sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Domingo, dia 04 de outubro, é dia de democracia do voto

 A DEMOCRACIA E SUA RELATIVIDADE CIRCUNSTANCIAL:

QUEM REALMENTE GOVERNA QUANDO DIZEM QUE O POVO GOVERNA?

UM ENSAIO PEDAGÓGICO CRÍTICO-POLÍTICO-EXPLICATIVO

∞ Por Professor[*] Negreiros Deuzimar Menezes – Rádiojornalista, DRT nº 0772/91-MA – Pesquisador Consultor-Analista e Ministrante de Aulas-Palestras Transdisciplinares em Educação, Meio Ambiente e Política — em diálogo holístico e transdisciplinar com você... leitor/a

 

 

I. À GUISA DE ANTELÓQUIO: A PALAVRA MAIS USURPADA DA POLÍTICA

Poucas palavras foram tão usurpadas, tão esvaziadas, tão manipuladas quanto a palavra democracia. Ela está em todos os discursos — dos golpistas aos revolucionários, dos banqueiros aos sem-terra e dos sem-teto, dos fascistas aos socialistas. Todos se dizem democratas. Todos invocam o povo. Mas quem é esse povo? E quem, de fato, governa quando se diz que é o povo que governa?

 

A etimologia é clara: demo [povo] + cracia [governo] = governo do povo. Portanto povo no governo. Mas a clareza etimológica esconde a complexidade política. Porque "povo" não é uma categoria homogênea. "Povo" é um campo de disputa [como consequência de uma convulsão/dualidade de interesses em ebulição permanente] — e cada grupo que invoca a democracia está, na verdade, invocando uma concepção específica de democracia, assim como de liberdade, de um povo [o seu próprio povo] e um projeto específico de governo para si, que os beneficie mantendo-os no poder.

 

Neste ensaio proponho a desvelar as relatividades circunstanciais da democracia — mostrando que, sob o mesmo significante, escondem-se significados radicalmente diferentes, muitas vezes antagônicos. Opostos!! Em dualidade!! E, mais grave: algumas "democracias" são, na verdade, inimigas da própria democracia.

 

 

II. A DEMOCRACIA ETIMOLÓGICA: O IDEAL E A REALIDADE

2.1. O ideal grego

A democracia nasce na Grécia Antiga — mais precisamente em Atenas, no século V a.C. — como um regime no qual os cidadãos participavam diretamente das decisões da polis. Mas quem eram os "cidadãos"? Eram apenas homens livres, maiores de idade, filhos de pai e mãe atenienses. Ficavam de fora da democracia:

         i.            Mulheres [metade da população];

        ii.            Escravos [cerca de um terço da população];

      iii.            Estrangeiros [metecos];

      iv.            Crianças.

 

Ou seja: a democracia ateniense era, na verdade, uma oligarquia — o governo de uma minoria sobre a maioria. O "povo" que governava era um povo restrito, um povo seleto, um povo de proprietários oligarcas.

 

2.2. A democracia moderna: representativa e restrita

A democracia moderna — que surge com as revoluções liberais dos séculos XVII e XVIII — é representativa, não direta. É indireta. O povo não governa; elege representantes que governam [indiretamente] em seu nome. E, por muito tempo, esse "povo" também foi restrito:

         i.            Sufrágio censitário — só votavam os proprietários;

        ii.            Voto masculino — as mulheres só conquistaram o direito ao voto no século XX;

      iii.            Voto racial — negros e indígenas foram excluídos por décadas. Eram considerados não-gentes.

 

A democracia moderna nasce, portanto, como democracia de proprietários — e só gradualmente se universaliza – eleitoralmente –, sempre sob pressão das lutas populares.

 

 

III. AS DEMOCRACIAS CIRCUNSTANCIAIS: A CLASSIFICAÇÃO POR RISCO AO POVO E QUEM GOVERNA DE FATO

Proponho, a seguir, uma classificação das democracias por grau de risco/gravidade ao povo. Não se trata de uma classificação neutra — é uma classificação crítica, que parte do princípio de que a democracia só é legítima quando serve ao povo, não às elites.

 

3.1. DEMOCRACIAS DE BAIXO RISCO AO POVO

3.1.1. Democracia dos povos indígenas em suas TIs

Nas Terras Indígenas, vigoram formas de democracia comunitária — baseadas na participação direta, no consenso, na rotação de lideranças e no respeito aos mais velhos. Não há Estado, não há partidos, não há burocracia. Há comunidade. Tudo é comum a todos. Pode-se pensar em uma espécie de comunismo indígena.

 

Risco ao povo: MÍNIMO. A democracia indígena é, talvez, a forma mais pura de governo do povo — porque o povo é o governo.

 

Ameaça externa `democracia indígena: O capitalismo, o agronegócio, a mineração, o garimpo, o Estado colonizador.

 

3.1.2. Democracia dos povos quilombolas em seus quilombos

Os quilombos, historicamente, foram espaços de liberdade — onde os escravizados reconstruíram suas vidas em comunidades autogovernadas. A democracia quilombola é baseada na solidariedade, na partilha, no cuidado coletivo e na memória ancestral.

 

Risco ao povo quilombola: MÍNIMO. Como a indígena, é uma democracia vivida, partilhada, não apenas representada.

 

Ameaça externa aos quilombos: O racismo, a grilagem, o agronegócio, o Estado que não reconhece seus territórios.

 

3.1.3. Democracia comunista dos povos primitivos

O que chamamos de "comunismo primitivo" — as formas de organização das sociedades sem classes — é a democracia mais radical: não há propriedade privada, não há Estado, não há exploração. Há partilha, cooperação, igualdade.

 

Risco ao povo: MÍNIMO. É a democracia sem adjetivos — porque não há poder separado do povo.

 

Ameaça externa: A civilização capitalista, que destruiu, extinguiu essas sociedades em nome do "progresso" capital.

 

3.2. DEMOCRACIAS DE MÉDIO RISCO AO POVO

3.2.1. Democracia representativa eleitoral — o povo no dia da eleição

A democracia representativa eleitoral é a forma hegemônica no mundo contemporâneo. Nela, o povo elege representantes que tomam decisões em seu nome. O povo participa apenas no dia da eleição — e, depois, entrega o confisco do poder aos eleitos.

 

Risco ao povo: MÉDIO. A democracia representativa pode servir ao povo — mas, na prática, serve às elites:

         i.            O povo vota, mas não decide;

        ii.            O povo escolhe, mas não controla;

      iii.            O povo legitima, mas não governa.

 

Data emblemática: 04 de outubro de 2026 — o dia em que o Brasil terá a sua "democracia" — e, no dia seguinte, 05 de outubro de 2026, a perderá.

 

Como afirmou o cientista político Robert Dahl, a democracia representativa é uma poliarquia — um regime no qual múltiplos grupos competem pelo poder, mas o poder efetivo permanece nas mãos das elites.

 

3.2.2. Democracia de esquerda/socialista — o governo do povo?

A democracia de esquerda e socialista é a democracia popular que busca superar o capitalismo — na qual o poder político é exercido pelo povo organizado, em conselhos, assembleias, movimentos sociais — e que, por isso, é combatida pelas elites. Nessa democracia:

         i.            A participação é direta;

        ii.            O controle social é efetivo;

      iii.            A economia é subordinada às necessidades do povo, como um todo, e não de uma minoria elitizada econômica-financeiramente patrimonialista;

      iv.            A igualdade é real, não apenas formal.

 

Risco ao povo: MÉDIO. A democracia socialista é mais democrática que a representativa — mas, no mundo real, enfrenta contradições, burocratização e resistência das elites patrimonialistas.

 

Ameaça externa: O imperialismo EEUU, o capitalismo global, a extrema-direita.

 

3.2.3. Democracia comunista

A democracia comunista — no sentido marxista — em teoria seria a fase superior da democracia: o autogoverno dos produtores livres e associados. Não haveria Estado, não haveria classes, não haveria exploração.

 

Risco ao povo: MÉDIO [potencialmente MÍNIMO, mas historicamente distorcido preventivamente de propósito pelo império do norte-capitalista]. O comunismo realmente existente — o do século XX — muitas vezes degenerou-se obrigatoriamente em autoritarismo burocrático, preventivamente em consequência da dualidade coercitiva imposta pelo império capitalista EEUU buscando sua hegemonia imperialista global. A democracia EEUU é a democracia do império como alternativa ao Estado Comunista — na qual o poder político é exercido pelos EUA sobre o mundo, por meio de tarifas, sanções, intervenções militares e chantagens... É a democracia que não é do povo americano, mas das corporações em busca de hegemonia — e que trata os outros povos como colônias a serem espoliadas. Mas o ideal comunista permanece como horizonte de democracia radical, alternativa de superação ao maléfico modelo EEUU.

 

Ameaça externa: O capitalismo, o imperialismo EEUU, o stalinismo quanto modelo de governança.

 

3.3. DEMOCRACIAS DE ALTO RISCO AO POVO

3.3.1. Democracia do povo rico — o governo dos proprietários

A democracia do povo rico é a democracia censitária de fato — mesmo quando o sufrágio [o voto] é universal. Nela, o poder político é proporcional ao poder econômico:

        i.            Quem financia campanhas elege quem quer;

      ii.            Quem controla a mídia forma e controla a opinião pública;

    iii.            Quem detém o capital pauta as decisões do Estado.

 

Essa é a democracia que o Brasil vive: uma democracia de proprietários, na qual os ricos governam e os pobres apenas neles votam.

 

Risco ao povo: ALTO. É a democracia que governa para os ricos — e que trata os pobres como massa de manobra. Como peso para a governança estatal.

 

3.3.2. Democracia das elites — o governo dos "melhores"

A democracia das elites é a democracia elitista — a crença de que o governo deve ser exercido por uma minoria ilustrada, capaz de tomar decisões "racionais" e "técnicas". O povo, nessa concepção, é visto como massa ignorante, obscura, incapaz de decidir sobre questões ditas “complexas”.

 

Risco ao povo: ALTO. Essa é a democracia dos tecnocratas, dos juízes, dos economistas, dos especialistas. É a democracia que desconfia do povo e concentra o poder nas mãos de uma elite supostamente preparada.

 

3.3.3. Democracia dos banqueiros — o governo do capital financeiro

A democracia dos banqueiros é a democracia do capital financeiro — na qual as decisões econômicas são tomadas fora do alcance do povo, por instituições como o Banco Central, o FMI, os bancos privados e os fundos de investimento. Nessa democracia:

         i.            O povo não decide sobre juros, câmbio, política fiscal;

        ii.            O povo não controla o sistema financeiro;

      iii.            O povo não participa das decisões que afetam sua vida econômica.

 

Risco ao povo: ALTO. É a democracia que socializa as perdas entre o povo para que pague, e privatiza para si os lucros — e que, em nome da "estabilidade", impõe sacrifícios ao povo enquanto protege os banqueiros.

 

3.3.4. Democracia do agronegócio — o governo do latifúndio

A democracia do agronegócio é a democracia dos ruralistas [da UDR do Ronaldo Caiado] — na qual o poder político é exercido pela bancada ruralista, que representa os interesses dos grandes proprietários de terra e do agronegócio exportador. Nessa democracia:

         i.            A reforma agrária não avança;

        ii.            Os direitos dos povos indígenas e quilombolas são violados;

      iii.            O meio ambiente é destruído em nome do lucro;

      iv.            O veneno é liberado sem controle.

 

Risco ao povo: ALTO. É a democracia que não reconhece o povo do campo — e que trata a terra como mercadoria, não como território de vida.

 

3.3.5. Democracia dos Marinho/Rede Globo — o governo da mídia

A democracia dos Marinho é a democracia midiática — na qual o poder político é exercido pelo controle da informação. INFORMAÇÃO É PODER muito bem aproveitado pela família Marinho-globo. Quem controla a mídia controla a narrativa — e quem controla a narrativa controla o voto/eleitor.

 

A Rede Globo, como maior conglomerado de mídia do Brasil, exerce um poder desproporcional:

         i.            Define o que é notícia;

        ii.            Enquadra os fatos;

      iii.            Silencia vozes dissonantes;

      iv.            Constrói a imagem dos seus candidatos. E destrói a imagem dos que não são os seus.

 

Risco ao povo: ALTO. É a democracia que não é do povo, mas da audiência — e a audiência é formada pelo que a própria mídia decide mostrar.

 

3.3.6. Democracia racial — o mito que esconde o racismo

A democracia racial é um mito fundador do Brasil — a ideia de que vivemos em uma sociedade sem racismo, na qual brancos, negros e indígenas convivem em harmonia. Esse mito, construído por Gilberto Freyre e outros intelectuais, serviu para:

         i.            Mascarar a violência da escravidão;

        ii.            Naturalizar a desigualdade racial; e

      iii.            Impedir políticas de reparação.

 

A democracia racial é a democracia dos brancos — na qual os negros são cidadãos de segunda classe, os indígenas são obstáculos ao progresso, e a igualdade é apenas formal.

 

Risco ao povo: ALTO. É a democracia que esconde o racismo — e que trata negros e indígenas como cidadãos de segunda classe.

 

3.3.7. Democracia burguesa/capitalista— o governo do capital

A democracia burguesa e capitalista é a democracia do capital — na qual o poder político é exercido pela classe dominante, mesmo quando o sufrágio [o voto] é universal. Nessa democracia:

         i.            O capital dita as regras;

        ii.            O mercado decide os rumos;

      iii.            O lucro é o objetivo primeiro;

      iv.            O povo são apenas massas de manobras, mãos de obras barata e consumidores.

 

Risco ao povo: ALTO. É a democracia que não é do povo, mas do capital — e que usa a liberdade como fachada para a exploração ao povo.

 

3.3.8. Democracia de direita e de extrema-direita — o governo do ódio

A democracia de direita e de extrema-direita é a democracia do ódio — na qual o poder político é exercido pela mobilização do medo, do preconceito e da violência. Nessa democracia:

         i.            O inimigo é inventado [comunistas, petistas, LGBTQIA+];

        ii.            O ódio é cultivado permanentemente;

      iii.            A violência é normalizada e legitimada;

      iv.            A democracia é destruída por dentro.

 

Risco ao povo: ALTO. É a democracia que nega a própria democracia — e que usa as instituições para subvertê-las em benefício próprio.

 

 

3.4. DEMOCRACIAS DE RISCO EXTREMO AO POVO

3.4.1. Democracia da familícia Bolsonaro — o governo da família política criminosa

A democracia da familícia Bolsonaro é a democracia do clã — na qual o poder político é exercido por uma família política que transformou o Estado em negócio privado. Nessa democracia:

         i.            A rachadinha é prática corrente;

        ii.            Os milicianos são os aliados;

      iii.            Os golpistas são protegidos;

      iv.            Os corruptos/crimes são blindados.

        v.             

Risco ao povo: EXTREMO. É a democracia que não é do povo, mas da família — e que usa o Estado para enriquecer, perseguir, matar e dominar.

 

3.4.2. Democracia do Trump

A democracia do Trump é a democracia do império — na qual o poder político é exercido pelos EUA sobre o mundo, por meio de tarifas, sanções, intervenções militares e chantagens. É a democracia que não é do povo americano, mas das corporações — e que trata os outros povos como colônias.

 

Risco ao povo: EXTREMO. É a democracia que subordina o mundo aos interesses do capital estadunidense.

 

3.4.3. Democracia Bolsonaro-Trump: a fusão mais perigosa

A fusão entre a democracia Bolsonaro [Brasil] e a democracia Trump [EUA] é a forma mais perigosa de democracia — porque combina:

         i.            Nacionalismo religioso ufanista — a crença de que a nação é escolhida por Deus;

        ii.            Militarismo — a guerra espiritual justifica a violência contra os "inimigos de Deus";

      iii.            Hierarquia sagrada — o homem é o cabeça da família, o pastor é o cabeça da igreja, o político é o cabeça da nação;

      iv.            Exclusivismo — só os "crentes verdadeiros – dominionistas" têm o direito à cidadania plena;

        v.            Negacionismo — a ciência, os fatos, a história são relativizados em nome da "fé";

      vi.            Apocaliptismo — o fim do mundo está próximo, e é preciso acelerar a vinda do Reino.

 

Risco ao povo: EXTREMO. É a democracia que destrói a democracia — e que instaura uma teocracia autoritária disfarçada de fé.

 

 

IV. A MISTURA BRASILEIRA: QUAL DEMOCRACIA TEMOS?

A democracia brasileira é uma mistura — e é essa mistura que a torna tão complexa e contraditória.

Temos uma mistura/miscelânea em convulsão/dualidade:

         i.            Elementos de democracia representativa — eleições periódicas, sufrágio [o voto] universal;

        ii.            Elementos de democracia elitista — STF, tecnocratas, "mercado";

      iii.            Elementos de democracia do capital — bancos, agronegócio, mídia;

      iv.            Elementos de democracia popular — conselhos, conferências, movimentos sociais;

        v.            Elementos de democracia do ódio — bolsonarismo, milícias, fanatismo religioso;

      vi.            Elementos de democracia indígena e quilombola — comunidades tradicionais que resistem.

 

A democracia brasileira é, portanto, uma democracia híbrida — na qual convivem instituições democráticas e práticas autoritárias, participação popular e dominação das elites, direitos conquistados e privilégios preservados.

 

 

V. MINHAS CONSIDERAÇÕES FINAIS SÃO: A DEMOCRACIA QUE QUEREMOS

Domingo, aqui no Brasil, dia 04 de outubro de 2026 é dia da democracia eleitoral, do voto

A pergunta que fica é: qual democracia queremos?

         i.            A democracia do povo rico, que governa para os ricos?

        ii.            A democracia das elites, que governa para si desconfiando do povo?

      iii.            A democracia dos banqueiros, que subordina tudo ao seu capital?

      iv.            A democracia do agronegócio, que destrói a natureza em busca do lucro?

        v.            A democracia da mídia, que manipula a informação e aliena o povo?

      vi.            A democracia racial, que esconde o racismo?

     vii.            A democracia da familícia bolsonaro, que usa o Estado para ter a liberdade de cometer os seus crimes?

   viii.            A democracia do ódio, que destrói a própria democracia e as relações humanistas entre as pessoas?

       ix.            A democracia capitalista, que explora o povo?

        x.            A democracia Bolsonaro-Trump, que subordina o Brasil aos EUA, como sua principal colônia extrativista?

 

Ou queremos uma democracia popular, participativa, socialista, do Bem Viver?

 

A resposta, aqui, não é dada. É construída. E é construída na luta, na organização, na consciência desperta...

 

A democracia não é um dado. É uma conquista continuada/permanente. E como toda conquista, exige coragem, persistência e esperança. A ESPERANÇAR!!

 

— Porque a democracia que queremos não é a que começa e termina no dia da eleição. É a que começa e termina em cada dia da vida — na escola, no trabalho, na comunidade, no território. NAS RELAÇÕES HUMANISTAS.

 

Agora, cada um, conscientemente, com a/s sua/s democracia/s...

 

Pesquisas, leituras em profundidades, análises, seleção, elaboração, adaptação, produção e organização dos parágrafos/textos:

 

Professor[*] Negreiros, Deuzimar Menezes

e você leitor/a

Em diálogo holístico e transdisciplinar...

Imperatriz [MA], 03 de outubro de 2026

 

Professor[*] Negreiros, Deuzimar Menezes

∞ Pesquisador Consultor-Analista e Ministrante de Aulas-Palestras Transdisciplinares em Educação, Meio Ambiente e Política

∞ Pedagogo, Filósofo e Rádiojornalista [DRT nº 0772/91-MA]

∞ Pós-Graduado em Docência da Educação Superior, Gestão e Educação Ambiental, Gestão em Auditoria e Perícia Ambiental

∞ Especialista em Direito e Legislação Educacional

∞ Diretor-Presidente e Fundador da Fundação Brasil de Fomento à Educação Ambiental e Humanística

 

∞ Imperatriz/MA, São Miguel/TO – Reserva EcoFloresta Lagoa da Onça – setembro de 2026

 

Contatos:
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[*] “Professor não “dá aula/s”. Portanto, Professor não é quem “dá aula/s”, quem ministra aulas. Morfológica e Etimologicamente, Professor [de Professo.... Professar...] é quem Professa; Profetiza; Profere..., e Proclama Conhecimento, Saber/dor/ia!! Significa Historiador-Profeta porque uma profecia que profere e se realiza transforma-se em História!!” – Prof. Negreiros/Deuzimar Menezes Negreiros – Consultor Transdisciplinar em Educação, Meio Ambiente e Política...

∞ Muy Gracias por leernos

REDE GLOBO: MAIS UMA DE SUAS ACUSAÇÕES MENTIROSAS

 PORQUE A REDE GLOBO CANCELOU O DEBATE...

O QUE REALMENTE ACONTECEU: A LINHA DO TEMPO

∞ Por Professor[*] Negreiros Deuzimar Menezes – Rádiojornalista, DRT nº 0772/91-MA – Pesquisador Consultor-Analista e Ministrante de Aulas-Palestras Transdisciplinares em Educação, Meio Ambiente e Política — em diálogo holístico e transdisciplinar com você...

 

A leitura de cenário que faço e a apresento a seguir está substancialmente correta. O cancelamento do debate da Globo não foi causado pelo STF "a pedido de Lula", como a emissora e seus seguidores tentam fazer crer. Foi o resultado de uma tempestade perfeita de conveniências políticas eleitorais — e o Flávio Bolsonaro foi o epicentro dela.

 

Os fatos, documentados por múltiplas fontes jornalísticas, revelam uma sequência que desmonta a narrativa oficial da Globo:

 

1. Lula já havia comunicado que NÃO participaria

O presidente Lula comunicou à Globo, na quarta-feira (30), que não compareceria ao debate. Em vez disso, participaria do podcast Flow no mesmo horário. A ausência de Lula não foi uma surpresa — foi uma decisão política calculada, anunciada com antecedência.

 

2. Flávio Bolsonaro também já havia confirmado que NÃO iria — antes das decisões judiciais

Aqui está o ponto crucial que a Globo omite: Flávio Bolsonaro desistiu do debate horas antes das decisões judiciais, segundo o portal GCMAIS. A desistência de Flávio foi anunciada antes mesmo de a Globo confirmar o cancelamento.

 

O próprio Flávio justificou sua ausência alegando "censura" do TSE — mas essa "censura" só veio depois que ele já havia tomado a decisão. E não houve censura. Mente os que afirmam isso.

 

3. Renan Santos foi incluído por decisão do Gilmar Mendes

A decisão do ministro Gilmar Mendes determinando a inclusão de Renan Santos no debate foi tomada pouco antes do horário previsto. Renan, do partido Missão, tinha apenas um parlamentar no Congresso — abaixo do critério legal de cinco.

 

4. A Globo cancelou o debate

Diante da ausência de Lula, da desistência de Flávio e das decisões judiciais que alteraram as regras de manipulações pró Flavio Bolsonaro a serem empregadas no debate, a Globo cancelou o debate.

 

POR QUE A GLOBO CANCELOU — A VERSÃO OFICIAL É FALSA

A Globo alega que cancelou por "insegurança jurídica" causada pelas decisões do TSE e do STF. Mas essa versão não resiste à análise honesta:

 

O debate já estava inviável antes das decisões judiciais. Com Lula ausente [confirmado na véspera] e Flávio Bolsonaro desistindo antes das decisões, o debate havia perdido seus dois principais protagonistas. As decisões judiciais foram o pretexto perfeito para cancelar um evento que já não fazia sentido para a Globo.

 

O que a Globo queria?

A Globo não queria um debate com Renan Santos. Renan é um candidato que:

1.       Defende a prisão em segunda instância e a reformulação do STF;

2.       Chama Lula e Flávio Bolsonaro de "bandidos";

3.       Prometeu uma "chacina" em bairros periféricos de Salvador se eleito;

4.       Representa um público que a Globo não controla — e que poderia desestabilizar o “roteiro” do debate.

 

A inclusão de Renan por decisão judicial desfigurou o formato que a Globo havia planejado para beneficiar Flávio Bolsonaro.

 

FLÁVIO BOLSONARO: O VERDADEIRO CULPADO

A leitura que faço estou certo de estar precisa: Flávio Bolsonaro desistiu porque não quis enfrentar Renan Santos.

 

O próprio Renan afirmou que Flávio desistiu três minutos após sua participação ser oficializada . Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, declarou: "A impressão que dá é que ele ficou com medo do Renan".

 

Por que Flávio temeria Renan?

Renan Santos é um adversário incômodo para o bolsonarismo:

1.       Ele não é da esquerda — é um crítico do STF, defensor da prisão em segunda instância, alinhado ao que há de mais reacionário em concorrência com o clã bolsonaro;

2.       Ele ataca Lula e Flávio com a mesma virulência, chamando ambos de "bandidos";

3.       Ele não tem nada a perder — não é da velha política, não tem escândalos de rachadinha, não tem 30 anos de carreira política.

 

Flávio Bolsonaro, com seu histórico de rachadinha, seus escândalos, seu currículo acadêmico fabricado, não teria como se defender de um adversário que o atacaria por todos os lados — inclusive pela direita.

 

A GLOBO E A NARRATIVA DA "CENSURA"

A Globo e seus aliados — incluindo colunistas do Estadão — tentam construir a narrativa de que o STF e o TSE protegeram Lula e censuraram o debate.

 

Mas essa narrativa é falsa/mentirosa por várias razões:

1.      Lula não foi protegido — ele simplesmente não foi. A decisão do TSE proibindo o púlpito vazio não "protegeu" Lula de nada; Lula já estava fora, participando do Flow.

2.      Flávio já havia desistido — a "censura" que ele alega como motivo da desistência só veio depois que ele já havia decidido não ir.

3.      A Globo queria um debate para golpear e derrubar Lula — o formato planejado permitia que os candidatos presentes atacassem Lula sem que ele pudesse responder. Isso não é debate — é emboscada.

4.      Renan Santos não era o "problema" — ele era o álibi perfeito para a Globo cancelar um debate que já estava desfigurado em sua intencionalidade, em seu propósito.

 

A REDE GLOBO E A MANIPULAÇÃO

A minha percepção sobre a Globo está correta. A emissora:

         i.            Apresenta os fatos de forma seletiva — omite a desistência de Flávio como causa principal do cancelamento;

        ii.            Repete a narrativa oficial — "decisões judiciais causaram insegurança jurídica" — como se o problema fosse o Judiciário, e não a ausência dos candidatos. Aqui a globo reforça a suspeita de que estar recebendo dinheiro de Trump para aniquilar o STF e tirar Lula da reeleição;

      iii.            Tenta desfavorecer Lula — ao sugerir, subliminarmente, que o STF agiu "a pedido" do presidente.

 

A Globo não é uma empresa de comunicação neutra. É um ator político que defende seus interesses — e seus interesses, nesta eleição, estão alinhados com a direita e com um bolsonarismo “moderado” que ela tenta construir. Além de ser uma extensão dos interesses geopolíticos dos EEUU a partir do Brasil.

 

CONCLUSÃO A QUE CHEGO: A LEITURA CORRETA DO CENÁRIO

A conclusão está essencialmente correta:

"A questão é que prepararam um debate para beneficiar eleitoralmente Flávio Bolsonaro e golpear/derrubar Lula, mas surgiu um candidato “convidado” pela Globo, que foi Renan Santos, que Flávio se recusou a enfrentá-lo no debate."

 

O que podemos acrescentar:

         i.            A Globo cancelou porque o debate perdeu sua função — com Lula fora e Flávio desistindo, o evento não tinha mais como "derrubar Lula" nem "promover Flávio";

        ii.            As decisões judiciais foram o pretexto, não a causa;

      iii.            A narrativa da "censura" é uma construção midiática para deslegitimar o STF e o TSE, e para vitimizar Flávio Bolsonaro;

      iv.            O verdadeiro derrotado deste episódio é Flávio Bolsonaro — que fugiu do debate, como fugiu de todos os confrontos que não consegue controlar.

 

— Porque a Globo não cancela debates por "insegurança jurídica". Ela cancela debates quando eles deixam de servir aos seus interesses.

 

Professor[*] Negreiros, Deuzimar Menezes

Em diálogo holístico e transdisciplinar com você, leitor/a nesta madrugada de 02 de outubro de 2026

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Pesquisador Consultor-Analista e Ministrante de Aulas-Palestras Transdisciplinares em Educação, Meio Ambiente e Política

 

Imperatriz (MA), 02 de outubro de 2026

 

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[*] “Professor não “dá aula/s”. Portanto, Professor não é quem “dá aula/s”, quem ministra aulas. Morfológica e Etimologicamente, Professor [de Professo.... Professar...] é quem Professa; Profetiza; Profere..., e Proclama Conhecimento, Saber/dor/ia!! Significa Historiador-Profeta porque uma profecia que profere e se realiza transforma-se em História!!” – Prof. Negreiros/Deuzimar Menezes Negreiros – Consultor Transdisciplinar em Educação, Meio Ambiente e Política...

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