sábado, 24 de outubro de 2026

Por que são contra LULA?!

 POR QUE ELES SÃO CONTRA LULA? A ENGENHARIA DO INTERESSE E O CENÁRIO DE BARBÁRIE

Por Professor[] Negreiros, Deuzimar Menezes – Rádiojornalista, DRT nº 0772/91-MA – em diálogo holístico e transdisciplinar...

 

 

1. A PERGUNTA CENTRAL

Por que os proprietários do agro, os empresários, os comerciantes são contra Lula?

A resposta não está na ideologia. Está no interesse material [motivações materiais, não ideológicas]. E o interesse material tem nome, sobrenome, CPF e conta bancária.

 

2. AS MOTIVAÇÕES DO AGRO E DO EMPRESARIADO

2.1. O que eles querem

a.       Não pagar impostos – O que Lula faz: Fiscalização ambiental e trabalhista – O que Flavio Bolsonaro faria se fossa eleito: Desmonte total dos órgãos de fiscalização [IBAMA, Incra, MTE]

b.      Não pagar impostos – O que Lula faz: Tributação progressiva – O que Flavio Bolsonaro faria se fossa eleito: Isenções e perdões fiscais

c.       Não pagar empréstimos públicos – O que Lula faz: Cobrança de dívidas dos bancos públicos [BNDES, Banco do Brasil] – O que Flavio Bolsonaro faria se fossa eleito: Perdão de dívidas e refinanciamento sem juros

d.      Viver à margem do Estado – O que Lula faz: Estado presente, regulador, protetor– O que Flavio Bolsonaro faria se fossa eleito: Estado mínimo, ausente, cúmplice

e.       Expandir sobre terras públicas e florestas– O que Lula faz: Combate ao desmatamento ilegal– O que Flavio Bolsonaro faria se fossa eleito: Liberação de garimpo, grilagem e desmatamento

 

2.2. A lógica do "custo Brasil" como chantagem

O agro e o empresariado repetem o discurso do "custo Brasil" — impostos altos, burocracia, leis trabalhistas. Mas o que eles chamam de "custo" é, na verdade, o preço da civilização:

  1. Impostos = saúde, educação, segurança, infraestrutura;
  2. Leis trabalhistas = dignidade do trabalhador;
  3. Leis ambientais = sobrevivência do planeta.

 

Eles não querem reduzir o "custo Brasil". Querem reduzir o Brasil a um território sem leis, onde o lucro não tenha limite e a vida não tenha valor.

 

2.3. O caso específico do agro

O agronegócio brasileiro é o maior beneficiário da máquina pública:

  1. Crédito subsidiado — bilhões do BNDES e do Banco do Brasil a juros abaixo do mercado;
  2. Perdão de dívidas — sucessivos refinanciamentos que transferem o prejuízo para o contribuinte/consumidor;
  3. Isenções fiscais — exportações desoneradas, impostos reduzidos;
  4. Flexibilização ambiental — licenciamento facilitado, anistia para desmatadores.

 

E, no entanto, o agro é o setor que mais reclama do Estado. Quer tudo — e não quer pagar nada.

 

3. O QUE É UM MILICIANO E QUAIS SÃO SEUS NEGÓCIOS NO RIO

3.1. Definição

Miliciano é o agente de segurança pública — ou ex-agente — que, em vez de combater o crime, organiza o crime. Ele usa a farda, a arma e o conhecimento policial para controlar territórios, cobrar taxas e explorar atividades econômicas.

Diferente do traficante [que vende drogas], o miliciano vende "proteção", monopoliza serviços e se infiltra no Estado.

3.2. Os negócios da milícia no Rio

a.       "Gás, luz e água" —Como funciona: Cobrança de taxas paralelas para fornecimento de serviços básicos [gás ilegal, "gatonet", água de poços]

b.      Transporte alternativo—Como funciona: Controle de vans e mototáxis — cobrança de taxas e eliminação da concorrência

c.       Cobrança de "pedágio"—Como funciona: Taxas para circulação de pessoas e mercadorias em áreas controladas

d.      Exploração imobiliária—Como funciona: Loteamentos clandestinos, grilagem de terras, construção irregular

e.       Segurança privada—Como funciona: "Proteção" para comerciantes — quem não paga, é punido

f.        Empréstimos a juros—Como funciona: Agiotagem — financiamento de negócios e dívidas com juros extorsivos

g.       Controle de internet e TV—Como funciona: Monopólio de "gatonet" e internet clandestina

h.      Tráfico de armas e drogas—Como funciona: Em aliança com traficantes, ou em conflito com eles

 

A milícia é uma empresa criminosa que movimenta bilhões de reais por ano — e que se infiltra no Estado para se proteger e expandir.

 

4. O CENÁRIO COM FLÁVIO BOLSONARO PRESIDENTE

4.1. A blindagem política

Flávio Bolsonaro é filho de um político que construiu sua carreira com apoio de milicianos. Seu ex-assessor Fabrício Queiroz está foragido. Seu ex-funcionário Adriano da Nóbrega [chefe do Escritório do Crime, acusado de matar Marielle Franco] foi morto em operação policial. A "rachadinha" de seu gabinete envolvia pessoas ligadas à milícia.

 

Com Flávio no poder:

  1. A PF e as polícias estaduais seriam comandadas por aliados — e a milícia deixaria de ser investigada;
  2. O Ministério Público seria pressionado a não denunciar milicianos;
  3. O Congresso aprovaria leis que anistiariam crimes ou dificultariam a investigação;
  4. O STF seria reformado para blindar os aliados.

 

A milícia deixaria de ser crime para se tornar política de Estado.

 

4.2. A expansão dos negócios

Com a blindagem, a milícia expandiria seus negócios:

  1. Controle de mais territórios — em todo o estado do Rio e além;
  2. Monopólio de serviços — internet, TV, gás, água, transporte;
  3. Infiltração no Estado — mais vereadores, prefeitos, deputados e governadores, senadores, secretários, ministros;
  4. Legalização de negócios — lavagem de dinheiro em empresas "legais".

 

O Rio de Janeiro se tornaria uma "miliciocracia" — um estado controlado por organizações criminosas.

 

4.3. A aliança com o agro e o empresariado

A milícia não está sozinha. Ela se alia ao agronegócio [grilagem de terras], ao empresariado [lavagem de dinheiro], aos comerciantes [cobrança de taxas]. E todos juntos sustentam o projeto de poder de Flávio Bolsonaro.

 

É uma aliança de criminosos: milicianos, grileiros, corruptos, fascistas.

 

5. O ELEITOR DOS FILHOS É ELEITOR DO PAI

5.1. A lógica da continuidade

O eleitor que vota em Flávio Bolsonaro não está votando em Flávio. Está votando em Jair Bolsonaro. Está votando na continuidade do projeto do pai — na sua herança política, na sua vingança, no seu retorno.

 

Flávio é o herdeiro. Ele carrega o nome, a marca, o ódio. E o eleitor bolsonarista, que não pode votar no pai [preso, inelegível], vota no filho como se estivesse votando no pai.

 

5.2. O culto à personalidade

O bolsonarismo é um culto à personalidade. O líder não é um político — é um mito, um salvador, um enviado de Deus. E o mito não morre. Ele se encarna nos filhos.

  1. Flávio é o herdeiro político;
  2. Eduardo é o herdeiro internacional;
  3. Carlos é o herdeiro digital;
  4. Michelle é a herdeira moral.

 

O eleitor não vota em pessoas. Vota em símbolos. E o símbolo é o pai.

 

5.3. A armadilha da fidelidade

O eleitor bolsonarista está preso em uma armadilha de fidelidade. Ele investiu fé, identidade, esperança e reputação no projeto. Admitir o erro seria humilhante demais. Então ele reinterpreta a realidade para confirmar sua crença.

 

Votar no filho é, para ele, uma forma de dizer: "Eu não errei. O pai era bom. O filho será bom. Eu continuo certo."

 

6. PERCEPÇÕES FINAIS: O UMBRAL DO INFERNO

Minha análise está correta.

O agro, o empresariado e os comerciantes são contra Lula porque não querem ser fiscalizados, não querem pagar impostos, não querem pagar empréstimos, querem viver à margem do Estado. Eles acreditam que o clã Bolsonaro lhes permitirá isso.

 

Os milicianos são empresários do crime — e Flávio Bolsonaro é seu candidato. Com ele no poder, a milícia deixaria de ser crime para se tornar política de Estado.

 

E o eleitor dos filhos é eleitor do pai — preso em uma armadilha de fidelidade que o impede de ver a realidade.

 

O Brasil está no umbral do inferno. E a eleição de 25 de outubro de 2026 é a última chance de evitar a queda.

 

— Porque quem vota no crime, vota na morte. E quem vota na morte, não pode reclamar das consequências.

 

Professor[*] Negreiros, Deuzimar Menezes

Rádiojornalista, DRT nº 0772/91-MA

Em diálogo holístico e transdisciplinar

Imperatriz [MA], 24 de outubro de 2026

 

Contatos:
prof.negreiros@gmail.com
fundacaobrasileducacional@gmail.com
[99] 98154-0899 – WhatsApp

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O eleitor da familícia

 OS ELEITORES DA FAMILÍCIA

#ProfessorNegreirosDeuzimarMenezes

Rádiojornalista, DRT nº 0772/91-MA

 

A partir [ou, depois] de tudo o que já se viu e ouviu até hoje, 24/10/2026, sobre a familícia bolsonaro, pode-se classificar o eleitorado bolsonarista em:

 

I. O QUE PODE SER AFIRMADO COM RIGOR

O que a observação empírica-racional permite afirmar é grave:

a)    Existe um núcleo consciente, organizado e ativamente antidemocrático.

Não é alienado nem ignorante: sabe o que quer, organiza-se para obtê-lo, e seus fins são o poder e o proveito. Este núcleo deve ser nomeado, investigado e derrotado.

b)   Existem beneficiários materiais do projeto.

Agronegócio, milícias, rentismo, setores que lucram com desregulação, armas e isenções. Não votam por fé — votam por cálculo. E são responsáveis por seu cálculo.

c)    Existem pessoas que apoiam conscientemente crimes.

Há, sim, indivíduos que defendem a tortura, a ditadura, a morte de adversários. Estes não são vítimas — são cúmplices. E devem ser tratados como tais.

d)   Existe uma base ampla capturada por desinformação, medo e pertencimento.

Esta é a maioria do eleitorado bolsonarista. É composta de pessoas cuja confiança foi sequestrada — e cujo resgate é tarefa política.

 

II. A IMPLICAÇÃO ESTRATÉGICA — A QUE IMPORTA

A classificação proposta tem uma consequência política que precisa ser dita:

Se o todo se divide em alienados, fanáticos, ignorantes e criminosos, então não há ninguém a resgatar — e a única estratégia possível é a derrota eleitoral do conjunto.

O eleitorado bolsonarista não é um bloco homogêneo nem uma soma de patologias. É um campo atravessado [1] por um núcleo ativo — convicto, organizado e beneficiário —, [2] por uma base capturada pela desinformação e pelo medo, e [3] por franjas de interesse circunstancial. O núcleo ativo [1] deve ser nomeado, punido e derrotado. A base [2] deve ser disputada, educada e resgatada. As franjas [3] devem ser conquistadas. Confundir os três é erro analítico — e derrota política.

Isso mantém a denúncia [há criminosos, há projeto de morte, há cumplicidade ativa] e preserva a estratégia [o povo não é inimigo; é território em disputa].

A análise que despreza o povo não o liberta. E a que o compreende pode, um dia, convencê-lo...

— Porque a luta contra o autoritarismo exige clareza sobre quem é o adversário. E o adversário não é o povo: é o projeto, seus beneficiários e seus operadores.

 

#ProfessorNegreirosDeuzimarMenezes

Rádiojornalista, DRT nº 0772/91-MA

Em diálogo holístico e transdisciplinar

Imperatriz (MA), 24 de outubro de 2026

 

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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Saber]Conhecer é Liberdade...

 

CONHECIMENTO É LIBERDADE: A EQUAÇÃO FUNDAMENTAL E A FRAUDE POLÍTICA DA "LIBERTAÇÃO"

Por Professor Negreiros, Deuzimar Menezes – Rádiojornalista, DRT nº 0772/91-MA – em diálogo e comunhão holística transdisciplinar com o/a leitor/a

 

 

2. A EQUAÇÃO FUNDAMENTAL

Há uma equação que atravessa a história da humanidade e que, no entanto, é sistematicamente esquecida — ou deliberadamente ocultada — pelos que detêm o poder:

Conhecimento = Liberdade.

Ignorância = Escravidão.

 

Essa equação não é uma metáfora. É uma lei histórica, filosófica e política. Ela foi enunciada por Sócrates ["Conhece-te a ti mesmo"], por Platão [a alegoria da caverna], por Espinosa ["A liberdade é o conhecimento da necessidade"], por Hegel [a dialética do senhor e do escravo], pelo brasileiro Paulo Freire ["A educação é um ato de liberdade"].

 

Ela é a base de todas as lutas emancipatórias da humanidade — e o alvo de todos os projetos de dominação.

 

2. A LIBERDADE PELO CONHECIMENTO

2.1. O que é liberdade?

A liberdade não é a ausência de limites. É a capacidade de compreender os limites e de agir sobre eles. É a capacidade de escolher — e, para escolher, é preciso conhecer.

         i.            O trabalhador que conhece seus direitos pode reivindicá-los;

        ii.            O cidadão que conhece a política pode participar dela;

      iii.            O jovem que conhece a história pode transformá-la;

      iv.            O povo que conhece sua realidade pode modificá-la.

 

Sem conhecimento, não há liberdade. Há apenas a ilusão de liberdade — a liberdade de escolher entre as opções que os poderosos oferecem.

 

2.2. O conhecimento como práxis libertadora

O nosso brasileiro Paulo Freire, em Pedagogia do Oprimido, demonstra/ou que a educação pode ser instrumento de opressão ou instrumento de libertação:

         i.            Educação bancária: o professor "deposita" conhecimento no aluno passivo. O aluno não pensa — obedece. É a educação que escraviza.

        ii.            Educação problematizadora: o professor e o aluno constroem o conhecimento juntos, a partir da realidade. O aluno pensa — critica — transforma. É a educação que liberta.

 

O conhecimento verdadeiro não é a acumulação de informações. É a capacidade de ler o mundo e agir de modo consciente sobre ele.

 

3. A ESCRAVIDÃO PELA IGNORÂNCIA

3.1. A escravidão física

A escravidão física é a mais visível — e a mais brutal. Foi a escravidão dos negros africanos, dos povos indígenas, dos trabalhadores nas fábricas do século XIX. Ela ainda existe — no trabalho análogo à escravidão, no garimpo ilegal, no tráfico de pessoas.

 

Mas há uma escravidão pior.

3.2. A escravidão mental

A escravidão mental é a mais perigosa — porque é invisível. O escravo mental não sabe que é escravo. Ele acredita que é livre. Ele defende seu senhor. Ele ataca quem tenta libertá-lo.

 

O escravo mental é aquele que:

         i.            Não pensa criticamente — aceita o que lhe dizem;

        ii.            Não questiona — obedece às autoridades;

      iii.            Não duvida — crê em tudo que lhe ensinam;

      iv.            Não se organiza — isola-se em sua ignorância;

        v.            Não resiste — aceita sua condição como natural.

 

A escravidão mental é a prisão da alma. E o carcereiro é a ignorância.

 

3.3. A escravidão psíquica

A escravidão psíquica é a internalização da opressão. O escravo psíquico odeia a si mesmo. Ele despreza sua cultura, sua origem, seu povo. Ele admira o opressor. Ele sonha em ser como ele.

 

O escravo psíquico é aquele que:

         i.            Acredita que a pobreza é culpa sua — não do sistema;

        ii.            Acredita que o fracasso é destino — não consequência da opressão;

      iii.            Acredita que o rico é melhor — não apenas mais privilegiado;

      iv.            Acredita que o patrão é generoso — não explorador.

 

A escravidão psíquica é a mais perversa. Porque o escravo luta contra sua própria libertação.

 

4. A FRAUDE POLÍTICA DA "LIBERTAÇÃO"

4.1. Quem diz que vai libertar...

Nas campanhas eleitorais, os candidatos da direita, bolsonaro/ista, extrema-direita repetem:

         i.            "Vou libertar o Brasil do comunismo." [Não existe comunismo]

        ii.            "Vou libertar o povo da opressão do Estado." [Não há a opressão que subjetiva, subliminarmente dizem haver]

      iii.            "Vou libertar a economia da intervenção estatal." [Não há economia sem intervenção do estado. Não há estado sem economia a intervir]

      iv.            "Vou libertar a família da ideologia de gênero." [Não há família presa à ideologia de gênero. Não há liberdade sem ideologias, entre elas a de gênero]

 

Eles prometem liberdade. Mas entregam escravidão.

4.2. A inversão perversa

A inversão é a seguinte:

1. O que eles dizem: "Vou libertar do comunismo"

Na verdade, o que eles fazem: Criminalizam a esquerda, silenciam a crítica, os críticos

 

2. O que eles dizem: "Vou libertar da opressão do Estado"

Na verdade, o que eles fazem: Desmontam o Estado que protege os pobres, para proteger o ricos e bandidos ricos

 

3. O que eles dizem: "Vou libertar a economia"

Na verdade, o que eles fazem: Entregam a economia ao capital internacional/EEUU

 

4. O que eles dizem: "Vou libertar a família"

Na verdade, o que eles fazem: Impõem uma única visão de família, perseguem as outras

 

Eles prometem liberdade. Mas o que fazem de verdade é reforçar o escravismo pela ignorância, pelo obscurantismo.

 

4.3. A retirada do conhecimento

O que os candidatos bolsonaros/istas, da extrema-direita, fascistas fazem, na prática, é retirar a possibilidade de adquirir conhecimento:

         i.            Cortam verbas da educação — escolas sucateadas, universidades sem recursos;

        ii.            Censuram professores — "Escola sem Partido", perseguição a educadores e alunos;

      iii.            Proíbem livros — censura a obras que contradizem sua ideologia bolsonaro/ista, da extrema-direita, fascista;

      iv.            Atacam a ciência — negacionismo climático, antivacina, terraplanismo; nega a democracia, a liberdade, a religião... Tem que ser unicidade, só a d’eles;

        v.            Controlam a mídia — silenciam vozes dissidentes, criminalizam jornalistas. Tem que ser só eles;

      vi.            Desinformam — fake news, deepfakes, manipulação das redes sociais. É a práxis d’eles diuturnamente.

 

O objetivo é claro: manter o povo na ignorância. No obscurantismo/escuro mental. Porque o povo ignorante é o povo escravo. Por isso não constroem escolas. Destrói escolas. Não constroem locais de saberes. Destroem saberes.

 

5. A LINGUAGEM SUBLIMINAR DA FRAUDE

5.1. A metafísica da fala

Os candidatos bolsonaro/istas, da extrema-direita, fascistas dominam a metafísica da fala — a arte de dizer sem dizer, de insinuar sem afirmar, de prometer o que não pretendem cumprir. Nunca!!

 

Eles usam:

         i.            Palavras de efeito — "liberdade", "família", "Deus", "pátria" [d’eles próprios];

        ii.            Inimigos imaginários — "comunismo", "ideologia de gênero", "globalismo";

      iii.            Promessas vagas — "vou mudar tudo", "vou acabar com a corrupção", “vou combater com o CV, o PCC, a milícia, as facções...” [não vai mudar, acabar, combater ele próprio sendo ele o que diz que vai mudar, acabar, combater];

      iv.            Silêncios estratégicos — não dizem o que farão de verdade.

 

A linguagem subliminar é a arma dos bolsonaros/istas, da extrema-direita, do fascismo. Ela não convence pela razão — convence pela emoção. Não esclarece — confunde. Não liberta — escraviza.

 

5.2. O crime da fala

Quem diz que vai libertar e não liberta comete um crime. Não um crime jurídico — um crime moral, político, histórico. Um crime contra o povo. Um crime contra a verdade. Um crime contra a própria possibilidade de libertação como processo evolutivo de liberdade.

 

A fala que promete liberdade e entrega escravidão é a fala do traidor. E o traidor da pátria é aquele que entrega o povo à ignorância para facilmente lhe entregar como mercadoria colonizada/escrava de um império colonizador extrativista, no caso: os EEUU que se impõem como “EUA”.

 

6. O CASO BRASILEIRO: O BOLSONARISMO COMO PROJETO DE ESCRAVIDÃO MENTAL

6.1. O projeto de obscurantismo

O bolsonarismo não é apenas um projeto político. É um projeto de obscurantismo. Ele visa, se o brasileiro permitir pela democracia eleitoral/do voto:

         i.            Destruir a educação pública — cortes, censura, perseguição a professores e alunos que não sejam como eles...;

        ii.            Destruir a ciência — negacionismo, ataque a universidades, desfinanciamento de pesquisas, fechamentos dos campos/centros de ciências;

      iii.            Destruir a cultura — censura a artistas, corte de verbas, ataque a museus;

      iv.            Destruir a informação — fake news, ataque à imprensa, controle das redes.

 

O objetivo é criar um povo ignorante, obediente, manipulável – volúvel e levável. Um povo que não pensa — que apenas segue o boiadeiro.

 

6.2. A teologia da prosperidade e dominação

A Teologia da Dominação — que há décadas venho observando, chamado a atenção e denunciando — fornece a justificativa religiosa para esse projeto:

         i.            O povo não precisa de conhecimento — precisa de fé “no Deus de Israel”;

        ii.            O povo não precisa de ciência — precisa de Deus do antigo/velho testamento – escatológico;

      iii.            O povo não precisa de educação — precisa de doutrina “evangélica-cristã dominionista”;

      iv.            O povo não precisa de liberdade — precisa de salvação “pelo Deus de Israel”.

 

A Teologia da prosperidade e dominação transforma a ignorância em virtude. E a escravidão mental em salvação eterna.

 

6.3. O candidato Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro, herdeiro do pai bolsonaro/ismo, representa a continuidade desse projeto. Ele não quer libertar o povo — quer escravizá-lo:

         i.            Escravizá-lo pela ignorância — destruindo a educação;

        ii.            Escravizá-lo pelo medo — explorando a violência;

      iii.            Escravizá-lo pela fé — usando a religião como instrumento de poder;

      iv.            Escravizá-lo pela mentira — mantendo e ampliando a construção vigente de uma realidade paralela.

 

Ele promete liberdade. Mas entrega a escravidão mais profunda: a escravidão da mente. Estou certo de estar certo, infelizmente!!

 

7. A RESISTÊNCIA PELO CONHECIMENTO

7.1. A educação como trincheira

A única forma de resistir ao projeto de obscurantismo é ocupar a trincheira da educação:

         i.            Defender a escola pública — gratuita, laica, critica, dialética, fraterna, libertadora, de qualidade em humanidade;

        ii.            Defender a universidade pública — ciência, pesquisa, ensino, extensão;

      iii.            Defender os professores — valorização, formação, autonomia;

      iv.            Defender a ciência — investimento, liberdade de pesquisa, de ensino, extensão...;

        v.            Defender a cultura — financiamento, liberdade de criação e expressão...

 

A educação é a única vacina contra o fascismo. E o fascismo sabe disso — por isso a ataca.

 

7.2. A comunicação popular

É preciso disputar diuturna e permanentemente a narrativa nas redes sociais, nas rádios comunitárias, nos podcasts progressistas, nos espaços de convivência:

         i.            Desmascarar as fake news — com fatos, evidências, checagem, desconstruindo-os pedagógica, didática e dialeticamente;

        ii.            Expor as contradições — pedagógica, didática e dialeticamente mostrar o que dizem e o que fazem;

      iii.            Construir contra-narrativas — que disputem o imaginário popular;

      iv.            Formar multiplicadores — que repliquem o conhecimento em suas dimensões... pedagógica, didática e dialeticamente.

 

7.3. A organização popular

O conhecimento não liberta sozinho. Ele liberta quando organizado coletivamente:

         i.            Sindicatos — que defendem os direitos dos trabalhadores;

        ii.            Movimentos sociais — que lutam por terra, moradia, saúde, educação;

      iii.            Associações de bairro — que lutam por melhorias locais;

      iv.            Coletivos culturais — que produzem arte e pensamento crítico;

        v.            Partidos políticos — que disputam o poder do Estado.

 

A libertação não é individual. É coletiva. E a organização é o caminho.

 

8. OBSERVAÇÕES FINAIS: A EQUAÇÃO QUE NÃO PODE SER ESQUECIDA

Conhecimento = Liberdade.

Ignorância = Escravidão.

 

Essa equação é a chave de tudo. Ela explica por que os poderosos temem tanto a educação. Por que investem na desinformação. Por que desconstroem o saber real. Por que atacam professores, alunos, cientistas, artistas, jornalistas. Por que prometem liberdade enquanto entregam escravidão. Prometem democracia enquanto entregam autoritarismo/ditadura. Prometem vida e entregam MORTES!!

 

Quem diz que vai libertar e não liberta é mentiroso.

Quem diz que vai libertar e retira o conhecimento é criminoso.

Quem diz que vai libertar e reforça a ignorância é escravizador.

 

A verdadeira libertação é o conhecimento. E o conhecimento é a única arma que o povo tem contra seus algozes.

 

Que o povo brasileiro não se deixe enganar. Que não troque a liberdade pela promessa vazia de liberdade. Que não aceite a escravidão disfarçada de salvação.

 

Porque a liberdade não se compra. Não se ganha de presente. Conquista-se — com conhecimento, com organização, com luta. Com vidas em risco!!

 

— Porque a ignorância é a noite da alma. E o conhecimento é a aurora. E quem teme a aurora, teme a liberdade.

 

A história julga os que escolhem a ignorância para ocupar o lugar do conhecimento.

 

Temos até domingo, 25/10/2026. Depois, pode ser tarde demais.

 

Professor[*] Negreiros, Deuzimar Menezes

Em diálogo holístico e transdisciplinar

Imperatriz [MA], 22 de outubro de 2026

 

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