPRE TEREMOS OS MESMOS POLÍTICOS

A solução não está em ESPERAR por políticos melhores, mas em CONSTRUIR um eleitorado melhor.

 

PERGUNTA FINAL:

Que eleitor você tem sido?

Que eleitor você quer ser?

Que Brasil seus votos estão construindo?

 

A RESPOSTA DIALÉTICA:

Só teremos políticos à altura do povo brasileiro quando tivermos um povo à altura dos desafios históricos que enfrentamos.

 

A mudança começa não nas urnas, mas NA CONSCIÊNCIA DE CADA ELEITOR.

 

 

Texto-Aula

‘Ortografado’ em 30 de outubro de 2025

 

Por Professor[*] Negreiros Deuzimar MenezesConsultor Transdisciplinar em Educação, Meio Ambiente e Política

_∞

As Fontes que Influenciam na Fundamentação de minhas Abordagens Transdisciplinares e Conclusivas são originadas de interpretações e entendimentos sobre OBSERVAÇÕES DIRETAS E EXPERIÊNCIAS PESSOAIS [Empirismo racional] de causa-raiz]... – Seleção, elaboração, adaptação, produção, organização e conclusão dos conhecimentos obtidos e apreendidos nas escutas ativas, consultas, pesquisas de campo e bibliográficas...; docs.-noticiários televisuais; web... Leituras Totais [de mundo] e estudos em fontes diversas feitas por mim, Prof. Negreiros, Deuzimar Menezes, em meu acervo-biblioteca, que fundamentam minhas conclusões, e a escrevê-las no dia de hoje, aos 68a, 9m, 15d.

 

_∞ Professor[*] Negreiros Deuzimar Menezes – Consultor Educacional, Ambiental e Político Transdisciplinar; Pós-Graduado em Docência da Educação Superior; Gestão e Educação Ambiental; Gestão em Auditoria e Pericia Ambiental; Gestão de Sistema Prisional. Especialista em Direito e Legislação Educacional. Graduado em Pedagogia e Filosofia; Radio-jornalismo –DRT nº 0772/91-MA. Diretor-Presidente e Fundador em 1997, da Fundação Brasil de Fomento a Educação Ambiental e Humanística. Anônimo. Nômade. Empirista. Panteísta. Ambientalista praticante da Teologia Ecológica Regenerativa. Ativista Ambiental Independente; Livre Educador Filo-eco-poli-social Transdisciplinar. Um Sobrevivente!!

_∞ Livre Pensador-Subversivo-Radical conforme conceito de Paulo Freire. Não-Materialista. Sem-emprego. Sem-aposentadoria. Sem-renda!! [Con]vivenciando a fase d’o etarismo [idadismo/ageísmo]... fato dentro e fora das instituições de ensino no Brasil. E que aqui se encontra, um sobrevivente em auto-exílio, num canto, na floresta da RPPN, sua propriedade desde 1980, em um lugar qualquer deste vasto planeta que se encontra sendo assassinado por [pró]acumulador-capitalista Antiflorestas; AntiSagrada Nossa Mãe Natureza.

 

    Yo Soy Professor[*] Negreiros Deuzimar MenezesConsultor Transdisciplinar em Educação, Meio Ambiente e Política

    prof.negreiros@gmail.com // institutouniversidadepanameria@gmail.com //

    Muy Gracias por leernos

_∞

 

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[*] “Professor não “dá aula/s”. Portanto, Professor não é quem “dá aula/s”, quem ministra aulas. Morfológica e Etimologicamente, Professor [de Professo.... Professar...] é quem Professa; Profetiza; Profere..., e Proclama Conhecimento, Saber/dor/ia!! Significa Historiador-Profeta porque uma profecia que profere e se realiza transforma-se em História!!” – Professor* Negreiros/Deuzimar Menezes Negreiros – Consultor Transdisciplinar em Educação, Meio Ambiente e Política...

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segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Êis minha trilogia... o paradoxo Israel x EEUU

 O obscuro e injustificável paradoxo Israel x "EUA"

ÊIS MINHA TRILOGIA!!

Por Professor Negreiros, Deuzimar Menezes

 

1/Curta e impactante publicação

 

O paradoxo de quem faz “guerra pela paz”


Provocam guerra pela paz.

Fazem guerra pela democracia.

Mantém guerra de combate ao terrorismo.

E nela matam pela liberdade.

E, ao final, chamam isso de paz.


Matar e destruir em nome da salvação — o mesmo argumento que sustenta todos os causadores de todas as guerras travestidas de justiça.


#HipocrisiaDeGuerra #PazArmada #IsraelEEUA #CríticaHumanista

 

 

2/Análise crítica e contextualização histórica — texto opinativo

 

A história recente da humanidade, especialmente a partir do século XX, revela um padrão recorrente e profundamente [cínico] contraditório: EEUU e Israel, potências que mais falam em paz, democracia e liberdade são [frequentemente] as que mais produzem guerra, mortes, destruição e sofrimento.


O caso da aliança entre Israel e Estados Unidos é exemplar. Sob o [falso] discurso da defesa da democracia e do combate ao terrorismo, ambos os países justificam invasões, bloqueios econômicos e campanhas militares devastadoras — do Iraque à Faixa de Gaza — sempre apresentadas como “operações pela paz”.


Trata-se de um paradoxo moral, ético e político:

– Provocam a guerra pela “paz”.

– Fazem a guerra pela “democracia”.

– Mantém a guerra pelo combate ao “terrorismo”.

– Matam e destroem pela “Liberdade”.


E. No final, negociam entre si o “cessar-fogo” e são celebrados como heróis construtores da “paz” — a mesma “paz” que eles próprios tornam impossível.


Essa retórica funciona porque há um monopólio narrativo: quem domina os meios de comunicação [as potências…], define o que [lhe] é “terrorismo” e o que [lhe] é “defesa”. O que [lhe] é “paz”!! Assim, a violência institucional é legitimada e os mortos “inimigos” tornam-se estatísticas sem rosto.


A paz verdadeira, porém, não nasce da dominação nem da vitória militar. Ela exige justiça, empatia e reconhecimento mútuo da humanidade — valores ausentes quando a geopolítica substitui a ética e quando a lógica da guerra se disfarça de moral universal.

 

3/Poema político / reflexão filosófica — “Em nome da paz”

 

Provocam guerra — pela “paz”.

Matam — pela “Liberdade”.

Bombardeiam — pela “democracia".


E ao ver o sangue, dizem:

“é o preço da civilização.”


Cidades viram cinzas.

Crianças e mulheres, poeira.

E o silêncio das vítimas —

chamado de “acordo de paz”.


Mas que paz é essa

que nasce do fogo,

que respira pólvora,

e dorme sob escombros?


Os heróis [genocidas] são coroados.

Os mortos [“inimigos”], esquecidos.

E o mundo [obscuro] aplaude o espetáculo

da paz encenada.


Enquanto isso,

a justiça — sem voz —

chora no deserto da História.

 

 

‘Ortografado’ em 11, 12, 13 de outubro de 2025

 

Por Professor[*] Negreiros Deuzimar MenezesConsultor Transdisciplinar em Educação, Meio Ambiente e Política

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As Fontes que Influenciam na Fundamentação de minhas Abordagens Transdisciplinares e Conclusivas são originadas de interpretações e entendimentos sobre OBSERVAÇÕES DIRETAS E EXPERIÊNCIAS PESSOAIS [Empirismo racional] de causa-raiz]... – Seleção, elaboração, adaptação, produção, organização e conclusão dos conhecimentos obtidos e apreendidos nas escutas ativas, consultas, pesquisas de campo e bibliográficas...; docs.-noticiários televisuais; web... Leituras Totais [de mundo] e estudos em fontes diversas feitas por mim, Prof. Negreiros, Deuzimar Menezes, em meu acervo-biblioteca, que fundamentam minhas conclusões, e a escrevê-las no dia de hoje, aos 68a, 10m, 11d.

 

_∞ Professor[*] Negreiros Deuzimar Menezes – Consultor Educacional, Ambiental e Político Transdisciplinar; Pós-Graduado em Docência da Educação Superior; Gestão e Educação Ambiental; Gestão em Auditoria e Pericia Ambiental; Gestão de Sistema Prisional. Especialista em Direito e Legislação Educacional. Graduado em Pedagogia e Filosofia; Radio-jornalismo –DRT nº 0772/91-MA. Diretor-Presidente e Fundador em 1997, da Fundação Brasil de Fomento a Educação Ambiental e Humanística. Anônimo. Nômade. Empirista. Panteísta. Ambientalista praticante da Teologia Ecológica Regenerativa. Ativista Ambiental Independente; Livre Educador Filo-eco-poli-social Transdisciplinar. Um Sobrevivente!!

_∞ Livre Pensador-Subversivo-Radical conforme conceito de Paulo Freire. Não-Materialista. Sem-emprego. Sem-aposentadoria. Sem-renda!! [Con]vivenciando a fase d’o etarismo [idadismo/ageísmo]... fato dentro e fora das instituições de ensino no Brasil. E que aqui se encontra, um sobrevivente em auto-exílio, num canto, na floresta da RPPN, sua propriedade desde 1980, em um lugar qualquer deste vasto planeta que se encontra sendo assassinado por [pró]acumulador-capitalista Antiflorestas; AntiSagrada Nossa Mãe Natureza.

 

    Yo Soy Professor[*] Negreiros Deuzimar MenezesConsultor Transdisciplinar em Educação, Meio Ambiente e Política

    prof.negreiros@gmail.com // institutouniversidadepanameria@gmail.com // 55 99 98154 0899 –WhatsApp // 55 99 93300 4515 –gov/correios

    Muy Gracias por leernos

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[*] “Professor não “dá aula/s”. Portanto, Professor não é quem “dá aula/s”, quem ministra aulas. Morfológica e Etimologicamente, Professor [de Professo.... Professar...] é quem Professa; Profetiza; Profere..., e Proclama Conhecimento, Saber/dor/ia!! Significa Historiador-Profeta porque uma profecia que profere e se realiza transforma-se em História!!” – Professor* Negreiros/Deuzimar Menezes Negreiros – Consultor Transdisciplinar em Educação, Meio Ambiente e Política...

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sábado, 11 de outubro de 2025

CRIMES NA LEGALIDADE

 CRIMES NA LEGALIDADE DA IMPUNIDADE PARLAMENTAR!!

Por Professor Negreiros, Deuzimar Menezes

 

Aqui vos expresso minha indignação diante de deputados e senadores de direita e extrema-direita, fascinazistas, assumidos bolsonaro/istas, que são levados pelos seus eleitores ao congresso nacional brasileiro. E que, acima de tudo e de todos, sem qualquer pudor, não cansam de trabalharem contra a constituição brasileira, a democracia e às liberdades; contra o próprio povo dizendo ser contra o Governo-LULA, o PT, à esquerda!! De cara limpa, sem vergonha na cara, sem ética, imoralmente cometem crimes diuturnamente, livres e sem punições, contra a constituição que juraram cumpri-la e defende-la; contra a democracia, às liberdades, o povo... Fazem tudo isso dizendo ser contra o Governo-LULA, o PT, a esquerda!! Registra tudo em vídeos filmando a si no ato do cometimento dos crimes, com isso confessam, e não querem ir presos!! Isso é o congresso majoritário!!

 

E o povo passivo, ignorando..., sem reagir..., instado a ser cumplice na omissão...

 

Entendo perfeitamente a causa de minha indignação e profunda frustração com a atual cena política brasileira. Isso se deve aos meus mais de ‘cincoenta’ anos de militância política. Parte partidária, e maior parte não-partidária. Sei que meu desabafo toca em questões centrais sobre a natureza da democracia, os limites da representação e a sensação de impunidade a partir d’o que legisla deputados e senadores. Na intenção de vos apresentar melhor compreensão, vamos analisar academicamente esse cenário que tão bem [a mim] descrevo...

 

I. Análise do Cenário: A Exploração Estratégica das Brechas Democráticas

 

O fenômeno que observo não é aleatório, mas sim uma estratégia política calculada racionalmente que opera dentro de brechas do sistema democrático brasileiro. Os indivíduos-atores que menciono, intelectualmente compreendem perfeitamente as regras do jogo democrático e as exploram, usando e abusando, para fins que, paradoxalmente, é para minar e adoecer a própria democracia, levando-a à morte!!

 

1.  A Espetacularização da Política e a Pós-Verdade:

A encenação constante, filmada e amplificada nas redes sociais, transforma a atividade parlamentar em um teatro necropolítico. O objetivo não é legislar para o povo ou debater ideias para o país, mas produzir conteúdo que mobilize a base eleitoral religiosamente manipulada no obscurantismo, analfabeta política, através de falsos escândalos, do uno conflito e da afirmação identitária. Em um ambiente de pós-verdade, o fato de um ato ser criminoso, imoral e/ou antiético é irrelevante; o que importa é que ele seja eficaz em gerar engajamento e solidificar a imagem de "combatente" do sistema... para substituí-lo por outro sistema que lhe seja benéfico!!

 

2.  O Abuso da Imunidade Parlamentar:

A imunidade formal [para opiniões, palavras e votos] e a prisão especial são institutos jurídicos que, em tese, visam proteger o mandato e a independência do Parlamento. No entanto, eles são percebidos – e utilizados – como um escudo para a impunidade de entes parlamentares criminosos. Essa percepção é alimentada quando figuras públicas agem com a certeza de que não sofrerão as consequências legais plenas de seus atos, criando um sentimento generalizado de injustiça e de que existem "duas leis": uma para [anistiar] a elite política de crimes que pratique, e outra, para o povo/ão!!

 

3.  A Polarização como Tática de Poder: A retórica constante de ser "contra o Governo Lula, o PT, a esquerda" não é apenas uma expressão de desacordo. É uma ferramenta intencional para a mobilização ao ante LULA, ante PT, ante Esquerda. Ao criar um "inimigo" interno poderoso e acusado de ser maligno, corrupto, do ‘sistema’, esses grupos consolidam seu eleitorado “de estimação”, justificam as ações extremas contra o "inimigo" e desviam a atenção de questões substantivas relevantes como a reforma tributária, a política ambiental ou os investimentos em saúde, educação, habitação, infraestrutura. O conflito permanente torna-se mais valioso politicamente do que a construção de consensos...

 

II. A "Passividade" Popular: Uma Análise Mais Ampla

A observação que a faço sobre o "povo passivo" é crucial, assim como sei que o termo "passivo" pode ocultar realidades mais complexas. p. ex.:

a.   Esgotamento e Desencanto:

Após anos de crise política, econômica e sanitária criada/fabricada politicamente, uma parcela significativa da população pode estar sofrendo de uma fadiga [psíquica-emocional] democrática. Com a sucessão interminável de “escândalos” fabricados, essa população passa a ter a falsa percepção de que todos os políticos são iguais, e os levam ao cinismo eleitoral e ao afastamento da vida pública, que podem ser interpretados erroneamente como passividade.

 

b.   A Armadilha da Normalização:

Atos que antes seriam chocantes tornam-se, com a repetição diária, parte do "novo normal". Essa normalização da banalização do absurdo é um mecanismo de defesa psicológica e um sintoma do aprofundamento da crise política que o político contra o Brasil não cansa de fabricar. As pessoas se acostumam ao discurso de ódio e às quebras de decoro, o que, por sua vez, os fortalecem.

 

c.    A Fragilidade das Instituições de Controle: A passividade não é apenas social, mas também institucional. Quando o Ministério Público, a Polícia Federal e o Poder Judiciário são percebidos como lentos, ineficazes ou politicamente influenciados, a sensação de que "tudo é permitido" se alastra. A inação dessas instituições é interpretada como conivência. Daí, PERMISSIVA!!

 

III. Perspectivas Propositivas: Para Além da Denúncia

Embora o cenário que há seja desolador, a análise crítica deve apontar [mesmo que utopicamente] para caminhos de superação.

 

1.  Fortalecimento da Sociedade Civil Organizada:

A reação não pode vir apenas de forma espontânea e esporádica. É preciso fortalecer [ou autofortalecer-se] ONGs, coletivos, institutos de pesquisa e a imprensa independente que fazem o contraponto factual, processam informações e acionam as instituições de controle. O monitoramento do legislativo por organizações como o Transparência Brasil e o Congresso em Foco, dentre muitos outros, é um exemplo de resistência ativa.

 

2.  Reforma Política e Revogação de Privilégios:

A luta por uma reforma política profunda, que amplie a representatividade e acabe com privilégios arcaicos [como prisão especial...], é fundamental. Mas só acontece se passar pela mobilização consciente da população. A pressão popular organizada é o único caminho para forçar o congresso a legislar contra seus próprios interesses imediatos.

 

3.  Educação Midiática e Cívica como Antídoto:

A longo prazo, o antídoto mais poderoso contra a desinformação e a política-espetáculo, a política do ódio, é o investimento massivo em educação livre/libertadora. Uma população com pensamento crítico aguçado, capaz de discernir entre informação e manipulação, é a base de uma democracia resiliente. Projetos de educação midiática e cívica nas escolas são um investimento estratégico nos dias atuais no futuro do país.

 

Por fim

O que descrevo é a face de uma crise de legitimidade como conseqüência de eleitores sem qualquer responsabilidade no ato do voto. O Congresso, em tese a casa do povo, é percebido como uma arena de interesses privados e performances corruptas. Antiéticas. Imoral!! A "passividade" que identifico é, na verdade, um sintoma de um mal mais profundo: a erosão da fé na crença nas instituições e no projeto democrático. Isso, como consequência de décadas da eleição repetida de políticos defensores de uma elite branca capitalista, colonialista pró-eeuu... posicionada entre a direita e extrema-direita, fascinazista!!

A saída não é simples, é dolorosa... passa necessariamente pela organização social, pelo fortalecimento de instituições de controle independentes e por um projeto de nação que restaure o sentido da política como serviço público de Direito, e não como palco para a barbárie e a impunidade. Minha voz, crítica e indignada, é parte essencial desse processo de resistência que pratico há mais de ‘cincoenta’ anos de militância...

 

‘Ortografado’ entre os dias 5 e 11 de outubro de 2025

 

Por Professor[*] Negreiros Deuzimar MenezesConsultor Transdisciplinar em Educação, Meio Ambiente e Política