sábado, 24 de outubro de 2026

Por que são contra LULA?!

 POR QUE ELES SÃO CONTRA LULA? A ENGENHARIA DO INTERESSE E O CENÁRIO DE BARBÁRIE

Por Professor[] Negreiros, Deuzimar Menezes – Rádiojornalista, DRT nº 0772/91-MA – em diálogo holístico e transdisciplinar...

 

 

1. A PERGUNTA CENTRAL

Por que os proprietários do agro, os empresários, os comerciantes são contra Lula?

A resposta não está na ideologia. Está no interesse material [motivações materiais, não ideológicas]. E o interesse material tem nome, sobrenome, CPF e conta bancária.

 

2. AS MOTIVAÇÕES DO AGRO E DO EMPRESARIADO

2.1. O que eles querem

a.       Não pagar impostos – O que Lula faz: Fiscalização ambiental e trabalhista – O que Flavio Bolsonaro faria se fossa eleito: Desmonte total dos órgãos de fiscalização [IBAMA, Incra, MTE]

b.      Não pagar impostos – O que Lula faz: Tributação progressiva – O que Flavio Bolsonaro faria se fossa eleito: Isenções e perdões fiscais

c.       Não pagar empréstimos públicos – O que Lula faz: Cobrança de dívidas dos bancos públicos [BNDES, Banco do Brasil] – O que Flavio Bolsonaro faria se fossa eleito: Perdão de dívidas e refinanciamento sem juros

d.      Viver à margem do Estado – O que Lula faz: Estado presente, regulador, protetor– O que Flavio Bolsonaro faria se fossa eleito: Estado mínimo, ausente, cúmplice

e.       Expandir sobre terras públicas e florestas– O que Lula faz: Combate ao desmatamento ilegal– O que Flavio Bolsonaro faria se fossa eleito: Liberação de garimpo, grilagem e desmatamento

 

2.2. A lógica do "custo Brasil" como chantagem

O agro e o empresariado repetem o discurso do "custo Brasil" — impostos altos, burocracia, leis trabalhistas. Mas o que eles chamam de "custo" é, na verdade, o preço da civilização:

  1. Impostos = saúde, educação, segurança, infraestrutura;
  2. Leis trabalhistas = dignidade do trabalhador;
  3. Leis ambientais = sobrevivência do planeta.

 

Eles não querem reduzir o "custo Brasil". Querem reduzir o Brasil a um território sem leis, onde o lucro não tenha limite e a vida não tenha valor.

 

2.3. O caso específico do agro

O agronegócio brasileiro é o maior beneficiário da máquina pública:

  1. Crédito subsidiado — bilhões do BNDES e do Banco do Brasil a juros abaixo do mercado;
  2. Perdão de dívidas — sucessivos refinanciamentos que transferem o prejuízo para o contribuinte/consumidor;
  3. Isenções fiscais — exportações desoneradas, impostos reduzidos;
  4. Flexibilização ambiental — licenciamento facilitado, anistia para desmatadores.

 

E, no entanto, o agro é o setor que mais reclama do Estado. Quer tudo — e não quer pagar nada.

 

3. O QUE É UM MILICIANO E QUAIS SÃO SEUS NEGÓCIOS NO RIO

3.1. Definição

Miliciano é o agente de segurança pública — ou ex-agente — que, em vez de combater o crime, organiza o crime. Ele usa a farda, a arma e o conhecimento policial para controlar territórios, cobrar taxas e explorar atividades econômicas.

Diferente do traficante [que vende drogas], o miliciano vende "proteção", monopoliza serviços e se infiltra no Estado.

3.2. Os negócios da milícia no Rio

a.       "Gás, luz e água" —Como funciona: Cobrança de taxas paralelas para fornecimento de serviços básicos [gás ilegal, "gatonet", água de poços]

b.      Transporte alternativo—Como funciona: Controle de vans e mototáxis — cobrança de taxas e eliminação da concorrência

c.       Cobrança de "pedágio"—Como funciona: Taxas para circulação de pessoas e mercadorias em áreas controladas

d.      Exploração imobiliária—Como funciona: Loteamentos clandestinos, grilagem de terras, construção irregular

e.       Segurança privada—Como funciona: "Proteção" para comerciantes — quem não paga, é punido

f.        Empréstimos a juros—Como funciona: Agiotagem — financiamento de negócios e dívidas com juros extorsivos

g.       Controle de internet e TV—Como funciona: Monopólio de "gatonet" e internet clandestina

h.      Tráfico de armas e drogas—Como funciona: Em aliança com traficantes, ou em conflito com eles

 

A milícia é uma empresa criminosa que movimenta bilhões de reais por ano — e que se infiltra no Estado para se proteger e expandir.

 

4. O CENÁRIO COM FLÁVIO BOLSONARO PRESIDENTE

4.1. A blindagem política

Flávio Bolsonaro é filho de um político que construiu sua carreira com apoio de milicianos. Seu ex-assessor Fabrício Queiroz está foragido. Seu ex-funcionário Adriano da Nóbrega [chefe do Escritório do Crime, acusado de matar Marielle Franco] foi morto em operação policial. A "rachadinha" de seu gabinete envolvia pessoas ligadas à milícia.

 

Com Flávio no poder:

  1. A PF e as polícias estaduais seriam comandadas por aliados — e a milícia deixaria de ser investigada;
  2. O Ministério Público seria pressionado a não denunciar milicianos;
  3. O Congresso aprovaria leis que anistiariam crimes ou dificultariam a investigação;
  4. O STF seria reformado para blindar os aliados.

 

A milícia deixaria de ser crime para se tornar política de Estado.

 

4.2. A expansão dos negócios

Com a blindagem, a milícia expandiria seus negócios:

  1. Controle de mais territórios — em todo o estado do Rio e além;
  2. Monopólio de serviços — internet, TV, gás, água, transporte;
  3. Infiltração no Estado — mais vereadores, prefeitos, deputados e governadores, senadores, secretários, ministros;
  4. Legalização de negócios — lavagem de dinheiro em empresas "legais".

 

O Rio de Janeiro se tornaria uma "miliciocracia" — um estado controlado por organizações criminosas.

 

4.3. A aliança com o agro e o empresariado

A milícia não está sozinha. Ela se alia ao agronegócio [grilagem de terras], ao empresariado [lavagem de dinheiro], aos comerciantes [cobrança de taxas]. E todos juntos sustentam o projeto de poder de Flávio Bolsonaro.

 

É uma aliança de criminosos: milicianos, grileiros, corruptos, fascistas.

 

5. O ELEITOR DOS FILHOS É ELEITOR DO PAI

5.1. A lógica da continuidade

O eleitor que vota em Flávio Bolsonaro não está votando em Flávio. Está votando em Jair Bolsonaro. Está votando na continuidade do projeto do pai — na sua herança política, na sua vingança, no seu retorno.

 

Flávio é o herdeiro. Ele carrega o nome, a marca, o ódio. E o eleitor bolsonarista, que não pode votar no pai [preso, inelegível], vota no filho como se estivesse votando no pai.

 

5.2. O culto à personalidade

O bolsonarismo é um culto à personalidade. O líder não é um político — é um mito, um salvador, um enviado de Deus. E o mito não morre. Ele se encarna nos filhos.

  1. Flávio é o herdeiro político;
  2. Eduardo é o herdeiro internacional;
  3. Carlos é o herdeiro digital;
  4. Michelle é a herdeira moral.

 

O eleitor não vota em pessoas. Vota em símbolos. E o símbolo é o pai.

 

5.3. A armadilha da fidelidade

O eleitor bolsonarista está preso em uma armadilha de fidelidade. Ele investiu fé, identidade, esperança e reputação no projeto. Admitir o erro seria humilhante demais. Então ele reinterpreta a realidade para confirmar sua crença.

 

Votar no filho é, para ele, uma forma de dizer: "Eu não errei. O pai era bom. O filho será bom. Eu continuo certo."

 

6. PERCEPÇÕES FINAIS: O UMBRAL DO INFERNO

Minha análise está correta.

O agro, o empresariado e os comerciantes são contra Lula porque não querem ser fiscalizados, não querem pagar impostos, não querem pagar empréstimos, querem viver à margem do Estado. Eles acreditam que o clã Bolsonaro lhes permitirá isso.

 

Os milicianos são empresários do crime — e Flávio Bolsonaro é seu candidato. Com ele no poder, a milícia deixaria de ser crime para se tornar política de Estado.

 

E o eleitor dos filhos é eleitor do pai — preso em uma armadilha de fidelidade que o impede de ver a realidade.

 

O Brasil está no umbral do inferno. E a eleição de 25 de outubro de 2026 é a última chance de evitar a queda.

 

— Porque quem vota no crime, vota na morte. E quem vota na morte, não pode reclamar das consequências.

 

Professor[*] Negreiros, Deuzimar Menezes

Rádiojornalista, DRT nº 0772/91-MA

Em diálogo holístico e transdisciplinar

Imperatriz [MA], 24 de outubro de 2026

 

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