domingo, 21 de dezembro de 2025

PEGA LADRÃO!!

 PEGA LADRÃO!! GRITA O LADRÃO!!

Coisas..., como são!!

Por Professor Negreiros, Deuzimar Menezes

 

 

À Guisa de Antelóquio

Me alembro de quando criança, lá nos anos 60, na cidade de Dom Pedro, no Maranhão, ter presenciado algumas vezes individuo passar correndo na rua gritando, apontando para frente – “pega ladrão”!! “Pega ladrão”!! ... E logo mais atrás surgir várias pessoas também correndo e gritando – “pega o ladrão”!! “Pega o ladrão”!! ... O ladrão, o indivíduo que passou antes, na frente, gritando – “pega ladrão”!! “Pega ladrão”!! ... Ele, o próprio ladrão!!

 

A partir de 68, já morando na cidade de Imperatriz/MA, também vi isso se repetindo... Creio que nas cidades brasileiras, isso tenha muito se repetido, e talvez ainda se repita!! E por agora, a repetição acontece diuturnamente dentro do Congresso Nacional, de modo “evoluído”, sofisticado. Para mim, as ruas foram levadas para dentro do Congresso Nacional brasileiro, pelo eleitor brasileiro. Conclusão óbvia...!!

 

 

Como são as coisas...!!

 

PEGA LADRÃO!! GRITA O LADRÃO!!: DO ASTUTO DOS BECOS AO ESTRATÉGICO DO CONGRESSO

Minha memória de infância, tão vívida e aparentemente ingénua, é na verdade uma chave mestra para decifrar a política nacional contemporânea. Aquele ladrão astuto das ruas de Dom Pedro, nos anos 60, de Imperatriz, e de ruas de cidades outras..., não foi um marginal qualquer — foi um proto-político, um estrategista primitivo que descobriu uma das mais perversas e eficazes técnicas de manipulação de massas.

 

E como bem aponteis, esse artifício rasteiro foi, de fato, "levado para dentro do Congresso Nacional". Só que lá, longe dos becos, ele foi sofisticado, institucionalizado e transformado em sistema de governo.

 

Vamos desmontar essa estratégia, da rua ao plenário do congresso.

 

I/A MECÂNICA DO GOLPE: UMA ANÁLISE ESTRATÉGICA

O ladrão das ruas de Dom Pedro, de Imperatriz... operava um algoritmo de inversão perversa:

ALGORITMO DO LADRÃO-ASTUTO:

1. COMETER o crime [furtar, roubar] e transferir seu ato, ao outro/adversário...

2. CRIAR a narrativa inversa ["Sou vítima! Ameaçam-me!"] – Quem? O outro...

3. MOBILIZAR a multidão contra a vítima real – O outro...

4. ESCAPAR no tumulto, transformado em "perseguido".

 

Esta lógica elementar contém todos os elementos da estratégia política atual:

    i.            O crime: Corrupção, desvio, desmonte institucional.

   ii.            A inversão: "Sou perseguido político!", "É lawfare!".

 iii.            A mobilização: "O STF é ditador!", "O TSE fraudou a eleição!".

 iv.            A fuga: "Sou vítima do sistema", enquanto perpetua os seus crimes.

 

Creio que não é necessário aqui nominar quem isso faz.

 

O que nas ruas era golpe de esperteza/astúcia, no Congresso virou metodologia de poder do ladrão “político”!!

 

 

II/A EVOLUÇÃO DA ESTRATÉGIA: DA RUA AO PLENÁRIO

Fase 1: A Prática de Rua [Anos 60/70/...]

    i.            Cenário: Ruas de Dom Pedro, de Imperatriz...

   ii.            Protagonista: Ladrão individual.

 iii.            Tática: Gritaria, confusão momentânea.

 iv.            Objetivo: Fuga imediata.

   v.            Resultado: Prejuízo pontual.

 

Fase 2: A Política de Massa [Século XXI]

    i.            Cenário: Congresso Nacional, mídia, redes sociais.

   ii.            Protagonista: Ladrões “políticos” institucionais.

 iii.            Tática: Narrativa permanente, lawfare reverso.

 iv.            ObjetivoDominação sistêmica.

   v.            ResultadoDestruição da democracia.

 

A evolução foi brutal:

    i.            De furtar carteiras → para furtar o Orçamento da União.

   ii.            De enganar transeuntes → para enganar 200 milhões...

 iii.            De correr das autoridades → para cooptar as autoridades.

 

 

III/OS "LADRÕES" CONTEMPORÂNEOS: UMA TIPOLOGIA CONGRESSIONAL

No Congresso atual, identifiquei quatro espécies de "ladrões que gritam 'pega ladrão":

1. O LADRÃO FISCAL

    i.            O que rouba: Orçamento público via emendas de relator.

   ii.            Como grita: "Combate à corrupção!", "Transparência!".

 iii.            Exemplo: Autor do orçamento secreto que acusa opositores de "gastadores/ladrões”.

 

2. O LADRÃO CONSTITUCIONAL

    i.            O que rouba: A integridade da Constituição.

   ii.            Como grita: "Defesa da democracia!", "Pelo povo!".

 iii.            Exemplo: Quem propõe leis inconstitucionais acusando o STF de "ativismo"...

 

3. O LADRÃO DA MEMÓRIA

    i.            O que rouba: A verdade histórica.

   ii.            Como grita: "Revisão histórica!", "Verdade!", “Democracia”, “Liberdade”...

 iii.            Exemplo: Negacionistas da ditadura que acusam historiadores de "mentirosos".

 

4. O LADRÃO DA SOBERANIA

    i.            O que rouba: Recursos naturais do país.

   ii.            Como grita: "Desenvolvimento!", "Progresso!".

 iii.            Exemplo: Desmatadores que acusam ambientalistas de "atraso".

 

Todos operam a mesma inversão: o criminoso se apresenta como vítima, o corrupto como perseguido, o golpista como democrata, libertador perseguido. Creio não ser preciso aqui nominar quem isso faz.

 

 

IV/A MULTIDÃO ENGANADA: DE DOM PEDRO AO BRASIL

A segunda parte do fenômeno é tão crucial quanto a primeira: a multidão que corre atrás gritando com o ladrão: – “pega o ladrão”!! “Pega o ladrão”!! ...

 

Na minha infância eram vizinhos, conhecidos e não-conhecidos, bem-intencionados, que caíam no ardil. Hoje, é parte expressiva/majoritária do eleitorado brasileiro. Como isso acontece?

 

A Engrenagem da Manipulação do ladrão sofisticado:

1.      Criação do Inimigo Comum: "O PT roubou tudo!!", "O STF é ditatorial!!", “A esquerda acaba com o país!!”, “O Comunismo vai tomar tudo que é seu”!! ... e por aí vai...

2.      Simplificação Maniqueísta: "Nós [os bons] vs. Eles [os maus]".

3.      Repetição Exaustiva: Mídia, redes sociais, panfletos...

4.      Mobilização Emocional: Medo, ódio, sensação de perseguição... Insegurança. Violencia...

5.      Ação Coletiva: "Vamos às ruas!", "Temos que reagir!". “Vamos acabar com eles...”. “Vamos metralhar a esquerdalha/PT”

 

Resultado: O eleitor que vota no ladrão pensando que ele está perseguindo ladrões.

 

 

V/A CONCLUSÃO "ÓBVIA" QUE NÃO É ÓBVIA

Os dizeis: "Conclusão óbvia...!!" Mas permitam-me corrigir: nada é óbvio para quem foi, é, será enganado. É óbvio para mim!!

 

O que é óbvio para nós, que analisamos o fenômeno, é invisível para quem está dentro da engrenagem. A "obviedade" só aparece quando:

1.      Observamos de fora [como nós, na infância]

2.      Temos ferramentas críticas para decifrar a inversão.

3.      Nos recusamos a correr com a multidão.

 

A verdadeira conclusão — a não óbvia para quem foi, é, será enganado — é esta:

A democracia brasileira está sendo assaltada por ladrões “políticos” que gritam "pega ladrão!!" — E mais da metade do país está correndo com deles, ajudando no assalto, convencida de que está defendendo a “sua” propriedade.

 

 

VI/COMO DESMONTAR O JOGO? PROPOSTAS DE DEFESA CÍVICA

Como não sermos a multidão enganada de Dom Pedro, Imperatriz... em escala nacional?

 

Proposta 1: Educação do Olhar Crítico

    i.            Ensinar desde a infância: quem grita mais alto "pega ladrão" pode ser, invariavelmente, o próprio ladrão.

   ii.            Treinar para identificar inversões narrativas. Falácias...

 iii.            Desenvolver desconfiança saudável de simplificações maniqueístas.

 

Proposta 2: Mapeamento das Inversões

Criar um "Observatório do Grita-Ladrão" que:

1.      Documente casos de acusadores que são os verdadeiros criminosos.

2.      Exponha as contradições entre discurso e prática.

3.      Mostre padrões de comportamento dos "ladrões institucionais".

 

Proposta 3: Responsabilização por Inversão Narrativa

    i.            Criar figura jurídica de "falsidade narrativa para encobrir crime".

   ii.            Penalizar políticos que usam acusações falsas para desviar atenção de seus próprios crimes.

 iii.            Exigir apresentar provas reais antes de acusações em debate público.

 

Proposta 4: Reconstrução da Linguagem Pública

    i.            Recuperar o significado real das palavras: "democracia", "liberdade", "justiça", ...

   ii.            Desmascarar usos perversos de conceitos nobres.

 iii.            Criar glossário público com definições precisas.

 

 

VII/CONCLUSÃO: O TESTEMUNHO DA INFÂNCIA COMO PROFECIA

Prezado/a leitor/a,

Minha memória infantil não é apenas uma recordação pitoresca — é uma profecia cumprida. Aquele ladrão astuto de Dom Pedro, Imperatriz... e cidades outras... foi o avô “político” dos atuais saqueadores “políticos” do Erário brasileiro.

 

A diferença é que, enquanto aquele fugia das autoridades, estes fogem com as autoridades. Enquanto aquele roubava bolsas, estes roubam o país. Nos roubam sem pudor!!

 

A multidão que corria atrás dele nas ruas de Dom Pedro, Imperatriz... hoje vota nele para o representar no Congresso. Acham que com ele estão perseguindo um bandido, mas estão elegendo ele, geralmente o chefe do bando.

 

A pergunta que nosso relato vos deixa é terrível: Quando o ladrão não apenas grita "pega ladrão", mas também veste a farda de policial, da justiça, usa o microfone do parlamento e tem o povo aplaudindo — como desmascarar o golpe?

 

A resposta, creio, está no método que sempre defendi: observação atenta, pensamento crítico e coragem para dizer a verdade, mesmo contra a multidão.

 

Somos o nosso cérebro. Meu cérebro é o que ele registra/escreve. Somos um cérebro em ato de registro/escrita. Pensar, nos dias atuais, é um gesto consciente-heróico-político. E dizer a verdade, um ato corajoso e heróico-subversivo. Enquanto que defender a vida, um compromisso corajoso, heróica-radical. Eis, então, o que a ti escreve, corajoso e heroicamente, o meu cérebro:

 

Aquele ladrão das ruas de Dom Pedro, de Imperatriz, que cheguei a presencia sua astucia, só foi bem-sucedido porque as pessoas correram sem olhar. Nossa tarefa, hoje e sempre, é parar, olhar e perguntar: "Quem é esse que grita "pega ladrão"? O que ele realmente fez? Por que quer que eu corra com ele...?"

 

A democracia não se perde com um grande golpe. Perde-se com milhões de pequenas corridas atrás de ladrões disfarçados de justiceiros.

 

Não corramos. Pensemos.

 

 

Análise ‘ortografada’ nos dias dos meses de outubro a 19 de dezembro de 2025

_∞ Por Professor[*] Negreiros Deuzimar MenezesConsultor-Analista Transdisciplinar em Educação, Meio Ambiente e Política

Fontes Consultadas e Observáveis [Conforme Minha Metodologia]:

1.     Fonte Primária Universal: A Experiência Humana Direta.

2.     Acervo-Biblioteca do Professor Negreiros: Leituras Totais de Mundo [florestas, rios, roças, cidades, pessoas/personas...].

3.     Fontes Ancestrais: Saberes tradicionais de indígenas, quilombolas, ribeirinhos, camponeses, sertanejos, cidadinos, mestres da cultura popular...

4.     Fontes Acadêmicas Transdisciplinares: Filosofia, Sociologia do Conhecimento, Psicologia comportamental, Antropologia, Ecologia Profunda Regenerativa...

5.     Documentário Contínuo: A observação e experiência da vida, até agora, ao longo de 69 anos e 19 dias...

Em um mundo intoxicado por informações vazias, falsas... meu pensamento é para vos nos lembre que conhecimento verdadeiro, como afirmo..., "nasce da relação sensível, ética e amorosa com o mundo" — não dos relatórios do Pentágono ou do FMI, e não das versões oficiais ou midiáticas, na maioria das vezes manipuladas por interesses econômicos e políticos.

Essa abordagem transdisciplinar, que valoriza as fontes ancestrais, a experiência direta e o empirismo racional, é fundamental para desconstruir discursos hegemônicos e abrir espaço para múltiplas perspectivas, especialmente aquelas marginalizadas ou silenciadas pelo poder global.

Atenção: Reconhecer que todo conhecimento situado é parcial — inclusive o ocidental —, e deve ser complementado por saberes ancestrais, populares e transdisciplinares.

Proposta Corretiva e Transformadora

Diante desse cenário, proponho mudanças epistemológica e ética, baseada em:

          i.            Reconhecimento da parcialidade do conhecimento ocidental: Todo conhecimento é situado e parcial, e deve ser complementado por saberes ancestrais, populares e transdisciplinares.

         ii.            Empirismo racional e experiência direta: Valorizar a observação e a vivência como fontes legítimas de conhecimento, para além das versões oficiais.

        iii.            Ética e amorosidade na relação com o mundo: Construir um conhecimento que respeite a dignidade humana, a diversidade cultural e a integridade e soberania natural ambiental.

       iv.            Resistência ao etarismo e exclusão social: Me posiciono como um sobrevivente do "etarismo" [discriminação pela idade], simbolizando a luta contra todas as formas de exclusão e marginalização.

É uma gratidão e honra poder testemunhar e registrar esta análise a vós.

_∞ As Fontes que Influenciam na Fundamentação de minhas Abordagens Transdisciplinares e Conclusivas são originadas de percepções, interpretações e entendimentos sobre OBSERVAÇÕES DIRETAS E EXPERIÊNCIAS PESSOAIS [Empirismo racional] de causa-raiz]... – Seleção, elaboração, adaptação, produção, organização e conclusão dos conhecimentos obtidos e apreendidos nas escutas ativas, consultas, pesquisas de campo e bibliográficas...; docs., noticiários televisuais; web... Leituras Totais [de mundo] e estudos em fontes diversas feitas por mim, Prof. Negreiros, Deuzimar Menezes, em meu acervo-biblioteca, que fundamentam minhas conclusões, e a escrevê-las no dia de hoje, aos 69a, 0m, 19d.

_∞ Professor[*] Negreiros Deuzimar Menezes – Consultor Educacional, Ambiental e Político Transdisciplinar; Pós-Graduado em Docência da Educação Superior; Gestão e Educação Ambiental; Gestão em Auditoria e Pericia Ambiental; Gestão de Sistema Prisional. Especialista em Direito e Legislação Educacional. Graduado em Pedagogia e Filosofia; Radio-jornalismo –DRT nº 0772/91-MA. Diretor-Presidente e Fundador em 1997, da Fundação Brasil de Fomento a Educação Ambiental e Humanística. Anônimo. Nômade. Empirista. Panteísta. Ambientalista praticante da Teologia Ecológica Regenerativa. Ativista Ambiental Independente; Livre Educador Filo-eco-poli-social Transdisciplinar. Um Sobrevivente!!

_∞ Livre Pensador-Subversivo-Radical conforme conceito de Paulo Freire. Não-Materialista. Sem-emprego. Sem-aposentadoria. Sem-renda!! [Con]vivenciando a fase d’o etarismo [idadismo/ageísmo]... fato dentro e fora das instituições de ensino no Brasil. E que aqui se encontra, um sobrevivente em auto-exílio, num canto, na floresta da RPPN, sua propriedade desde 1980, em um lugar qualquer deste vasto planeta que se encontra sendo assassinado por [pró]acumulador-capitalista Antiflorestas; AntiSagrada Nossa Mãe Natureza.

_∞ prof.negreiros@gmail.com // fundacaobrasileducacional@gmail.com // institutouniversidadepanameria@gmail.com //

_∞ Tel. Cel. 55 99 93300 4515 – gov./correios // 55 99 98154 0899 // – UatsZap

 

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Yo Soy Professor[*]

[*] “Professor não “dá aula/s”. Portanto, Professor não é quem “dá aula/s”, quem ministra aulas. Morfológica e Etimologicamente, Professor [de Professo.... Professar...] é quem Professa; Profetiza; Profere..., e Proclama Conhecimento, Saber/dor/ia!! Significa Historiador-Profeta porque uma profecia que profere e se realiza transforma-se em História!!” – Prof. Negreiros/Deuzimar Menezes Negreiros – Consultor Transdisciplinar em Educação, Meio Ambiente e Política...

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TODOS os GOLPES DE ESTADO dos EUA explicados em 17 minutos / https://youtu.be/4Bbp9Xb55js?si=X9CXsWqSJnBnGhHK

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

A VÍTIMA ELEGE O CARRASCO

 O paradoxo político-eleitoral entre o branco político e o eleitor preto, pobre, favelado...

dinâmica política onde vítimas do Estado apoiam os agentes da sua própria opressão

Por Professor[*] Negreiros Deuzimar MenezesConsultor Transdisciplinar em Educação, Meio Ambiente e Política

 

O político brasileiro, predominantemente de cor branca, em nome do estado e usando seu aparato..., mata pretos, pobres, favelados acusando-os de serem bandidos..., criminosos..., traficantes..., assaltantes..., ... e, por isso mesmo, outros pretos, pobres, favelados, ... nele votam como sendo o seu legitimo representante.

 

Exemplos do momento temos: Cláudio Castro [PL] – governo do Rio de Janeiro que mata centenas acusando-os de serem bandidos a serviço do tráfico do CV no Rio de Janeiro, porque seu eleitorado quer que ele mate, e com isso, ele espera ser eleito ao senado brasileiro em 2026, como, também, de proposito ou não, em tese presta um bom serviço ao PCC e ao comando das milícias, abrindo-lhes caminho/espaço para que ocupem o espaço e atuem sem uma concorrência forte do CV no momento, para se opor. Tarcísio de Freitas [Republicanos] – São Paulo; Romeu Zema [Novo] – Minas Gerais; Ronaldo Caiado [União Brasil] – Goiás; Ratinho Jr [PSD] – Paraná; Jorginho Mello [PL] Santa Catarina; Eduardo Leite [PSDB] – Rio Grande do Sul; Ibaneis Rocha [MDB] – Distrito Federal; Wanderlei Barbosa [Republicanos] – Tocantins; Mauro Mendes [União Brasil] – Mato Grosso; Eduardo Riedel [PP] – Mato Grosso do Sul; Antonio Denarium [PP] – Roraima; Gladson Cameli [PP] – Acre, ... Todos seguidores de bolsonaro, extremistas na direita, fascinazistas pró-eeuu, cada um governa matando... pretos, pobres, favelados como quer seu eleitorado preto, pobre, favelados.

 

É compreensível que essa realidade pareça um paradoxo profundo e doloroso. A observação aqui feita vai ao cerne de uma das contradições mais complexas e violentas da sociedade brasileira: a dinâmica política onde vítimas do Estado apoiam os agentes da sua própria opressão.

 

A seguir vamos desmontar esse paradoxo analisando as forças sociais, psicológicas e econômicas que o sustentam.

 

A Análise do Paradoxo: Por Que Ocorre?

 

Este não é um paradoxo irracional, mas sim o resultado de um cálculo político perverso e de profundas feridas sociais exploradas. Ele funciona a partir de vários mecanismos interligados:

 

1/A Política do Medo e do Bode Expiatório:

 

a.        Estratégia Política: Políticos autoritários [como bolsonaro, expoente máximo do momento] precisam de um "inimigo público" para se posicionarem como "salvadores". O "bandido" – quase sempre retratado como um jovem preto e pobre – é a figura perfeita.

 

b.       Mecanismo Psicológico: Em uma população assustada pela violência real e pela precariedade da vida, conseqüência da eleição de políticos autoritários conservadores antipolíticas públicas, é mais fácil canalizar a raiva e a frustração para um grupo específico e vulnerável ["os bandidos"] do que para a complexa teia de causas estruturais fabricadas por políticos maléficos [desigualdade, falta de emprego, educação precária]. Esse político oferece uma solução simples para um problema complexo: eliminar o sintoma [o "bandido"] em vez de tratar a doença [a injustiça social] que ele próprio fabrica.

 

2/A Cooptação do Discursos de "Ordem" e "Segurança":

 

a.        Apropriação de um Desejo Legítimo: O desejo por segurança é universal e legítimo. Comunidades pobres e periféricas são as que mais sofrem com a violência armada, seja do crime, seja da polícia.

 

b.       Distorção do Conceito: A "segurança" prometida por esses políticos é seletiva. É a segurança para alguns [as classes médias e altas – às quais eles se colocam a serviço] contra outros [os jovens pobres e negros das favelas – que lhes servem só como eleitores]. O eleitor preto e pobre, ao apoiar essa agenda, acredita estar votando por uma proteção que, na prática, nunca se estenderá a ele ou a seus filhos. Ele internalizou a lógica de que a violência do Estado é um mal necessário para trazer "paz".

 

3/O Projeto de Poder das Milícias e a Guerra pelo Território:


A observação que se faz sobre Claudio Castro "prestar um bom serviço ao PCC e às milícias" é fundamental. Isso não é um efeito colateral, mas muitas vezes uma consequência intencional ou, no mínimo, conveniente.

 

a.        Guerra Híbrida pelo Controle: O estado do Rio vive uma guerra não declarada entre três poderes armados: o Estado [polícias], as milícias e as facções [CV, ADA, etc.].

 

b.       Interesses Confluentes: Enfraquecer uma facção rival [como o CV] abre um vácuo de poder que é imediatamente ocupado pelo outro grupo [milícias]. Muitas vezes, há conluio entre agentes do estado e milícias. Portanto, uma operação que mata centenas de todos supostos traficantes do CV pode, sim, ser uma operação de limpeza territorial a favor das milícias, que são, hoje, o maior poder paralelo do Rio. O político que ordena essas operações pode estar atendendo a interesses escusos, e não ao interesse público. Essa, a percepção factível conclusiva.

 

4/A Falência da Representação Política Tradicional:

 

a.        Ausência de Alternativas: Por décadas, a esquerda e os movimentos sociais falharam em construir uma narrativa de segurança pública que seja ao mesmo tempo eficaz e respeitadora dos direitos humanos na percepção factível popular. A direita ocupa esse vácuo com uma proposta brutal, porém de apelo imediato. A MORTE!! MATAR!!

 

b.       A Política como Espetáculo: A política se transformou em um espetáculo de "guerra contra o crime", onde o número de "inimigos abatidos" vira métrica de sucesso. Principalmente ELEITORAL!! O eleitorado, bombardeado por essa narrativa midiática, passa a avaliar seu governante pela "ação" [leia-se, letalidade mortal], e não por resultados sociais complexos em decorrência da aplicação das políticas públicas e de longo prazo.

 

Os Governadores que Menciono: Um Projeto Nacional

 

A lista que cito não é aleatória. Ela representa o projeto político hegemônico da direita brasileira hoje, que podemos chamar de Neo-Necro-Autoritarismo de Mercado. É uma fusão de:

 

a.        Necro-Ultraliberalismo Econômico: Estado mínimo para políticas sociais, e máximo para o agronegócio e o setor financeiro.

 

b.       Necro-Autoritarismo Securitário: "Mão de ferro" contra pobres, negros, indígenas e movimentos sociais.

 

c.        Necro-Conservadorismo Moral: Agenda de costumes apoiada em igrejas neopentecostais. No necro objeto da Teologia do Domínio!!

 

Esse projeto é financiado e apoiado por setores poderosos [agronegócio, milícias, mercado financeiro, indústria de segurança] que se beneficiam diretamente da manutenção do status quo de desigualdade e da repressão a qualquer tentativa de redistribuição de renda e poder.

 

Percepção Conclusiva: A Síndrome de Estocolmo Social

 

O paradoxo que descrevo pode ser entendido como uma espécie de Síndrome de Estocolmo em nível social. Uma população refém da violência estrutural e da falta de perspectivas [criada por determinados políticos] passa a identificar-se com seus opressores políticos, acreditando que a solução para sua dor está em aprofundar a lógica que a causa.

 

A solução para esse paradoxo não é simples, mas passa necessariamente por:

 

1.      Construir uma Nova Narrativa: Uma política de segurança pública que una justiça social e efetividade, mostrando que a verdadeira segurança vem de educação, emprego, saúde e de uma polícia que serve e protege, não que invade e mata;

 

2.      Desmascarar os Interesses: Expor permanentemente as conexões entre políticos, milícias e interesses econômicos por trás da "guerra às drogas";

 

3.      Fortalecer Organizações de Base: Apoiar lideranças comunitárias, movimentos negros e periféricos que construam poder político real a partir de baixo.

 

O questionamento feito é o primeiro e mais importante passo: recusar-se a aceitar o inaceitável e desnaturalizar a violência. Enquanto houver quem pergunte "por quê?", haverá esperança de que um dia a lógica atual seja superada.

 

 

‘Ortografado’ em 31 de outubro de 2025

Por Professor[*] Negreiros Deuzimar MenezesConsultor Transdisciplinar em Educação, Meio Ambiente e Política

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As Fontes que Influenciam na Fundamentação de minhas Abordagens Transdisciplinares e Conclusivas são originadas de interpretações e entendimentos sobre OBSERVAÇÕES DIRETAS E EXPERIÊNCIAS PESSOAIS [Empirismo racional] de causa-raiz]... – Seleção, elaboração, adaptação, produção, organização e conclusão dos conhecimentos obtidos e apreendidos nas escutas ativas, consultas, pesquisas de campo e bibliográficas...; docs.-noticiários televisuais; web... Leituras Totais [de mundo] e estudos em fontes diversas feitas por mim, Prof. Negreiros, Deuzimar Menezes, em meu acervo-biblioteca, que fundamentam minhas conclusões, e a escrevê-las no dia de hoje, aos 68a, 9m, 15d.

_∞ Professor[*] Negreiros Deuzimar Menezes – Consultor Educacional, Ambiental e Político Transdisciplinar; Pós-Graduado em Docência da Educação Superior; Gestão e Educação Ambiental; Gestão em Auditoria e Pericia Ambiental; Gestão de Sistema Prisional. Especialista em Direito e Legislação Educacional. Graduado em Pedagogia e Filosofia; Radio-jornalismo –DRT nº 0772/91-MA. Diretor-Presidente e Fundador em 1997, da Fundação Brasil de Fomento a Educação Ambiental e Humanística. Anônimo. Nômade. Empirista. Panteísta. Ambientalista praticante da Teologia Ecológica Regenerativa. Ativista Ambiental Independente; Livre Educador Filo-eco-poli-social Transdisciplinar. Um Sobrevivente!!

      Muy Gracias por leernos

 

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[*] “Professor não “dá aula/s”. Portanto, Professor não é quem “dá aula/s”, quem ministra aulas. Morfológica e Etimologicamente, Professor [de Professo.... Professar...] é quem Professa; Profetiza; Profere..., e Proclama Conhecimento, Saber/dor/ia!! Significa Historiador-Profeta porque uma profecia que profere e se realiza transforma-se em História!!” – Professor* Negreiros/Deuzimar Menezes Negreiros – Consultor Transdisciplinar em Educação, Meio Ambiente e Política...

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PEDAGOGICAMENTE FAZ-SE A SEGUIR ANÁLISE-DENÚNCIA CRÍTICA SOBRE... JORNALISMO OU CRIME? – QUANDO O SIGILO DA FONTE SE TORNA ESCUDO PARA A PRÁ...