sábado, 24 de outubro de 2026

O eleitor da familícia

 OS ELEITORES DA FAMILÍCIA

#ProfessorNegreirosDeuzimarMenezes

Rádiojornalista, DRT nº 0772/91-MA

 

A partir [ou, depois] de tudo o que já se viu e ouviu até hoje, 24/10/2026, sobre a familícia bolsonaro, pode-se classificar o eleitorado bolsonarista em:

 

I. O QUE PODE SER AFIRMADO COM RIGOR

O que a observação empírica-racional permite afirmar é grave:

a)    Existe um núcleo consciente, organizado e ativamente antidemocrático.

Não é alienado nem ignorante: sabe o que quer, organiza-se para obtê-lo, e seus fins são o poder e o proveito. Este núcleo deve ser nomeado, investigado e derrotado.

b)   Existem beneficiários materiais do projeto.

Agronegócio, milícias, rentismo, setores que lucram com desregulação, armas e isenções. Não votam por fé — votam por cálculo. E são responsáveis por seu cálculo.

c)    Existem pessoas que apoiam conscientemente crimes.

Há, sim, indivíduos que defendem a tortura, a ditadura, a morte de adversários. Estes não são vítimas — são cúmplices. E devem ser tratados como tais.

d)   Existe uma base ampla capturada por desinformação, medo e pertencimento.

Esta é a maioria do eleitorado bolsonarista. É composta de pessoas cuja confiança foi sequestrada — e cujo resgate é tarefa política.

 

II. A IMPLICAÇÃO ESTRATÉGICA — A QUE IMPORTA

A classificação proposta tem uma consequência política que precisa ser dita:

Se o todo se divide em alienados, fanáticos, ignorantes e criminosos, então não há ninguém a resgatar — e a única estratégia possível é a derrota eleitoral do conjunto.

O eleitorado bolsonarista não é um bloco homogêneo nem uma soma de patologias. É um campo atravessado [1] por um núcleo ativo — convicto, organizado e beneficiário —, [2] por uma base capturada pela desinformação e pelo medo, e [3] por franjas de interesse circunstancial. O núcleo ativo [1] deve ser nomeado, punido e derrotado. A base [2] deve ser disputada, educada e resgatada. As franjas [3] devem ser conquistadas. Confundir os três é erro analítico — e derrota política.

Isso mantém a denúncia [há criminosos, há projeto de morte, há cumplicidade ativa] e preserva a estratégia [o povo não é inimigo; é território em disputa].

A análise que despreza o povo não o liberta. E a que o compreende pode, um dia, convencê-lo...

— Porque a luta contra o autoritarismo exige clareza sobre quem é o adversário. E o adversário não é o povo: é o projeto, seus beneficiários e seus operadores.

 

#ProfessorNegreirosDeuzimarMenezes

Rádiojornalista, DRT nº 0772/91-MA

Em diálogo holístico e transdisciplinar

Imperatriz (MA), 24 de outubro de 2026

 

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